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16/05/2008
Nesta edição:
Petrobras, Shell, Marina Silva, política industrial, OceanAir, Eike Batista, LLX, Ideiasnet, Votorantim, Suzano, Aracruz, Warren Buffett, trigo, Embraer, Gradiente, BB, HP, IBM, Geração Futuro e CEF
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Petrobras eleva lucro e já vale mais que a Shell no mercado
Segundo a Dow Jones, empresa só vale menos que a ExxonMobil e a Gazprom entre as petrolíferas
A Petrobras registrou um lucro líquido de 6,925 bilhões de reais no primeiro trimestre, o que representa uma alta de 68% sobre o mesmo período do ano passado. O resultado surpreendeu os analistas, que esperavam um número próximo a 5,5 bilhões de reais. O lucro aumentou porque a empresa conseguiu reduzir custos com funcionários e devido à elevação da produção e dos preços do petróleo. Para analistas, o reajuste de 15% para o diesel e de 10% para a gasolina, que entrou em vigor neste mês, deve melhorar ainda mais os próximos resultados.
As ações da Petrobras reagiram positivamente ao balanço. O valor de mercado da estatal já supera o da anglo-holandesa Shell e fica atrás apenas da americana ExxonMobil e da russa Gazprom entre as petrolíferas, segundo a agência Dow Jones. Apesar de ainda lucrar e vender menos que várias concorrentes, a Petrobras está em alta devido à expectativa de confirmação de reservas de petróleo espetaculares no litoral brasileiro, na área abaixo da camada de sal. Segundo a Bloomberg, a relação entre o valor de mercado da Petrobras e seu lucro é hoje o dobro de suas principais rivais. A grande dúvida do mercado é se a empresa será capaz de extrair o petróleo dos campos do pré-sal
 Reajuste nos combustíveis vai ajudar a manter a alta, diz o analista do Unibanco, Vladimir Pinto
a custos competitivos. Altas temperaturas, resistência das rochas e enormes profundidades terão que ser vencidas pela estatal. Segundo a Folha de S. Paulo, o governo deve elevar a tributação do petróleo extraído do pré-sal – e até as empresas do setor concordam que o potencial dos campos justifica a medida. A Petrobras planeja começar a extrair petróleo do campo de Tupi em 2009 e, segundo a Bloomberg, alugou 80% dos navios-sonda existentes no mundo para vasculhar a área.
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 Troca no ministério vai acelerar a expansão do gado e da soja na Amazônia, apostam ambientalistas e consultores
Marina Silva deixa governo; repercussão no exterior é péssima
Ministra pede demissão e é substituída por Carlos Minc, que deve apressar concessão de licenças
Conhecida em todo o mundo como defensora de causas ambientais, Marina Silva deixou o planeta preocupado ao abandonar o comando do Ministério do Meio Ambiente na última terça-feira. Para o jornal britânico The Independent, o pedido de demissão de Marina é ´um golpe no futuro do planeta`. Para o francês Le Monde, Marina era o símbolo da luta pela ecologia no governo Lula. O jornal lembra que somente um ministro de peso está com Lula desde seu primeiro mandato: Gilberto Gil (Cultura). O espanhol El Pais adotou um tom ainda mais agressivo. Para o diário, o presidente Lula ´deu as costas à maior defensora da Amazônia`.
Para o lugar de Marina, Lula indicou o secretário do Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc. Ex-deputado estadual, Minc tem um histórico de militância ambientalista. No governo do Rio, entretanto, ele apressou a liberação de licenças ambientais e favoreceu empresas como Petrobras, Vale e Ambev. Empresas de energia e ligadas ao agronegócio podem ser beneficiadas com a mudança na pasta. Se adotar uma postura muito liberal em relação à Amazônia, porém, o novo ministro corre o risco de expor o Brasil a ataques internacionais. Países europeus acusam o país de fazer vista grossa à expansão da criação de gado e da plantação de soja na região Norte. Além disso, o etanol poderá ser bombardeado por supostamente empurrar outras culturas para a Amazônia.
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Governo barateia crédito do BNDES e lança fundo soberano
Empresários consideram a nova política industrial positiva, mas insuficiente para compensar câmbio
O governo anunciou na segunda-feira uma nova política industrial, com medidas de estímulo à exportação. Haverá a redução de 21 bilhões de reais na tributação de diversos setores até 2010. As empresas também poderão tomar empréstimos no BNDES com custos menores. O governo ainda oficializou a criação do fundo soberano e a abertura de uma filial do BNDES no exterior. O objetivo é financiar as empresas brasileiras que tenham planos de internacionalização.
O setor mais beneficiado foi o de software, que teve a contribuição patronal à Previdência reduzida pela metade no caso de funcionários dedicados a produtos de exportação. Empresários ouvidos pela Folha de S.Paulo afirmaram que as medidas são positivas, mas insuficientes para compensar a valorização do real. Já a agência Standard & Poor’s afirmou que o Brasil não tem o perfil necessário para constituir um fundo soberano.
GP compra 20% das ações da Estácio por 259 milhões de reais
Mercado vê onda de aquisições e chegada de estrangeiros no setor de educação privada
A GP Investimentos comprou 20% do grupo de educação Estácio, o maior do país. O principal fundo de private equity brasileiro pagou 259 milhões de reais pelas ações e vai compartilhar o controle do grupo com o empresário João Uchôa Cavalcanti Netto. Os papéis da Estácio dispararam 36% com o negócio. A Fator Corretora vê um futuro promissor para o setor. A instituição iniciou a cobertura dos papéis de Estácio, SEB e Kroton com recomendação de compra e potencial de alta de até 72%.
Para o professor Celso Grisi, diretor da FIA, o grau de investimento deve provocar o aumento das aquisições no setor e atrair recursos de estrangeiros. Ele afirma, porém, que o governo deveria exercer forte regulação sobre as empresas para garantir a qualidade da educação. Nesta semana, a Fundação Dom Cabral apareceu em 16º lugar em ranking do jornal Financial Times com as melhores escolas de negócios do mundo.
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OceanAir demite 600, devolve aeronaves e corta rotas
Alta do preço do petróleo e concorrência de TAM e Gol obrigam empresa a reduzir operação
Prejudicada pela forte concorrência de TAM e Gol e pelos altos preços do petróleo, a OceanAir anunciou uma reestruturação para reduzir os gastos da operação. A empresa vai demitir cerca de 600 funcionários, reduzir o número de destinos atendidos dos atuais 37 para 25 e diminuir a frota de 16 para 10 aeronaves. Além dos problemas atuais, a entrada de uma nova empresa no mercado brasileiro em 2009, a Azul, pode acirrar a competição no mercado e reduzir as margens da OceanAir. A Azul será controlada pelo empresário David Neeleman, fundador da JetBlue e uma das principais empresas de baixo custo dos Estados Unidos.
O fim do caos aéreo, entretanto, poderia beneficiar as empresas. Atrasos em vôos causam aumento dos custos das empresas e reduzem a demanda por passagens. O governo também reduziu nos últimos meses vôos de aeroportos bastante lucrativos como o de Congonhas (SP). No primeiro trimestre, o lucro da TAM caiu 96%, para menos de 3 milhões de reais. Já a Gol teve um prejuízo de 74 milhões de reais, causado também pelas perdas da Varig. |
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Eike vira sócio da Ideiasnet e quer vender parte da LLX
Entrada do bilionário no capital faz ação da Ideiasnet subir 18% em um único pregão
O grupo EBX, do bilionário Eike Batista, decidiu se associar à Ideiasnet, que tem participação em 18 empresas de internet. A entrada de Eike no negócio se dará por meio de um aumento de capital de 100 milhões de reais. Todos os acionistas poderão exercer o direito de preferência na aquisição das novas ações, mas, se não houver nenhuma adesão, a EBX passará a deter 14,5% da Ideiasnet. O mercado recebeu muito bem a notícia, já que Eike tem um histórico bem-sucedido de investimentos. As ações da Ideiasnet subiram 18% na quarta-feira.
Já em sua empresa de logística, a LLX, Eike deve fazer em breve um desinvestimento. O plano é vender 30% da empresa por 1 bilhão de dólares. A participação será negociada com um sócio estrangeiro, que passaria a compartilhar o controle de dois portos que serão construídos no Rio de Janeiro e um no litoral paulista. Até julho, a LLX também planeja lançar ações na Bovespa.
Tempo passa e a esperada recessão nos EUA não vem
Brasil resiste à crise e emite bônus com juro menor que o pago por fundo de Warren Buffett
As perdas bilionárias com títulos hipotecários e a queda do preço dos imóveis levou quase a um consenso de que os Estados Unidos passariam por uma recessão neste ano. Economistas como o ex-presidente do Federal Reserve Alan Greenspan chegaram a prever a pior crise do pós-guerra. Segundo o jornal Wall Street Journal, no entanto, o tempo passou e a recessão não veio. O PIB cresceu 0,6% no primeiro trimestre – e a expectativa é de que esse número seja revisto para 1%. Para o banco Wachovia, a chance de recessão caiu a 45%.
Resistente, o Brasil conseguiu tirar benefícios da crise. O país ganhou o grau de investimento da agência Standard & Poor’s por ter provado que está melhor preparado. O mercado comemorou e a Bovespa bateu nesta quinta-feira o sétimo recorde do ano. Já o governo emitiu bônus no exterior e pagou prêmios de risco inferiores ao do fundo de Warren Buffett, segundo o Financial Times.
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Votorantim e Suzano iniciam disputa pela compra da Aracruz
Fim do acordo de acionistas da Aracruz abre espaço para a criação de gigante global de celulose
Terminou nesta semana o acordo de acionistas da Aracruz, o que vai levar a uma disputa entre a Votorantim e a Suzano pela compra do controle da empresa. Há duas décadas, a Aracruz é regida por um acordo de acionistas entre as famílias Safra e Lorentzen, ao qual a Votorantim aderiu ao comprar uma participação na companhia, em 2001. Quem ganhar a disputa vai se tornar líder mundial absoluto em papel e celulose.
Todas as partes já contrataram bancos de investimentos para assessorá-los no negócio. Por ser acionista da Aracruz, a Votorantim é apontada como favorita por analistas. Os donos da Suzano, no entanto, têm 3 bilhões de reais em caixa após a venda de sua unidade petroquímica para a Petrobras. Mas não é possível descartar que uma terceira empresa – provavelmente um gigante estrangeiro do setor – também possa entrar na disputa. O mais provável é que o negócio seja feito por meio de uma troca de ações e a fusão entre compradora e comprada. Levará a Aracruz a empresa que oferecer uma fatia maior na nova gigante mundial da celulose. |
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Menos impostos
Com o risco de desabastecimento e a alta dos preços, o governo decidiu suspender a cobrança de PIS, Cofins e imposto de importação para a compra de trigo. A renúncia fiscal é estimada em 500 milhões de reais. O Moinho Pacífico estima que os preços da farinha de trigo tenham queda de pelo menos 8% com as medidas.
BB no topo
O Banco do Brasil registrou lucro líquido de 2,347 bilhões de reais no primeiro trimestre, um resultado melhor que o dos rivais Bradesco e Itaú. Os ganhos foram inflados pela venda de parte das ações que o BB possui na Visa. A empresa de cartões fez uma das maiores ofertas iniciais de ações em março, e o BB foi vendedor.
Mais perto dos clientes
A Embraer vai investir cerca de 50 milhões de dólares na abertura da uma fábrica nos Estados Unidos dedicada à montagem final dos jatos executivos Phenom 100 e Phenom 300. A primeira planta da empresa em solo americano será erguida em Melbourne, na Flórida. Endinheirados dos EUA são os principais compradores dos dois jatos. HP na cola da IBM
A Hewlett-Packard comprou a americana EDS por 12,8 bilhões de dólares em dinheiro. Com o negócio, a HP deverá saltar do quinto para o segundo lugar entre os provedores de serviços de tecnologia da informação. A também americana IBM continuará líder nesse mercado, mas a disputa ficou mais acirrada.
Disputa pelo cliente
A Caixa Econômica Federal decidiu adotar as mesmas regras para o financiamento de imóveis novos e usados. Agora é possível financiar 100% do valor dos imóveis usados e pagar o crédito em até 30 anos. Com a queda dos juros, cresceu a concorrência entre os bancos e melhoraram as condições do financiamento de imóveis.
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De volta às origens
Nelson Bastos não é mais o presidente da Gradiente. O executivo comandava desde setembro o processo de reestruturação da companhia, tentando reduzir gastos e renegociar dívidas. Bastos buscou vender a Gradiente a diversos empresários, mas não encontrou um comprador. Agora Eugênio Staub, dono da Gradiente, volta ao comando da empresa. Banco novo na praça
Uma das corretoras mais populares da Bovespa, a Geração Futuro abriu um banco de investimento para abrigar seus negócios de gestão de recursos de terceiros. A instituição vai ampliar a oferta de fundos e clubes de investimento e planeja oferecer opções de aplicação em private equity a seus clientes. No futuro, a idéia é assessorar IPOs e fusões.
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