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1 - Após o início das negociações, qual a média de dias em que a ação pode atingir seu apice no curto prazo ? (Adriano Gomes - São Paulo / SP)

2 - Onde posso me informar sobre quais IPOS serão lançados na Bolsa? (Adriano - Patrocínio / MG)

3 - Por que só 10% dos papéis de novos lançamentos ficam com os brasileiros? Por que as empresas dão preferência a investidores estrangeiros? (André Frigatto - São Paulo / SP)

4 - Quais as principais informações que constam no prospecto emitido pela empresa que impactam os rendimentos do papel após lançamento? (José Gonçalves - Pojuca / BA)

5 - O IPO é simplesmente a abertura de ações da empresa na Bolsa? E aqueles executivos que possuem ações, podem simplesmente trabalhar para valorizar ou aumentar o resultado do negócio e vender essas ações depois? (Edson Fernandes - São Paulo / SP)

6 - Quais os critérios para analisarmos os IPOs, já que as informações disponíveis são poucas? (Antonio Henrique - Recife / PE)

7 - Por que os analistas das corretoras não fazem análises das empresas antes dos IPOs, com base nos prospectos e informações obtidas nas reuniões (road shows). Nenhum investidor pessoa física lê 500 páginas de um prospecto ou regulamento que está escrito em linguagem que só advogado entende, motivo pelo qual as corretoras deveriam traduzir aquele monte de informações, fazer um resumo e passar a informação (mesmo que seja básica) para os clientes que desconhecem por completo as empresas. Sei que a CVM proibe opiniões, mas não se trata de opinar sobre compra ou não no IPO, mas de dar informações aos clientes que muitas vezes desconhece até o setor que a empresa opera, pois a quantidade de IPOs tem sido tão grande que fica dificil conhecer todas as empresas. (Fernando - São Paulo / SP)

8 - Existe algum padrão no gráfico dos IPOs criados até agora? Quando vale a pena entrar no lance de um IPO? (Francisco - Curitiba / PR)

1 - Após o início das negociações, qual a média de dias em que a ação pode atingir seu apice no curto prazo ? (Adriano Gomes - São Paulo / SP)
Paolo Mason, diretor de Varejo da Win, homebroker da Alpes Corretora: não existe uma média na qual possamos confiar, isso vai depender da demanda do mercado, e no caso os investidores que não conseguiram o lote pretendido na reserva irão a mercado comprar suas ações. Pode também depender do humor geral do mercado e de notícias da empresa e do setor.

2 - Onde posso me informar sobre quais IPOS serão lançados na Bolsa? (Adriano - Patrocínio / MG)
Paolo Mason, diretor de Varejo da Win, homebroker da Alpes Corretora: o site oficial para a consulta de IPO´s é o site www.cblc.com.br e também os das corretoras especializadas em atendimento a pessoa física, como na nossa. Temos uma central de IPO, que contem os prospectos e o cronograma dos lançamentos, onde o cliente pode fazer sua reserva eletronicamente, www.wintrade.com.br . Entrar em "Central de IPO".

3 - Por que só 10% dos papéis de novos lançamentos ficam com os brasileiros? Por que as empresas dão preferência a investidores estrangeiros? (André Frigatto - São Paulo / SP)
Paolo Mason, diretor de Varejo da Win, homebroker da Alpes Corretora: : os grandes tomadores dos nossos lançamentos são os clientes Institucionais, mas não quer dizer que 90% sejam estrangeiros. Hoje 10% na média fica com o Investidor Pessoa Física e os outros 90% são divididos entre Investidores Institucionais Locais e Estrangeiros, como Fundos de Investimento. Na parte Institucional, grande parte é composta por fundos estrangeiros, mesmo porque a nossa demanda interna não seria capaz de absorver toda esta quantidade de lançamentos. O ponto negativo é que grande parte dos dividendos sai do país, mas em contra partida, sem estes investidores, seria muito difícil que esta crescente quantidade de empresas fosse capaz de vender suas ações no mercado, tanto em quantidade quanto no preço que tem saído na abertura.

4 - Quais as principais informações que constam no prospecto emitido pela empresa que impactam os rendimentos do papel após lançamento? (José Gonçalves - Pojuca / BA)
Paolo Mason, diretor de Varejo da Win, homebroker da Alpes Corretora: o cliente deve analisar o setor e checar se ele é promissor. Verificar a rentabilidade atual, os projetos futuros, o nível de endividamento e se é em real ou em dólar, e as informações sobre os sócios controladores.

5 - O IPO é simplesmente a abertura de ações da empresa na Bolsa? E aqueles executivos que possuem ações, podem simplesmente trabalhar para valorizar ou aumentar o resultado do negócio e vender essas ações depois? (Edson Fernandes - São Paulo / SP)
André Siqueira, gerente de Homebroker da Fator Corretora: para responder suas perguntas vamos especificar dois pontos, um é o IPO propriamente e um outro é o conceito de Stock Option. O IPO (do inglês Initial Public Offering) é nomeado no Brasil de Oferta Pública Inicial, ou seja, denomina o processo feito por uma determinada empresa em ofertar parte de suas ações no mercado de capitais. Tal oferta é um meio desta empresa em captar recursos para investimento, desta forma, novos sócios são admitidos à empresa - justamente os adquirentes das ações ofertadas no IPO - e a empresa realiza uma captação de recursos. No que se refere a captação de recursos pela empresa, faz-se uma oferta primária de ações, ou seja, há um aumento de capital da empresa através da emissão de novas ações que são adquiridas no IPO. Há também, no caso de um IPO a possibilidade da oferta incluir ações de acionistas da empresa, neste caso não há captação de recurso para o caixa da empresa. Esta outra modalidade de oferta pública é nomeada oferta secundária, e pode ser utilizada para que a empresa faça uma exposição de sua marca no mercado e ganhe visibilidade. Portanto, quando se faz uma Oferta Pública Inicial (IPO) a mesma poderá ser através de uma oferta primária, havendo captação de recursos para a empresa, ou como uma oferta secundária, não havendo captação de recursos - o valor arrecadado é dos sócios vendedores das ações. Ressalta-se que em um IPO pode haver uma oferta mista envolvendo as duas possibilidades acima. Sobre a referência feita sobre os executivos que trabalham para valorizar e aumentar o resultado dos negócios, e que obteriam ganho na venda das ações, este processo é denominado Stock Option. O princípio deste processo é simples, as empresas fazem uma distribuição, segundo um determinado critério, de ações de emissão da mesma para seus funcionários e determinam um preço de aquisição das ações. Alternativamente, as empresas podem assegurar aos seus funcionários opções de compra das ações da empresa por um preço pré-determinado, e em caso de IPO, os funcionários adquiririam as ações e poderiam vender no mercado de capitais, geralmente as empresas oferecem condições de preço vantajosas.

6 - Quais os critérios para analisarmos os IPOs, já que as informações disponíveis são poucas? (Antonio Henrique - Recife / PE)
Paolo Mason, diretor de Varejo da Win, homebroker da Alpes Corretora: : primeiramente faça uma analise do setor, veja se o setor é promissor. Veja quem são os controladores, se são idôneos; se se trada de uma operação no Novo Mercado; se a empresa é lucrativa e qual seu nível de endividamento; quais os planos para o capital que vai entrar com o IPO. Busque uma empresa de capital aberto similar e veja o comportamento dela em Bolsa.

7 - Por que os analistas das corretoras não fazem análises das empresas antes dos IPOs, com base nos prospectos e informações obtidas nas reuniões (road shows). Nenhum investidor pessoa física lê 500 páginas de um prospecto ou regulamento que está escrito em linguagem que só advogado entende, motivo pelo qual as corretoras deveriam traduzir aquele monte de informações, fazer um resumo e passar a informação (mesmo que seja básica) para os clientes que desconhecem por completo as empresas. Sei que a CVM proibe opiniões, mas não se trata de opinar sobre compra ou não no IPO, mas de dar informações aos clientes que muitas vezes desconhece até o setor que a empresa opera, pois a quantidade de IPOs tem sido tão grande que fica dificil conhecer todas as empresas. (Fernando - São Paulo / SP)
Paolo Mason, diretor de Varejo da Win, homebroker da Alpes Corretora: as corretoras não emitem opinião por ser proibido pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no período que antecede ao IPO. Concordo que é muito difícil um investidor individual (que não vive do mercado) ler e analisar as 500 páginas do prospecto e, caso leia, tirar muitas opiniões a respeito.

8 - Existe algum padrão no gráfico dos IPOs criados até agora? Quando vale a pena entrar no lance de um IPO? (Francisco - Curitiba / PR)
André Siqueira, gerente de Homebroker da Fator Corretora: sobre sua questão podemos fazer alguma considerações:
1 - Não podemos afirmar que há um padrão gráfico muito determinado, no sentido que atribuímos em análise técnica. Tal fato resulta da necessidade de um histórico de dados de preços e volumes negociados para uma determinada ação, o que não há no caso de uma oferta inicial de ações (IPO). Em uma oferta inicial o conhecimento disponibilizado aos investidores está nos prospectos, nas análises feitas por instituições financeiras e informações divulgadas pela empresa em suas apresentações. Portanto, não há um padrão de preço e volume, itens importantes para uma análise de padrão gráfico.
2 - Rotineiramente temos verificado que os IPO's apresentam forte valorização no início de negociação, o que poderia levar os investidores a considerar a existência de algum padrão comportamental claro. Entretanto, passado o período incial da negociação a variação de preço das ações se dá mais em função das informações divulgadas pela empresa, pelos resultados contábeis da mesma, pelas perspectivas futuras do seu desempenho, pelo cenário da economia e outros. Ressalta-se que em diversos IPO's as ações não sofreram fortes valorizações, algumas inclusive tiveram desvalorização.
3 - Sobre a decisão de participar de um IPO ou não, indicamos ao cliente informar-se sobre a empresa, seu ramo de atividade, seus resultados e análises produzidas pelas instiuições financeiras. Muito embora alguns clientes definam sua participação em uma oferta unicamente com o objetivo de apurar algum ganho rápido, considerando uma forte valorização no início de negociação, tal fato não é garantido e envolve um determinado risco. Portanto, a decisão de participar de um IPO, deve levar em conta os mesmos parâmetros que se sugere a uma aquisição normal em bolsa. Ou seja, o cliente ao particiapr de um IPO deve apoiar-se em relatórios e avaliação fianaceira da empresa, deve buscar no prospecto os fatores de risco do negócio da empresa, os fatores de risco de alteração de preços (matérias-primas, energia e commodities) ou de fatores economicos que afetem o desempenho da empresa.

 
 
 
 

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