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O Tribunal de Contas da União (TCU) suspendeu o leilão de freqüências de internet para banda larga sem fio. A licitação começou na manhã desta segunda-feira (4/9), com o credenciamento de 100 empresas e a entrega de suas propostas em envelopes lacrados. Os interessados concorrem a 20 licenças para operar freqüências na faixa de 3,5 a 10,5 gigahertz, o que lhes permitirá oferecer acesso sem fio à internet rápida pela tecnologia conhecida como WiMax. O leilão, porém, foi suspenso pelo ministro Ubiratan Aguiar, do TCU, que alegou "inconsistências" no estudo de viabilidade econômica apresentado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) - responsável pela licitação.
A principal crítica é a desatualização da taxa de câmbio usada no estudo, sobretudo a do euro, cuja cotação é de novembro de 2004. "Isso representa mais de um ano e meio de defasagem em relação à publicação do edital de licitação", afirma Aguiar em seu despacho. A taxa de câmbio desatualizada pode, por exemplo, distorcer os preços mínimos do leilão, segundo Aguiar. O ministro deu prazo de 15 dias para que a Anatel se pronuncie sobre os problemas apontados.
A suspensão anunciada hoje é apenas mais um episódio do polêmico leilão que a Anatel tenta promover. A tecnologia WiMax é uma evolução da WiFi e permite acesso sem fio à internet rápida a uma distância de até 50 quilômetros da antena de transmissão dos sinais. O WiFi, já conhecido dos brasileiros em áreas como aeroportos e cibercafés, tem alcance bem menor - 50 metros.