1 - Gostaria de saber como funciona esta questão dos pontos do Ibovespa. (Edson - Ariquemes / RO)2 - Invisto regularmente em fundos de ações. Todos os meses os gestores dos fundos nos quais invisto enviam extratos, nos quais posso ver meu saldo, rentabilidades entre outras informações. Quando compramos ações, quem nos fornece estas informações? (Bruno Fragoso - Rio de Janeiro / RJ)3 - Penso em converter minha poupança em ações, com perspectiva de bom retorno a longo prazo. O que devo observar? Como evitar grandes prejuízos? ( Joaão Marcos dos Santos Filho - São Vicente / SP)4 - Além do histórico de cotações de um determinado papel ao longo do tempo (o que só dá uma idéia relativa quanto ao preço dele), quais são os outros indicadores utilizados para avaliar se um determinado papel está "barato"? Sei que relativamente à precificação é muito importante (senão o mais importante), a análise dos fundamentos, pois o potencial de valorização está diretamente ligado ao que se espera da empresa em termos de resultados futuros. Mas quais as informações e/ou índices nos quais eu poderia me basear para tomar decisões mais rápidas sobre que papéis devo escolher para compor minha carteira? (Edson Taro Nakajima - São Paulo / SP)5 - Gostaria de saber se nas vendas de ações com valores superiores a R$ 20.000,00, e que tiveram lucro, é obrigatório o recolhimento do Imposto de Renda mesmo quando o dinheiro fica na conta investimento. Nesse caso, o recolhimento é feito no mês subsequente ou poderá ser recolhido anualmente? (Dilson Corrêa - Campo Belo / MG)6 - Há aproximadamente dois meses, achei que as ações da Embraer estavam com preços atrativos para compra. O índice bovespa estava em seu ápice em junho e as notícias sobre os negócios da empresa desenhavam um futuro promissor. Entretanto, enquanto a Bovespa batia recordes, as ações da Embraer caíam. O que explica esse fato? Como se precaver da queda se as informações de bons negócios e fundamentos eclodem na mídia?
(Rene Carlos Dainez - Marília / SP)7 - Nunca fiz investimento em ações. Qual a melhor indicação de leitura para o meu caso? (Pedro Luiz Fortunato - Rolândia / PR)8 - Como funciona o sistema de "ordem stop"? (Marcelino Rech - Blumenau / SC)9 - Onde posso buscar informações sobre as empresas listadas na Bolsa? O que devo buscar saber? (Leonardo Gregorio - Bauru / SP)10 - Minha carteira é composta por ações do Banco Pine, da Suzano Petroquímica e da Marcopolo. Queria comprar ações da Gerdau. É uma boa carteira? 11 - Gostaria de saber se é melhor investir em fundos de ações ou em ações diretamente, no caso de pequenas aplicações mensais. (Raquel - São Gonçalo / RJ)12 - Faço aplicações regulares em fundos de investimentos de ações e gostaria de diversificá-las em função da exposição ao risco. Com a queda na taxa de juros e seu impacto negativo na rentabilidade dos fundos DI, quais opções do mercado em termos de rentabilidade eu deveria levar em consideração?
(Thiago Barreto - Salvador/ BA)13 - Todas as empresas distribuem dividendos aos seus acionistas? Como escolher uma empresa que distribui dividendo para que possa comprar ações da mesma? (Julio Cesar - São Paulo / SP)14 - Tenho 33 anos, meus investimentos são compostos por 70% títulos do Tesouro Direito e 30% ações. Faço novas aplicações todo mês em ações, pretendo atingir 50%/50%. Com esta instabilidade no mercado, devo aguardar as coisas se acalmarem e aplicar em algo mais conservador? (Gustavo - Curitiba / PR)15 - Após comprar uma ação, como e para quem poderei vendê-la? (Rogers Rodrigues dos Santos - Joinville / SC)16 - Quais os principais indicadores de que uma aplicação (fundos, ações, etc) está prestes a se desvalorizar? (Melvin Vasconcelos Laurindo - Belém / PA)17 - Possuo R$500.000,00 e quero aplicar na Bolsa. Como devo fazer? (Frank Magno Pereira de Souza - Salvador / BA)18 - Na atual conjuntura, onde o pequeno investidor deve aplicar o seu dinheiro? (Yatiyo Suzuki Matsumoto - São Paulo / SP)19 - O que são as units? (Carlos - São Leopoldo / RS)20 - Tenho o profundo interesse em começar a investir na Bolsa, mas infelizmente possuo pouco conhecimento. Por onde devo começar? ( Leir Maicon - São José do Rio Preto / SP)
21 - Considerando a queda ocorrida no mercado nos últimos dias, o que podemos esperar para agosto? Haverá recuperação ou a tendência é queda? (Adriano Pinho - São Paulo / SP)
22 - Qual a melhor estratégia para o pequeno investidor: especular no dia a dia (comprar e vender com ganhos de pelo menos 5%) ou comprar e esperar para vender com ganho maior (15%, 20%, etc)? A pergunta decorre das corretagens e taxas que são significativas para um pequeno investidor. (Eliseu Augusto Vicente - Guapiacu / SP)23 - Quais são as características que devo levar em conta no momento da escolha da corretora? (Alexandre Tadachi Morey - Londrina / PR)24 - Gostaria de saber se é viável esperar essas correções acontecerem para entrar na Bolsa. Se sim, quais decisões devo tomar frente aos IPO's? Entrar ou esperar a reação do mercado para ter "certeza" de que é uma boa empresa? (Pablo Dias - Paraguaçu - MG)25 - Estava lendo uma reportagem referente ao etanol, que destaca que é um bom momento para investir. Gostaria de saber como faço para iniciar um investimento em alguma indústria da área. Existe um valor mínimo para a compra das ações? Qual a diferença entre ações e fundos de investimentos? (Marcos - São Paulo / SP)
26 - Quem atesta a saúde financeira das empresas participantes da Bovespa? E qual o real risco de termos um problema como os Estados Unidos tiveram na década de 90 com a empresa Enron? (Fabio Botelho - São Paulo /SP)27 - Tenho ações do Banco do Brasil e gostaria de saber se as previsões para esses papéis são boas no médio prazo. (Alessandre - Bom Jesus / PB)28 - Qual o capital mínimo que pode ser investido na compra de ações? Quando se recebe no caso de valorização ou se paga no caso de desvalorização ações? (Diego Bruno de Barros - Lins / SP)
29 - Os Estados Unidos estão enfrentando uma bolha imobiliária? Como isso influencia a Bolsa no Brasil? (Rafael Karam - Campinas / SP)30 - Qual a quantia mínima e qual o prazo mínimo de retorno para aplicação? (Luís Cláudio - Campinas / SP)1 - Gostaria de saber como funciona esta questão dos pontos do Ibovespa. (Edson - Ariquemes / RO)Marcelo Smarrito, professor da Fundação Getúlio Vargas e autor do livro Desmistificando a Bolsa de Valores: aí vai a melhor explicação que conheço para o Ibovespa: "Em dizeres mais precisos, o Ibovespa seria o valor atual, em moeda corrente, de uma carteira teórica de ações constituída em 02/01/1968, a partir de uma aplicação hipotética. Supõe-se não ter sido efetuado nenhum investimento adicional desde então, considerando-se somente os ajustes efetuados em decorrência da distribuição de proventos pelas empresas emissoras (tais como reinvenção de dividendos recebidos e do valor apurado com a venda de direitos de subscrição, e manutenção em carteira das ações recebidas em bonificação). Dessa forma, o índice reflete não apenas as variações dos preços das ações, mas também o impacto da distribuição dos proventos, sendo considerado um indicador que avalia o retorno total de suas ações componentes1. Deve ficar claro que o Ibovespa foi ajustado, sem prejuízo da metodologia, para comportar todas as mudanças monetárias pelas quais passou o Brasil, no período de existência do índice."
2 - Invisto regularmente em fundos de ações. Todos os meses os gestores dos fundos nos quais invisto enviam extratos, nos quais posso ver meu saldo, rentabilidades entre outras informações. Quando compramos ações, quem nos fornece estas informações? (Bruno Fragoso - Rio de Janeiro / RJ)Marcelo Smarrito, professor da Fundação Getúlio Vargas e autor do livro Desmistificando a Bolsa de Valores: funcionará exatamente igual ao seu fundo de ações. Você terá acesso, através da internet, a sua carteira de ações, onde, comparativamente, poderá saber o desempenho da mesma. Isso ficará sempre a cargo da sua corretora de valores. Além disso, a CBLC também enviará informações periódicas sobre a sua carteira para a sua residência.
3 - Penso em converter minha poupança em ações, com perspectiva de bom retorno a longo prazo. O que devo observar? Como evitar grandes prejuízos? ( Joaão Marcos dos Santos Filho - São Vicente / SP)Marcelo Smarrito, professor da Fundação Getúlio Vargas e autor do livro Desmistificando a Bolsa de Valores: vou apresenta-lo três pontos importantes: 1 - Investimentos em ações são investimentos de longo prazo. Quem investiu em ações desde 94 (inicio do Plano Real e fim da inflação no Brasil) até hoje está ganhando muito dinheiro. Vale a ressalva que a bolsa no curto prazo sempre sobe e desce. E se você não pensar que bolsa é um investimento de longo prazo poderá perder dinheiro. 2. Também acho prudente o investimento de longo prazo nas açõess de primeira linha, ou seja, aquelas de alta liquidez. 3. Invista na bolsa aquele dinheiro que você não precisa nem hoje nem amanhã.
4 - Além do histórico de cotações de um determinado papel ao longo do tempo (o que só dá uma idéia relativa quanto ao preço dele), quais são os outros indicadores utilizados para avaliar se um determinado papel está "barato"? Sei que relativamente à precificação é muito importante (senão o mais importante), a análise dos fundamentos, pois o potencial de valorização está diretamente ligado ao que se espera da empresa em termos de resultados futuros. Mas quais as informações e/ou índices nos quais eu poderia me basear para tomar decisões mais rápidas sobre que papéis devo escolher para compor minha carteira? (Edson Taro Nakajima - São Paulo / SP)Daniel Gorayeb, analista de investimentos da Spinelli Corretora: realmente, a análise de fundamentos da empresa é que vai determinar se ela é um bom investimento, especialmente para prazos maiores (acima de três meses, por exemplo). Contudo, no curto prazo a análise de alguns indicadores pode ajudar bastante. Existem indicadores gráficos como as linhas de tendência (que podem ser acompanhadas traçando-se uma reta que liga os vales ou picos de determinada ação (entre os vales pode-se criar os canais de suporte e entre os picos ou topos, pode-se criar os canais de resistência)
Pode-se utilizar as médias móveis também para ajudar a determinar a tendência dos ativos (sugerimos 21 dias para tendência de curto prazo, 60 dias para a de médio prazo e 100 dias para a de longo prazo). Existem os indicadores de força relativa (IFR) que, além de servirem para mostrar tendência, indicam momentos de sobre-compra ou sobre-venda das ações.
Na parte de fundamentos, existem indicadores como P/L que mostram quantas vezes o preço negociado está maior que o lucro da empresa. Também é possível tomar decisões com base no ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) que indica a rentabilidade da empresa. Existe ainda um indicador interessante que é o P/VPA que indica quantas vezes o preço está acima do valor patrimonial da empresa. Enfim, os indicadores são inúmeros, mas esses que mencionei são alguns dos mais importantes. Sugiro que leia publicações sobre o assunto, e que, ao comprar ações de uma empresa, compare os indicadores daquela que você está se tornando sócio com os mesmos indicadores de empresas similares no mercado. Assim , você terá, mesmo sem conhecer profundamente a empresa, condições de ter uma visão comparativa entre indicadores e, utilizando gráficos, comparar como esses indicadores são interpretados pelo mercado.
5 - Gostaria de saber se nas vendas de ações com valores superiores a R$ 20.000,00, e que tiveram lucro, é obrigatório o recolhimento do Imposto de Renda mesmo quando o dinheiro fica na conta investimento. Nesse caso, o recolhimento é feito no mês subsequente ou poderá ser recolhido anualmente? (Dilson Corrêa - Campo Belo / MG)Marcelo Smarrito, professor da Fundação Getúlio Vargas e autor do livro Desmistificando a Bolsa de Valores: todas as operações de compra e venda de ações são tributadas. Há o Imposto de Renda retido na fonte, descontado automaticamente, mas sobre os ganhos do investidor na operação ainda incidem outros tributos. É responsabilidade do investidor calcular esse imposto devido e acertar as contas sempre no fim do mês. Ou faz os próprios cálculos ou deixa na mão de um contador. Ainda não há fórmula mágica nem programa de computador que faça essas contas por você (quem sabe, seja esse o próximo passo das corretoras para atrair clientes). Cuidar do acerto de contas requer boa dose de controle. O procedimento correto é apurar no fim do mês toda a movimentação e pagar o imposto até o último dia útil do mês seguinte. Por exemplo: sobre operações feitas em abril, não importa se no dia 2, no dia 10 ou no dia 30, o imposto deve ser pago até 31 de maio. Cada operação deve ser computada separadamente. Pega-se o valor da venda da ação, desconta-se o valor da compra e o que sobra é o ganho líquido (ou a perda). Se a soma das vendas brutas ultrapassar R$ 20.000 no mês, haverá Imposto de Renda retido na fonte. Se, além das vendas brutas de R$ 20.000, houver ganho líquido no final, ainda terá de ser recolhido um imposto adicional. Ressaltando: o Imposto de Renda a recolher é calculado sobre o ganho líquido, mas ele só deve ser pago se o valor da venda bruta exceder R$ 20.000. Do imposto a recolher, pode-se descontar o Imposto de Renda retido na fonte. Lembre-se de que esses limites legais podem ser modificados em algum momento. Por isso, atenção à divulgação das regras pelo governo. Quanto menos ordens de compra e venda forem dadas, mais simples será o cálculo do imposto, já que a tributação incide sobre cada operação feita. E para cada prazo de negócio há uma conta. Se o investidor comprar e vender determinada ação num mesmo dia, ou seja, fizer um day-trade, a tributação será uma; se forem escolhidos dias diferentes, será outra. A tributação é maior para as operações mais curtas. Basicamente, nas operações no mercado à vista, os impostos são os seguintes:
Day-trade
Imposto sobre os ganhos líquidos: 20% (alíquota aplicada em operações feitas a partir do ano-calendário de 2005)
Imposto de Renda retido na fonte sobre as vendas: 1% compra e venda em dias diferentes
Imposto sobre os ganhos líquidos: 15% (alíquota aplicada em operações feitas a partir do ano-calendário de 2005)
Imposto de Renda retido na fonte sobre as vendas: 0,005%
6 - Há aproximadamente dois meses, achei que as ações da Embraer estavam com preços atrativos para compra. O índice bovespa estava em seu ápice em junho e as notícias sobre os negócios da empresa desenhavam um futuro promissor. Entretanto, enquanto a Bovespa batia recordes, as ações da Embraer caíam. O que explica esse fato? Como se precaver da queda se as informações de bons negócios e fundamentos eclodem na mídia?
(Rene Carlos Dainez - Marília / SP)Rodrigo Santos, analista de Renda Variável da Meta Asset Management: vale relembrar que o valor de uma ação equivale ao valor presente do fluxo de caixa desse investimento (i.e. dividendos e juros sobre o capital próprio), descontado a uma taxa que reflita o seu risco. O preço da ação é determinado pelas avaliações do mercado a respeito desse fluxo e dos riscos que influenciaram a taxa de desconto utilizada. O investidor deve ter em mente que, em um dado momento, o contexto positivo ou negativo em que uma empresa está inserida pode já estar considerado no preço de suas ações. Variações nas expectativas do mercado fazer com que estes preços reajam de forma aparentemente contrária às novas notícias positivas ou negativas.
Ou seja, mesmo uma empresa boa, em um bom momento, pode apresentar uma performance desfavorável no preço de suas ações basta que o mercado esteja por demais otimista com relação às perspectivas da empresa, e novas notícias mesmo boas façam com que seus agentes passem a enxergar essas perspectivas dentro de uma ótica mais realista.
7 - Nunca fiz investimento em ações. Qual a melhor indicação de leitura para o meu caso? (Pedro Luiz Fortunato - Rolândia / PR)Marcelo Smarrito, professor da Fundação Getúlio Vargas e autor do livro Desmistificando a Bolsa de Valores:Existem muitas literaturas disponíveis para introdução ao mercado de capitais. Mas atenção para não pegar um livro muito técnico. Poderá ser frustrante. Sugiro algumas opções que estão a venda nas principais livrarias: Negócios de Bolsa de Valores, Guia Valor Econômico de Investimento em Ações, e Desmistificando a Bolsa de Valores que, acabei de publicar. O site da Bovespa ambém é uma excelente fonte de informações.
8 - Como funciona o sistema de "ordem stop"? (Marcelino Rech - Blumenau / SC)Marcelo Smarrito, professor da Fundação Getúlio Vargas e autor do livro Desmistificando a Bolsa de Valores: você define, por meio do home broker ou em comunicação com a mesa de operações, um patamar de preço para ordenar a compra ou venda de uma ação.
9 - Onde posso buscar informações sobre as empresas listadas na Bolsa? O que devo buscar saber? (Leonardo Gregorio - Bauru / SP)Maurício Gentil, superintendente Comercial da Meta Asset Management: as formas mais simples para o acompanhamento do desempenho das empresas são as publicações especializadas (jornais e revistas com enfoque econômico), material interno de divulgação da empresa e manifestações dos responsáveis pelo relacionamento com investidores, normalmente executivos que informam aos mercados todos os fatos relevantes relacionados à companhia. Dados quantitativos podem ser obtidos através dos balanços divulgados periodicamente ou junto à CVM (www.cvm.gov.br), cuja função principal é zelar pela transparência e correção no relacionamento entre empresas e acionistas.
10 - Minha carteira é composta por ações do Banco Pine, da Suzano Petroquímica e da Marcopolo. Queria comprar ações da Gerdau. É uma boa carteira? Daniel Gorayeb, analista de Investimentos da Spinelli Corretora: acreditamos que a carteira é boa sim. Gerdau também é uma boa opção de compra, mas após o ganho que terá com Suzano Petroquímica (em função da operação com a Petrobras) sugerimos trocar para ações da Braskem, pois acreditamos que tem maior potencial de alta.
11 - Gostaria de saber se é melhor investir em fundos de ações ou em ações diretamente, no caso de pequenas aplicações mensais. (Raquel - São Gonçalo / RJ)Marcelo Smarrito, professor da Fundação Getúlio Vargas e autor do livro Desmistificando a Bolsa de Valores: os fundos são uma alternativa para quem não gosta de escolher os seus próprios papéis e acredita na gestão de terceiros. Já no caso de acões, é você quem define o que comprar, quando comprar e quando vender. Com certeza investir diretamente em ações será mais barato do que em fundos. Moral da história: antes de comprar um fundo, olhe o seu patrimônio, performance histórica e principalmente "quanto custa", ou seja, quais taxas você está pagando por este serviço de gestão.
12 - Faço aplicações regulares em fundos de investimentos de ações e gostaria de diversificá-las em função da exposição ao risco. Com a queda na taxa de juros e seu impacto negativo na rentabilidade dos fundos DI, quais opções do mercado em termos de rentabilidade eu deveria levar em consideração?
(Thiago Barreto - Salvador/ BA)Maurício Gentil, superintendente Comercial da Meta Asset Management: imaginando que suas operações estejam alocadas em fundos de ações direcionais, a alternativa interessante seria conhecer os fundos Long-Short. Trata-se de fundos que procuram resultados através da identificação de distorções entre preços relativos das ações. Simplificadamente, o gestor procurará estar comprado (long) em ações que concluiu estarem subvalorizadas e simultaneamente venderá ações que considerar sobre valorizadas. Caso seus fundamentos estejam corretos, além de ganhar com a ação comprada com a valorização (como nos fundos direcionais), o fundo também será beneficiado pela desvalorização da ação vendida. Como se percebe, estes fundos tendem a ter baixa correlação com os movimentos dos índices de ações, sendo de baixa importância a capacidade do gestor de avaliar se a Bolsa vai subir ou cair. Preferencialmente, o investidor deverá procurar empresas de gestão de comprovada competência em análise fundamentalista de empresas.
13 - Todas as empresas distribuem dividendos aos seus acionistas? Como escolher uma empresa que distribui dividendo para que possa comprar ações da mesma? (Julio Cesar - São Paulo / SP)André Segadilha, gerente de Análise da Prosper Corretora: as empresas que apresentam lucro sim. Por lei, as empresas são obrigadas a distribuir 25% do seu lucro ajustado. Acredito que o critério de escolha de investimentos somente por dividendos não é eficiente. Além desse fator, você deve analisar todos os aspectos inerentes a empresa (setor de atuação, mercado, etc).
14 - Tenho 33 anos, meus investimentos são compostos por 70% títulos do Tesouro Direito e 30% ações. Faço novas aplicações todo mês em ações, pretendo atingir 50%/50%. Com esta instabilidade no mercado, devo aguardar as coisas se acalmarem e aplicar em algo mais conservador? (Gustavo - Curitiba / PR)André Segadilha, gerente de Análise da Prosper Corretora: se a sua intenção é investir em mercado de ações de forma fundamentalista, o momento de investir torna-se bastante irrelevante - fora casos em que tenhamos riscos de default de um país ou algum evento mundial que terá efeito de longo prazo. Na história recente do mercado brasileiro, investir em ações tem se mostrado como um excelente negócio. Aguardar ou não o melhor momento para investir em ações se você pensa no longo prazo é uma atitude de especulação - lembrando somente as exceções descritas acima para tal decisão.
15 - Após comprar uma ação, como e para quem poderei vendê-la? (Rogers Rodrigues dos Santos - Joinville / SC)Marcelo Smarrito, professor da Fundação Getúlio Vargas e autor do livro Desmistificando a Bolsa de Valores: você sempre compra e vende as suas ações no próprio mercado de ações. Para isso, você precisará ter uma conta aberta em alguma das corretoras credenciadas pela Bovespa. No site da Bovespa - www.bovespa.com.br - você encontra a lista das corretoras credenciadas.
16 - Quais os principais indicadores de que uma aplicação (fundos, ações, etc) está prestes a se desvalorizar? (Melvin Vasconcelos Laurindo - Belém / PA)Max Bueno, analista de Investimentos da Spinelli Corretora: existem alguns indicadores tidos como termômetros de risco para o mercado, como risco-país, dólar, petróleo, ouro, VIX (índice de volatilidade esperada do S&P 500), além de alguns indicadores técnicos de ações, como Índice de Força Relativa, médias móveis e níveis de suporte e resistência. No primeiro grupo, números em alta representam elevação do risco percebido, sugerindo maior possibilidade de ajustes/quedas para as ações. No segundo grupo, IFRs próximos ou acima de 80 significam esgotamento de um movimento de alta, da mesma forma que rompimentos de suportes e cruzamentos de médias móveis para baixo indicam baixas. Não há indicações seguras de que uma aplicação irá se desvalorizar, pois o movimento do mercado baseia-se em fluxo: quando há mais fluxo de dinheiro para o mercado, este sobe; quando há mais fluxo de papéis, o mercado cai. E mesmo quando isso ocorre, geralmente há uma combinação única de fatores, de modo que apenas a experiência e a educação financeira lhe ajudarão a sentir e prever estes movimentos.
17 - Possuo R$500.000,00 e quero aplicar na Bolsa. Como devo fazer? (Frank Magno Pereira de Souza - Salvador / BA)Maurício Gentil, superintendente comercial da Meta Asset Management: As aplicações em bolsas de valores requerem elevado grau de conhecimento das empresas envolvidas e uma correta análise das perspectivas de resultados das mesmas, além da análise criteriosa dos fatores econômicos, políticos e outros que possam influenciar os preços das ações. Portanto, nossa recomendação é de que o investidor pessoa física, que não disponha de tempo ou conhecimento específico deste mercado, invista preferencialmente por meio de fundos de ações. A seleção de fundos de ações não é tarefa fácil. É importante observar se o gestor ou a empresa de gestão, que pode ser ligada a um banco ou não, possui histórico de desempenho consistente nesta classe de fundos. O volume total de recursos que o gestor possui não deve ser variável relevante para a escolha. Indicadores como consistência de resultados, experiência na gestão de renda variável e competência reconhecida da equipe de gestão são muito utilizados para seleção de fundos de ações.
18 - Na atual conjuntura, onde o pequeno investidor deve aplicar o seu dinheiro? (Yatiyo Suzuki Matsumoto - São Paulo / SP)Marcelo Smarrito, professor da Fundação Getúlio Vargas e autor do livro Desmistificando a Bolsa de Valores: a bolsa é sempre uma alternativa de investimentos de longo prazo. Isso serve como dica para todos os investidores. A mensagem que gosto de deixar é que o investidor deverá sempre separar o dinheiro que pode dispor, ou seja, aquele dinheiro que sobra. Este sim deve e pode ir para a bolsa. Assim sendo, mesmo num momento de alta volatilidade, como o atual, a bolsa continua sendo uma excelente alternativa.
19 - O que são as units? (Carlos - São Leopoldo / RS)Marcello Ganem, analista de Renda Variável da Meta Asset Menagement: unit é um certificado de depósito de ações, que representa um número determinado de ações de emissão de uma companhia. Por exemplo: a unit da Kroton representa uma ação ordinária e seis ações preferenciais da Kroton. A unit do Unibanco representa uma ação preferencial do Unibanco e uma ação preferencial da Unibanco Holding. A unit é negociada em bolsa da mesma forma que uma ação.
20 - Tenho o profundo interesse em começar a investir na Bolsa, mas infelizmente possuo pouco conhecimento. Por onde devo começar? ( Leir Maicon - São José do Rio Preto / SP)
Marcelo Smarrito, professor da Fundação Getúlio Vargas e autor do livro Desmistificando a Bolsa de Valores: sugiro cautela. Investimento em ação funciona no longo prazo. Não é para investir hoje e tirar amanhã ou depois de amanhã. Sabe aquele dinheiro que você pode dispor, sem que necessariamente vá precisar dele para pagar as despesas do dia-a-dia? Então, é com esse que você vai comprar de ações. O ideal é que você, todo o mês, separe um pouco dinheiro, deixe de ir ao restaurante, abra mão de uma diversão, e aplique esse dinheiro em ações. Sugiro que visite o site da Bovespa e o de uma ou outra corretora (principalmente aquelas que oferecem serviços de Home Broker). O meu livro - Desmistificando a Bolsa de Valores t ambém pode ajudar. Eu o escrevi exatamente para quem quer conhecer mais deste mercado e sempre achou que Bolsa era coisa de milionário ou especulador.
21 - Considerando a queda ocorrida no mercado nos últimos dias, o que podemos esperar para agosto? Haverá recuperação ou a tendência é queda? (Adriano Pinho - São Paulo / SP)
Max Bueno, analista de Investimentos da Spinelli Corretora: a forte queda verificada na semana passada pode ser considerada uma correção natural, considerando o ganho acumulado de quase 27% no ano, na casa dos 58.000 pontos. Até o fechamento do dia 27/07/07, sexta-feira, a correção desde os 58.000 pontos foi de aproximadamente 8%, inferior aos padrões de uma correção intermediária, mais próximos de 15%. Para efeito de comparação, em abril de 2004, o Ibovespa recuou de 21.300 pontos para 17.600 pontos, queda de 17,4%; em março de 2005, o índice recuou de 29.500 pontos para 23.700 pontos, queda de 19,7%; em maio de 2006 o índice recuou de 42.000 pontos para 32.000 pontos, queda de 23,8%; e finalmente em fevereiro de 2007 o índice recuou de 46.200 pontos para 41.100 pontos, queda de 11,1%. Nestas correções o índice levou o seguinte número de dias úteis para retornar aos mesmos níveis anteriores às correções, respectivamente: 45, 134, 135 e 25. Sendo assim, para esta correção, acreditamos que um patamar factível de ser atingido está entre 51.000/49.000 pontos, o que, caso se confirme, não significa propriamente uma inversão da tendência altista primária, principalmente quando medida em prazos mais longos. De todo modo, esperamos para agosto um período de maior volatilidade e possível congestionamento, mas ainda sem chances de reversão da trajetória altista principal mesmo porque os fundamentos não mudaram essencialmente e os balanços das empresas seguem bastante sólidos , o que poderia abrir a oportunidade de novos posicionamentos a preços mais atrativos.
22 - Qual a melhor estratégia para o pequeno investidor: especular no dia a dia (comprar e vender com ganhos de pelo menos 5%) ou comprar e esperar para vender com ganho maior (15%, 20%, etc)? A pergunta decorre das corretagens e taxas que são significativas para um pequeno investidor. (Eliseu Augusto Vicente - Guapiacu / SP)André Segadilha, gerente de Análise da Prosper Corretora: investimentos em ações têm características de longo prazo. Minha sugestão é que você procure uma corretora que preste o serviço de research e o ajude a investir corretamente. Lembre-se: você será sócio da empresa.
23 - Quais são as características que devo levar em conta no momento da escolha da corretora? (Alexandre Tadachi Morey - Londrina / PR)Marcelo Smarrito, professor da Fundação Getúlio Vargas e autor do livro Desmistificando a Bolsa de Valores: existem as corretoras de bancos e as independentes. Aquelas que operam BM&F e aquelas que operam Bovespa. Também tem as que operam nos dois mercados. Existem aquelas que cobram um porcentual do volume operado e aquelas que cobram um preço fixo por operação. Aquelas que têm home broker (transação pela Internet) e aquelas que operam apenas através da mesa de operações. Algumas têm área de research com relatórios e estudos outras tem experts em análise gráfica. Minha sugestão é que você visite o site da Bovespa - www.bovespa.com.br , faça uma lista de características que você considere importante, e converse com as corretoras. No final das contas, ela será apenas uma prestadora de serviço, e você deverá estar feliz com o que comprou.
24 - Gostaria de saber se é viável esperar essas correções acontecerem para entrar na Bolsa. Se sim, quais decisões devo tomar frente aos IPO's? Entrar ou esperar a reação do mercado para ter "certeza" de que é uma boa empresa? (Pablo Dias - Paraguaçu - MG)André Segadilha, gerente de Análise da Prosper Corretora: para que você tenha uma boa parcela de confiança, mesmo que uma empresa seja sólida e com bons fundamentos, é essencial conhecer bem o mercado em que a mesma atua, seu histórico de resultados e se seus guidances para o futuro são viáveis. Investimento em ações tem de ser encarado como investimento de longo prazo. E claro que existem momentos melhores e piores para se entrar em bolsa, mas o fato, comprovado historicamente é: se você investe em uma empresa sólida e que possui transparência, a chance de errar no longo prazo é mitigada.
25 - Estava lendo uma reportagem referente ao etanol, que destaca que é um bom momento para investir. Gostaria de saber como faço para iniciar um investimento em alguma indústria da área. Existe um valor mínimo para a compra das ações? Qual a diferença entre ações e fundos de investimentos? (Marcos - São Paulo / SP)
Daniel Gorayeb, analista de investimentos da Spinelli Corretora: o mercado de etanol é realmente bastante promissor, especialmente para o médio prazo onde se espera que ocorra uma migração maior para os carros flex e desenvolvimento de um mercado internacional de etanol, que já está sendo promovido pela BM&F. No curto prazo, entretanto, os lucros das usinas tendem a ficar reduzidos, uma vez que estamos passando por um momento de excesso de oferta que está reduzindo as margens de lucro das empresas. Para fazer investimentos em empresas de etanol, o mercado acionário é o local recomendado, uma vez que as empresas listadas são obrigadas a divulgar informações sobre seus desempenhos financeiros constantemente e também são de porte maior, dado que os ganhos de escala são importantes nessa área. Os valores mínimos são baixos, uma vez que, além do mercado de ações por lotes, existe também o mercado fracionário, onde é possível comprar ações unitárias. Quando o investimento é feito através de ações o investidor se torna diretamente um sócio da empresa, sendo que a rentabilidade do investimento fica diretamente atrelada aos acontecimentos que interferem nos preços das ações de sua carteira. Já em um investimento via fundo existe apenas posse indireta das ações e o investidor fica proprietário de quotas do fundo, sendo que sua rentabilidade estará atrelada à carteira média do fundo.
26 - Quem atesta a saúde financeira das empresas participantes da Bovespa? E qual o real risco de termos um problema como os Estados Unidos tiveram na década de 90 com a empresa Enron? (Fabio Botelho - São Paulo /SP)Rodrigo Santos, analista sênior de Renda Variável da Meta Asset Management: todas as empresas listadas na Bovespa são auditadas por empresas autorizadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Além disso, após casos de fraude de grande repercussão nos EUA, a Lei Sarbannes-Oxley impôs uma série de controles adicionais para aquelas empresas que são listadas nos EUA (p.ex.: Bradesco, Petrobras, Vale do Rio Doce). Além desses controles, essa lei imputou aos administradores (p.ex.: CEO e CFO) um elevado grau de responsabilidade com relação às informações prestadas ao mercado. O efeito desejado e de certa forma atingido -, foi uma maior cautela com relação à autenticidade e precisão dessas informações. Vale também mencionar que algumas empresas listadas contratam agências de rating que avaliam sua saúde financeira e/ou o risco associado a um determinado título de dívida. Por fim, de posse de todas essas informações, o mercado, na pessoa de investidores como fundos de investimento e analistas, está constantemente analisando / avaliando as empresas e monitorando sua saúde financeira. Por todas essas razões, hoje problemas como os ocorridos nos EUA na década de 90 são mais difíceis mas não impossíveis de ocorrer.
27 - Tenho ações do Banco do Brasil e gostaria de saber se as previsões para esses papéis são boas no médio prazo. (Alessandre - Bom Jesus / PB)Marcelo Smarrito, professor da Fundação Getúlio Vargas e autor do livro Desmistificando a Bolsa de Valores: a fotografia de um ano para trás mostra uma evolução consistente do papel, acompanhando nitidamente a tendência do IBOVESPA, com uma rentabilidade significativamente superior. Os bancos tiveram bastante destaque (alto desempenho) em 2006 e apontam boas perspectivas para 2007. Em especial o Banco do Brasil, apesar de listado, sofre uma interferência bastante grande do governo, mas ainda assim aponta para uma alta performance em 2007, o que poderá ser traduzido como rentabilidade positiva para o papel. Insisto em salientar que, no longo prazo, parece uma boa e consistente alternativa de poupança e formação de riqueza.
28 - Qual o capital mínimo que pode ser investido na compra de ações? Quando se recebe no caso de valorização ou se paga no caso de desvalorização ações? (Diego Bruno de Barros - Lins / SP)
Marcelo Smarrito, professor da Fundação Getúlio Vargas e autor do livro Desmistificando a Bolsa de Valores: não existe exigência de capital mínimo. A limitação está geralmente na política implementada pelas corretoras. Este conceito de receber ou pagar está associado a sua decisão como investidor de comprar ou vender o papel. Na realização da operação, seu ganho ou sua perda estarão ligados a valorização ou a desvalorização do preço do papel no dia da transação. Não se esqueça de que quando houver ganhos, você deverá pagar imposto de renda. Verifique as regras da receita com a sua corretora.
29 - Os Estados Unidos estão enfrentando uma bolha imobiliária? Como isso influencia a Bolsa no Brasil? (Rafael Karam - Campinas / SP)Alexandre Horstmann, diretor de Gestão da Meta Asset Management: os preços dos imóveis nos EUA realmente se encontram em patamares bastante elevados, variando a intensidade desta distorção, de acordo com cada região. O processo contínuo de elevação de preços dos imóveis, somado a possibilidade de rolagem das hipotecas, fez com que a capacidade de consumo do americano fosse bastante ampliada nos últimos anos. As dificuldades hoje enfrentadas no mercado de crédito hipotecário indicam que este efeito riqueza não será novamente observado no futuro próximo. Além disso, o eventual default no mercado de subprime (hipotecas de maior risco), poderá causar sérios prejuízos nas carteiras dos bancos. Este cenário de menor consumo e diminuição do crédito ofertado por parte dos bancos poderá implicar no aumento do risco de recessão. Dentro deste quadro os mercados acionários tendem a ter um desempenho ruim.
30 - Qual a quantia mínima e qual o prazo mínimo de retorno para aplicação? (Luís Cláudio - Campinas / SP)Marcelo Smarrito, professor da Fundação Getúlio Vargas e autor do livro Desmistificando a Bolsa de Valores: investimentos em ações não exigem quantias mínimas obrigatórias, principalmente quando falamos de investir no mercado à vista, ou seja, na compra diretamente de uma ou várias ações. Porém, muitas vezes, as corretoras e/ou os assets exigem um valor mínimo para operar. Mas não se esqueça: ação é investimento de longo prazo, não importando se a quantia é muita ou pouca.