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"Midas" da tecnologia aposta em energias renováveis

| 29/01/2008

Um dos primeiros investidores a acreditar em empresas como Google e Amazon, o americano John Doerr agora volta sua atenção para etanol, painéis solares e carro híbrido

 

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Por Sérgio Teixeira

exame

Não há nenhum exagero em chamar John Doerr de lenda ou Midas do Vale do Silício. Sócio do fundo de capital de risco Kleiner Perkins Caulfield & Byers desde 1980, Doerr foi um dos investidores iniciais em empresas como Sun Microsystems, Amazon e Google. Juntas, essas três empresas valem hoje quase 230 bilhões de dólares. De dois anos para cá, Doerr voltou suas atenções para a energia renovável. Tem em seu portfólio empresas de painéis solares, de etanol de celulose e, mais recentemente, a Fisker, fabricante de um carro híbrido. Ele falou a EXAME de seu escritório em Menlo Park, o coração do capital de risco nos Estados Unidos.

Portal Exame -Por que há tanto interesse de empresas de capital de risco do Vale do Silício - tradicionalmente ligadas à tecnologia da informação - em energia renovável?

Esta é uma boa pergunta, e eu vou reformulá-la. Por que agora? A primeira razão está nas forças do mercado, no etanol, nos combustíveis e no preço verificado nas bombas hoje. Há uma nova demanda global, principalmente na Índia e na China. Existem também as pressões e alertas para a questão climática. Estamos atingindo vários marcos históricos na nanotecnologia e na biotecnologia. A razão final é que a cada dois anos dobra o poder de processamento dos computadores, a chamada Lei de More. O poder de computação que temos num PC hoje era algo inimaginável cinco anos atrás. Juntos, esses fatores permitem inovações incríveis. Nós acreditamos que podemos fazer uma reengenharia do metabolismo de micróbios e insetos para que eles possam ingerir açúcar e gerar biodiesel, por exemplo.

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