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Muito além da licença

| 18/08/2006

A TI não precisa mais ter a posse do software. Novas modalidades de cobrança permitem ao CIO mais flexibilidade e menos custos. A hora é de negociar. Aproveite!

 

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Por Luana Pavani

infocorporate

A necessidade de reduzir os custos operacionais e buscar cada vez mais eficiência para a área de TI chegou aos contratos de software. Essa constatação tem dois significados importantes. O primeiro diz respeito à negociação entre CIOs e fornecedores, que caminha para se tornar muito mais dura. O segundo mostra uma realidade improvável até pouco tempo atrás: o questionamento do modelo de licenças. Hoje o CIO procura modelos flexíveis de compra de software, que se ajustem às suas necessidades atuais e futuras.

A boa notícia é que os fornecedores estão cientes de que mudança é uma constante na vida de seus clientes e já começam a oferecer contratos alternativos. Até a forma tradicional, de receber por licença de uso, está mudando. Hoje ela está atrelada não apenas à CPU, mas também ao número de usuários,ao núcleo do processador, ao faturamento da empresa e até a métricas setoriais, como o número de leitos de um hospital. O CIO pode optar pelo software sem ter a posse da licença, pagando uma taxa mensal pelo uso em máquinas dentro ou fora de casa. Já é possível também contratar software de terceiros como serviço.

"Os modelos de cobrança ainda não estão totalmente consolidados pela indústria do software, por isso nos próximos 18 meses os CIOs têm grandes chances de conseguir os melhores acordos", diz Julie Giera, vice-presidente do instituto Forrester Research. Segundo Julie, as software houses estão desesperadas para manter seus clientes e começam a criar atrativos que as diferencie. "Os fornecedores sabem que terão de passar da venda de licenças para a de serviços, baseada em uso, o que fatalmente afetará sua lucratividade. Quem está com a vantagem nas mãos agora é o CIO", afirma Julie.

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