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1 - Todas as semanas vejo em sites da internet, que os Fundos multimercado sem renda variavel tiveram rentabilidade de 2,5 a 3,0% em média nos últimos 30 dias segundo a ANBID, tenho interesse em aplicar nesses fundos, so que já procurei em dezenas de instituições - bancos comerciais normais, ubs, mellon, credit suisse entre outros e além de ser dificil de encontrar esse tipo de fundo, quando encontro a rentabilidade media mensal nã£o passa 1,4% bruta (sem desconto IR.) Gostaria como faço para localizar esses fundos multimercados sem renda variavel que me deem essa rentabilidade atrativa que mencionei no iní­cio. Obrigado pela atenção Helder

2 - Fernanda, fale umpouco mais sobre o POP, como investimento inicial e quanto tempo para o mesmo ser duplicado?

3 - Em que situações um fundo de renda fixa baseado em Indices de Preço seria mais vantajoso que do que um pré-fixado ou baseado na selic? Porque mesmo com a inflação baixa como estamos esses fundos referenciados em í­ndice de preço chegam a dar 20% ao ano de retorno?

4 - Gostaria de saber se os fundos de ações, como os que aplicam na Vale ou na Petrobrás, dão direito a receber dividendos pagos pelas empresas. (Odilon Guimarães - Natal / RN)

5 - Tenho aproximadamente R$ 10.000 e estava pensando em aplicar em fundos de ações por um prazo de seis meses, pois gostaria de trocar de carro. Entretanto, já aplico diretamente na bolsa, e pretendo deixar esta quantia aplicada por um longo prazo. Gostaria de saber qual o melhor investimento para estes R$ 10.000 e como é feita a cobrança da taxa de administração. (Márcio - São Paulo / SP)

6 - Considerando que os portadores de cotas de Fundos de Ações não recebem dividendos, o que é feito com os dividendos gerados pelas ações que compõem o fundo? Revertidos na compra de novas ações? (Oldaque Passos de Freitas - Salvador / BA)

7 - Tenho um investimento em fundos DI que renderam nos últimos 12 meses 12,42%. Ainda estou na faixa de IR de 22,5%. Estou pensando em investir em títulos do governo. Devo fazer essa mudança, levando em conta a taxa do IR? (Ricardo Brigato - São Paulo / SP)

8 - Até que ponto as oscilações da Bovespa influenciam, e em que proporção, os fundos multimercados? Seria o caso de se esperar uma boa queda da bolsa para entrar investindo nos mesmos? (Fábio Nunes - São Paulo / SP)

9 - Em fundos multimercados, qual o fator principal para escolha do fundo: a taxa de administração ou a competência do gestor com base na performance? (Jonei Alves Ferreira - Curitiba / PR)

10 - Com a pespectiva de queda da taxa Selic impulsionando para baixo a rentabilidade dos fundos de renda fixa, qual será a melhor opção de investimento para a classe média? (Genésio R. de Queiroga Segundo - Campina Grande / PB)

11 - Qual a melhor opção para investir pelos períodos: até 30 dias; até 6 meses; e mais de 6 meses? (Gustavo - Rio de Janeiro / RJ)

12 - Gostaria de saber como faço para investir, onde devo ir e em que é melhor investir. (Rafaele Cristina de Lima Canela - Socorro / SP)

13 - Tenho R$ 30.000,00 disponível para aplicaçao e gostaria de saber qual fundo apresenta os melhores resultados para este volume de recursos. (M.G. - Lençóis Paulista / SP)

14 - Por que no atual momento a poupança está sendo mais vantajosa que um fundo de renda fixa? (Miguel Ferreira dos Santos - Atibaia / SP)

15 - Sou estudante e estagiário e, por isto, não tenho muito dinheiro para poder fazer investimentos. Li que seria interessante começar com o Tesouro Nacional. A dica realmente procede ou teria algo melhor? Seria interessante iniciar uma aplicação na bolsa através dos fundos de investimentos? ( Trajano Ferreira - Vitória / ES)

16 - Existe restrição com relação ao valor do investimento nos fundos em geral? Por exemplo, tenho um valor pequeno, mas está disponivel e pretendo buscar algo mais rentavel que fundos DI e a poupança. (Renato Freire - São Paulo / SP)

17 - Quando eu solicito o resgate de um fundo de investimento, há a incidência de Imposto de Renda. Sendo assim, o valor do meu resgate já vem deduzido do Imposto de Renda? Quem faz o recolhimento deste valor para a Receita ? No final do ano existe a possibilidade de eu ter que pagar mais algum valor referente a esta transação? (Cesar Lison Alves de Mello - Porto Alegre / RS)

1 - Todas as semanas vejo em sites da internet, que os Fundos multimercado sem renda variavel tiveram rentabilidade de 2,5 a 3,0% em média nos últimos 30 dias segundo a ANBID, tenho interesse em aplicar nesses fundos, so que já procurei em dezenas de instituições - bancos comerciais normais, ubs, mellon, credit suisse entre outros e além de ser dificil de encontrar esse tipo de fundo, quando encontro a rentabilidade media mensal nã£o passa 1,4% bruta (sem desconto IR.) Gostaria como faço para localizar esses fundos multimercados sem renda variavel que me deem essa rentabilidade atrativa que mencionei no iní­cio. Obrigado pela atenção Helder
Prezado Helder, Existem dois tipo de fundos multimercado sem renda variável, que são: Com Alavancagem e Sem Alavancagem. Se você pretende aplicar em fundos multimercado sem renda variável, para esse tipo de retorno que você mencionou, no mínimo você terá que procurar por fundos Alavancados. Neste caso, aconselho você a tomar cuidado com a escolha da instituição administradora e gestora, de acordo com seu perfil de risco, pois esses fundos podem sim incorrer em grandes perdas. Confesso que no nosso universo de fundos, estamos mais habituados com as rentabilidades que você mencionou na segunda parte da pergunta. Como uma dica, você pode obter uma lista completa de todos os fundos multimercado e suas variações, diariamente no caderno Eu & Investimento do jornal Valor Econômico.

2 - Fernanda, fale umpouco mais sobre o POP, como investimento inicial e quanto tempo para o mesmo ser duplicado?
O POP é um produto criado pela Bovespa. Ele é composto de 3 instrumentos: ação, opção de compra e opção de venda. O objetivo do produto é oferecer proteção para um determinado motante de recurso em troca de uma parte do ganho, ou seja, se ação subir muito você não ganha o 100% dessa alta porém por outro lado, se ação cair muito, você tem um limite de perda. Acho interessante uma consulta no site da Bovespa ( www.bovespa.com.br ) ou pelo telefone 0800-7710194. Atenciosamente, Fernanda Ferreira Gerente Comercial

3 - Em que situações um fundo de renda fixa baseado em Indices de Preço seria mais vantajoso que do que um pré-fixado ou baseado na selic? Porque mesmo com a inflação baixa como estamos esses fundos referenciados em í­ndice de preço chegam a dar 20% ao ano de retorno?
Os fundos de Renda Fixa Índice de Preço possuem em sua carteira, predominantemente, títulos públicos federais atrelados à índices de inflação (IPCA e IGPM). Acontece que esses papéis também são remunerados por uma taxa prefixada, chamado de cupom. Como, geralmente, o prazo desses papéis são muito longos -- com vencimento até 2045 --, todos os dias os fundos são obrigados a precificar esses ativos ao valor presente de mercado. Com isso, se essa parcela prefixada do papel constante da carteira estiver maior do que o preço de mercado, pode haver grandes valorizações. O contrário também é verdadeiro.Por isso, respeitados os riscos de variações desses preços, esse tipo de fundo pode ser indicado quando existe uma tendência de queda gradual e consistente da taxa básica de juros. É um fundo que a longo prazo, garante o poder de compra do investidor.

4 - Gostaria de saber se os fundos de ações, como os que aplicam na Vale ou na Petrobrás, dão direito a receber dividendos pagos pelas empresas. (Odilon Guimarães - Natal / RN)
Marcelo Bonini, diretor de Fundos de Investimentos da Caixa Econômica Federal: como os detentores das ações são os fundos, os dividendos são creditados para o fundo. Os investidores percebem o crédito desses dividendos por meio da valorização da cota do fundo.

5 - Tenho aproximadamente R$ 10.000 e estava pensando em aplicar em fundos de ações por um prazo de seis meses, pois gostaria de trocar de carro. Entretanto, já aplico diretamente na bolsa, e pretendo deixar esta quantia aplicada por um longo prazo. Gostaria de saber qual o melhor investimento para estes R$ 10.000 e como é feita a cobrança da taxa de administração. (Márcio - São Paulo / SP)
Vinícius Langoni, gerente comercial da Quest Investimentos: sem nenhuma sombra de dúvida você NÃO deve aplicar esses R$10.000 na bolsa ou em fundos de ações, pois pelo que entendo, você precisará desses recursos em um curtíssimo período de tempo, e não ficará nada feliz se na hora de comprar o carro for sacar sua poupança e descobrir que tem valor a resgatar menor do que o capital inicial. O ideal para essa parcela da sua poupança é procurar um fundo DI ou de renda fixa com uma taxa de administração razoável. Esta tarefa não é fácil, pois em geral as taxas de administração começam a ficar menores a partir de R$ 20.000 de aplicação inicial. Em relação à taxa de administração, o que posso te dizer é que diariamente essa taxa é provisionada pelo fundo, e é paga mensalmente aos administradores e gestores. Note que taxas de administração e performance não são tributação, e sim remuneração pelos serviços prestados pelos administradores e gestores do fundo aos investidores.

6 - Considerando que os portadores de cotas de Fundos de Ações não recebem dividendos, o que é feito com os dividendos gerados pelas ações que compõem o fundo? Revertidos na compra de novas ações? (Oldaque Passos de Freitas - Salvador / BA)
Fernanda Ferreira, gerente comercial da Quest Investimentos: os dividendos gerados pelas ações dos fundos são depositados nas contas dos próprios fundos, posteriormente podem ser revertidos na compra de mais ações. De acordo com a legislação, os fundos de ações têm um limite mínimo de 67% do patrimônio líquido aplicados em ativos de renda variável.

7 - Tenho um investimento em fundos DI que renderam nos últimos 12 meses 12,42%. Ainda estou na faixa de IR de 22,5%. Estou pensando em investir em títulos do governo. Devo fazer essa mudança, levando em conta a taxa do IR? (Ricardo Brigato - São Paulo / SP)
Marcelo Bonini, diretor de Fundos de Investimentos da Caixa Econômica Federal: como você ainda está na faixa de IR de menor prazo, o impacto do imposto de renda não é significativo. Portanto, neste caso, o importante será analisar a rentabilidade dos títulos comparativamente como o fundo.

8 - Até que ponto as oscilações da Bovespa influenciam, e em que proporção, os fundos multimercados? Seria o caso de se esperar uma boa queda da bolsa para entrar investindo nos mesmos? (Fábio Nunes - São Paulo / SP)
Luciano Couto, gerente de Produtos de Investimento do Citibank: o comportamento do mercado acionário ou da bolsa de valores pode ou não influenciar o comportamento dos fundos multimercados. Isto porque existem diferentes tipos de fundos multimercados, podendo ser com ou sem renda variável e com ou sem alavancagem. Por suas características, diferentemente de fundos puramente prefixados, cambiais ou de ações, fundos multimercados são os únicos que têm "reais" oportunidades de ganho tanto em mercados de alta como em mercados de baixa. Fundos multimercados sem renda variável jamais sofrerão impactos diretos do mercado acionário, pois, como o próprio nome diz eles não podem atuar neste mercado. Já fundos multimercados com renda variável, são fundos que podem, e certamente irão, operar em todos os mercados, incluindo o de ações. Isto quer dizer que o fundo "faz de tudo um pouco", conforme oportunidades no mercado, experiência e convicção do gestor: juros pós-fixados de longo prazo, apostas contra ou a favor em juros prefixados, moedas, índices de inflação, dívida externa, commodities e ações nos mercados à vista (exemplo: um título de renda fixa público prefixado ou uma ação) bem como seus derivativos (exemplo: um contrato futuro de juros ou uma opção de compra de uma ação), incluindo a possibilidade ou não de alavancagem. Assim, fundos multimercados com renda variável podem sofrer influências das variações do mercado acionário, porém vale reforçar que mesmo em momentos de queda poderá obter ganhos, pois, se o gestor do fundo esperava esta queda hipotética e isto acontece, ele ganhará mesmo com a queda da bolsa ou do mercado que tenha apostado suas fichas. Por isso, fundos multimercados são normalmente indicados como estratégia de diversificação de carteira, para o investidor que possui horizonte de investimentos de longo prazo e que almeja retornos superiores aos de investimentos mais conservadores. Se você compreende os riscos e busca retornos diferenciados no longo prazo, o momento para investir em fundos multimercados é sempre. Um profissional especializado poderá auxiliá-lo a identificar seu perfil de investidor e recomendar que parcela de suas aplicações que poderão ser diversificadas em fundos multimercados dentre outras opções de investimentos.

9 - Em fundos multimercados, qual o fator principal para escolha do fundo: a taxa de administração ou a competência do gestor com base na performance? (Jonei Alves Ferreira - Curitiba / PR)
Fernanda Ferreira, gerente comercial da Quest Investimentos: o principal indicador na escolha de um fundo multimercado é a relação de risco e retorno. Um indicador que pode lhe assessorar é o índice de sharpe que mede a relação de retorno versus o risco, ou seja, o retorno acima do retorno do ativo livre para cada unidade de risco. Dessa maneira, quanto maior o valor do índice de sharpe melhor o retorno do produto. Diversos sites especializados que comparam fundos multimercados utilizam esse indicador como parâmetro. Na média, a taxa de administração de fundos multimercados com renda variável e com alavancagem (classificação Anbid) é de 2% a.a.

10 - Com a pespectiva de queda da taxa Selic impulsionando para baixo a rentabilidade dos fundos de renda fixa, qual será a melhor opção de investimento para a classe média? (Genésio R. de Queiroga Segundo - Campina Grande / PB)
Marcelo Bonini, diretor de Fundos de Investimentos da Caixa Econômica Federal: com a queda da taxa de juros, produtos como fundos multimercados e de renda variável são boas opções para diversificação. Mas atenção, são produtos de maior risco e o quanto vai ser aplicado nesse tipo de investimento vai depender do perfil do investidor.

11 - Qual a melhor opção para investir pelos períodos: até 30 dias; até 6 meses; e mais de 6 meses? (Gustavo - Rio de Janeiro / RJ)
Maria Izabel Gribel de Castro, gerente-executiva da diretoria de Varejo do Banco do Brasil: a escolha de um produto ou uma cesta de produtos, vai depender do grau de risco que o investidor aceitará correr e do prazo de permanência. Em geral, quanto menor o prazo, mais conservadora é a escolha. Para aplicações de 30 dias, a poupança ou um fundo de renda fixa são boas opções. Para 6 meses, fundos de renda fixa e multimercado; já para acima de 6 meses, pode ser indicado, também, para parte da aplicação, em fundos de ações ou compra direta em ações. Porém, nada impede que no curtíssimo prazo seja aplicado em ações, mas pode não haver tempo suficiente para recuperação, o que levaria à realização de perdas.

12 - Gostaria de saber como faço para investir, onde devo ir e em que é melhor investir. (Rafaele Cristina de Lima Canela - Socorro / SP)
Luciano Couto, gerente de Produtos de Investimento do Citibank: antes de selecionar este ou aquele tipo de investimento, todo investidor deveria se perguntar: esta aplicação reflete pode me auxiliar a atingir meus objetivos de investimento? É adequada a minha tolerância a risco e ao meu horizonte de investimento? Devo diversificar minhas aplicações? Respostas bem pensadas a estas questões são fundamentais para o sucesso de qualquer plano de investimentos bem sucedido. Com essas respostas em mãos, você poderá escolher os investimentos mais adequados e diversificar seus investimentos entre as diversas opções disponíveis. Vale lembrar que, como qualquer projeto, um plano de investimentos é composto de duas partes: os objetivos do investidor combinados com as alternativas de investimento disponíveis no mercado. Montar um plano de investimentos será tanto mais fácil quanto mais claros forem seus objetivos. Qual é, afinal, o destino do dinheiro que você está investindo? Entre muitas possíveis opções, os objetivos podem resumir-se em duas grandes classes, que devem ser combinadas entre si de modo a atender suas necessidades: 1. Preservação e liquidez: neste caso, o investidor está interessado prioritariamente em alternativas que apresentem baixa flutuação do valor investido e a na obtenção de retornos compatíveis com o objetivo de preservação de seu capital. O instrumento típico para isso são aplicações atreladas às taxas de juros pós-fixadas como por exemplo fundos referenciados DI. 2. Crescimento: o investidor busca ganhos reais, acima da inflação, baseados em objetivos de longo prazo. Dependendo do prazo em que se queira atingir este objetivo, os instrumentos poderão para tanto agregar mais ou menos risco na busca destes objetivos. Para tanto poderá diversificar suas aplicações por exemplo em fundos renda fixa, multimercados ou até mesmo em fundos de ações. É claro que, olhando apenas do ponto de vista destes objetivos, a escolha óbvia seria o objetivo de crescimento. Afinal, quem não gostaria de ganhar mais, se assim lhe fosse possível e assegurado? Sabemos, no entanto, que existe o outro lado da moeda: risco. É velha conhecida a máxima que relaciona retorno e risco: quanto maior o retorno desejado, maior o risco que se deve estar disposto a correr. Se entendermos como risco a possibilidade de não se ter o dinheiro previsto para utilização no momento em que se precisar dele, torna-se fácil encaixar-se em uma das duas categorias acima descritas, ou em uma combinação dessas categorias. As pessoas normalmente têm vários objetivos simultaneamente, que podem ser de curto ou longo prazo: adquirir um novo automóvel, estabelecer um novo negócio, comprar uma casa maior, reunir recursos para uma aposentadoria tranqüila. Assim, o investidor deve examinar a sua situação financeira e priorizar os seus objetivos mais importantes. Conforme vimos determinar este ou aquele produto para investir não é uma tarefa simples. Para iniciar seus investimentos, você deverá eleger uma instituição financeira que possa lhe ajudar, entregando com clareza e transparência assessoria financeira personalizada e uma ampla gama de produtos que lhe permitam compor um carteira de investimentos realmente adequada às suas necessidades.

13 - Tenho R$ 30.000,00 disponível para aplicaçao e gostaria de saber qual fundo apresenta os melhores resultados para este volume de recursos. (M.G. - Lençóis Paulista / SP)
Vinícius Langoni, gerente comercial da Quest Investimentos: a indústria brasileira de Fundos de Investimento avançou muito nas últimas décadas, tanto em número de gestores e produtos, quanto em volume de recursos administrados. Recentemente atingimos a marca de R$1 trilhão de ativos sob gestão. Desta maneira, fica um tanto difícil para nós lhe indicar quais os fundos que estão oferecendo os melhores retornos no momento. Podemos, entretanto, lhe fornecer alguns argumentos para que você possa tomar esse tipo de decisão por si próprio. Em linhas gerais a regra de risco x retorno é sempre válida. Quanto mais risco estiver disposto a correr, maiores as chances de melhores retornos. Você deve começar definindo qual o seu perfil de investidor (descubra aqui). Quanto os R$ 30.000,00 representam do total de sua poupança? Quanto tempo você pretende deixar o dinheiro investido? Você está disposto a correr o risco de retornos negativos? Você conhece e confia no administrador que escolheu para cuidar de seu dinheiro? Além disso, você deve ter em mente que nos últimos anos os juros básicos da nossa economia foram reduzidos em grande medida, e as expectativas para o futuro são de mais quedas. Neste contexto, as aplicações em fundos DI ou de renda fixa não devem mais apresentar os mesmos rendimentos como em anos passados. Os fundos multimercado vêm sendo indicados como alternativos aos baixos retornos, mas para esse tipo de aplicação você deve redobrar a atenção em relação aos ativos que podem compor a carteira do fundo, quais os limites de alavancagem, a perda máxima esperada e gerenciamento de riscos adotados por cada um desses administradores e gestores.

14 - Por que no atual momento a poupança está sendo mais vantajosa que um fundo de renda fixa? (Miguel Ferreira dos Santos - Atibaia / SP)
Luciano Couto, gerente de Produtos de Investimento do Citibank: em virtude da nova realidade de taxas de juros que vivemos, a tarefa de selecionar entre esta ou aquela aplicação não é mais uma tarefa tão simples, pois, antes de tomar suas decisões de investimento, o investidor deve considerar uma série de detalhes que farão toda a diferença no futuro. Na última reunião realizada dia 06 de junho, o Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central reduziu a taxa básica de juros do mercado (SELIC) para 12%ªª, com isto a poupança passa render menos. Isto porque, conforme aprovado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em março deste ano, a partir do momento que a taxa Selic atingisse patamares entre 12% e 11%ªª passaria automaticamente a vigorar um redutor sobre a rentabilidade da caderneta de poupança (VIDE TABELA I). Para o investidor identificar se compensa mais aplicar em um Fundo DI ou na Poupança, ele deverá considerar os seguintes pontos:
- Taxa de Administração - Não se aplica para Poupança. Já para fundos DI sim. Fundos DI são referenciados à taxa do CDI, logo o investidor deverá ter uma estimativa da rentabilidade já descontada a taxa de administração para um determinado período (ex.: 1 ou 2 anos). Vale lembrar que quanto maior o volume que tenha para investir melhor, pois, conseguirá aplicar em fundos pagando menos tx. de adm., resultando em maior rentabilidade;
- Imposto de Renda sobre os ganhos - O investidor Pessoa Física é isento do IR na Poupança, já em Fundos DI ele deve verificar qual o tratamento tributário o fundo selecionado se submete, pois, existem fundos que a menor alíquota de IR sobre os ganhos pode ser de 20% para mais de 180 dias (mais de seis meses) e outros que podem chegar a 15% para prazos superiores 721 dias mais de dois anos);
- Carências - Aplicações em Poupança possuem data de aniversário, logo, se o investidor resgatar no meio do caminho ele perderá a rentabilidade do período. Já em Fundos DI o cliente pode resgatar a qualquer momento, somente considerando que até o 29º dia da data da aplicação, além do I.R. haverá incidência de IOF sobre os rendimentos.
A redução da rentabilidade da poupança (TABELA I) beneficia as aplicações em fundos DI. Confira na Tabela II, que para valer aplicar em um fundo DI, o investidor que pretende permanecer com o investimento por um prazo de até um ano deverá selecionar fundos que lhe entreguem resultados antes do I.R. de 84,30%ªª do CDI (em tese fundos com tx. de adm. iguais ou menores a 1,9%ªª). Já se a aplicação for de longo prazo e permanecerá por mais de dois anos, ele poderá selecionar fundos com rendimentos na casa dos 79,3%ªª do CDI antes de I.R., logo fundos com tx. de adm. iguais ou menores a 2,5%ªª.

SELIC
(% AO ANO)
RENDIMENTO DA POUPANÇA
REDUÇÃO DO RENDIMENTO
FÓRMULA ANTIGA (% AO ANO)
FÓRMULA NOVA (% AO ANO)
% do CDI
% Nominal
% do CDI
% Nominal
12,00
70,60%
8,47
67,38%
8,09
4,57%
11,75
69,53%
8,34
65,23%
7,83
6,18%
11,50
68,45%
8,21
63,09%
7,57
7,83%
11,25
66,30%
7,96
62,02%
7,44
6,46%
11,00
68,45%
8,21
60,95%
7,31
10,95%


CDI   =
12%
FUNDO/CARTEIRA DE INVESTIMENTOS
RENDIMENTO
ANTES DO I.R.
RETORNO LIQUIDO APÓS RECOLHIMENTO DE I.R.
ATÉ 180 DIAS
DE 180 A 360 DIAS
DE 360 A 720 DIAS
721 DIAS OU MAIS
(% AO ANO) DO CDI
(% AO ANO) NOMINAL
I.R. = 22,5%
I.R. = 20%
I.R. = 17,5%
I.R. = 15%
(%ªª) DO CDI
(%ªª) NOMINAL
(%ªª) DO CDI
(%ªª) NOMINAL
(%ªª) DO CDI
(%ªª) NOMINAL
(%ªª) DO CDI
(%ªª) NOMINAL
MAIS DE 2 ANOS
79,3%
9,52%
61,5%
7,37%
63,4%
7,61%
65,4%
7,85%
67,4%
8,09%
ATÉ 1 ANO
84,3%
10,12%
65,3%
7,84%
67,4%
8,09%
69,5%
8,35%
71,7%
8,60%
A
90,0%
10,80%
69,8%
8,37%
72,0%
8,64%
74,3%
8,91%
76,5%
9,18%
B
95,0%
11,40%
73,6%
8,84%
76,0%
9,12%
78,4%
9,41%
80,8%
9,69%
C
100,0%
12,00%
77,5%
9,30%
80,0%
9,60%
82,5%
9,90%
85,0%
10,20%

Como vimos, não há receita de bolo, cada caso é um caso. Podemos dizer que a velha máxima, diversificar os investimentos é fundamental para obter melhores resultados, fica cada vez mais evidente. Em cenários de queda de taxa de juros, para obter melhores retornos o investidor deverá rever seus investimentos e partir para investimentos com maior relação Retorno Vs. Risco. Para tanto é fundamental contar com auxilio de um profissional, que baseado em suas características enquanto investidor poderá auxiliá-lo a identificar as melhores alternativas para o seu caso.

15 - Sou estudante e estagiário e, por isto, não tenho muito dinheiro para poder fazer investimentos. Li que seria interessante começar com o Tesouro Nacional. A dica realmente procede ou teria algo melhor? Seria interessante iniciar uma aplicação na bolsa através dos fundos de investimentos? ( Trajano Ferreira - Vitória / ES)
Fernanda Ferreira, gerente comercial da Quest Investimentos: primeiramente é importante definir qual é o seu perfil (ex: conservador ou agressivo e se a aplicação é de longo prazo ou curto prazo). O Tesouro Direto é uma boa alternativa, porém fundos de renda fixa com taxas de administração razoáveis também são uma boa opção, uma vez que existe uma equipe especializada buscando os melhores retornos. Se o seu perfil for mais agressivo, sugiro o produto estruturado da Bovespa, o POP, que permite uma certa proteção quanto a quedas.

16 - Existe restrição com relação ao valor do investimento nos fundos em geral? Por exemplo, tenho um valor pequeno, mas está disponivel e pretendo buscar algo mais rentavel que fundos DI e a poupança. (Renato Freire - São Paulo / SP)
Maria Izabel Gribel de Castro, gerente-executiva da diretoria de Varejo do Banco do Brasil: em geral, os fundos de investimento possuem um valor mínimo de entrada e valores de aplicações subsequentes. Vai depender de cada instituição e, muitas vezes, do segmento ao qual o cliente pertence. Estão disponíveis vários tipos de fundos de Ações, a partir de R$ 200,00, multimercado, a partir de R$ 1.000,00, que são boas opções para aqueles que procuram retornos superiores ao CDI e Poupança, mas aceitam maiores riscos.

17 - Quando eu solicito o resgate de um fundo de investimento, há a incidência de Imposto de Renda. Sendo assim, o valor do meu resgate já vem deduzido do Imposto de Renda? Quem faz o recolhimento deste valor para a Receita ? No final do ano existe a possibilidade de eu ter que pagar mais algum valor referente a esta transação? (Cesar Lison Alves de Mello - Porto Alegre / RS)
Fernanda Ferreira, gerente comercial da Quest Investimentos: para os fundos de investimento em geral, exceto os FIA (fundos de investimento em ações), a incidência do IR ocorre semestralmente (maio e novembro) e no resgate. O valor do resgate creditado na conta corrente e/ou conta investimento do cotista é líquido do IR, no extrato mensal de cada cotista é possível verificar o valor do IR descontado. O responsável por tal cálculo e envio para a Receita Federal é o administrador do fundo.

 
 
 
 

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