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Prevenção no longo prazo

 | 29.11.2007

O projeto de segurança viária da Mapfre atinge 2,5 milhões de alunos da rede pública estadual paulista e vira referência em educação de trânsito

 

Masao Goto Filho

Santos, presidente da Mapfre

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Por Everton Vasconcelos

EXAME 

Depois de realizar um trabalho escolar, no início de 2005, um grupo de alunos da Escola Estadual Hortência Quintino de Faria Botelho, em Mongaguá, no litoral sul paulista, mobilizou-se para fazer um abaixo-assinado e pedir à prefeitura que construa uma ciclovia na estrada que corta a cidade, a rodovia Padre Manoel da Nóbrega. A proposta, destinada a reduzir o número de acidentes com ciclistas que trafegam no acostamento da rodovia, recebeu o apoio de mais de 1 000 moradores. A prefeitura decidiu atender ao pedido e, no ano passado, construiu 8 do total de 11 quilômetros de ciclovia previstos no projeto. Ainda não há estatísticas sobre o impacto da obra na redução de acidentes, mas quem passa pela região nota a diferença no ordenamento do trânsito. "Houve uma sensível melhora no fluxo de veículos e na segurança", afirma João Martins dos Anjos, diretor do serviço de trânsito de Mongaguá.

A escola de Mongaguá é uma das 5 000 instituições de ensino fundamental e médio da rede pública estadual que participam do projeto Educação Viária é Vital, o maior programa de conscientização viária do Brasil e um dos maiores do mundo em número de pessoas atingidas. Lançado há três anos pela Mapfre Seguros, o projeto treina professores de escolas públicas para que eles conscientizem seus alunos da importância da prevenção de acidentes nas estradas. Até agora, especialistas em educação de trânsito capacitaram cerca de 61 000 professores, que, por sua vez, orientaram 2,5 milhões de alunos. No final de cada semestre letivo, as escolas participantes do programa apresentam propostas para melhorar o sistema viário em suas regiões. Os dez melhores projetos -- como o dos estudantes de Mongaguá -- são premiados pela seguradora.


Pista certa
Segundo o executivo Antonio Cássio dos Santos, presidente da Mapfre, muitas pessoas se mostram surpresas com o fato de a empresa investir em uma ação educativa voltada para um público que não é consumidor de produtos da seguradora. "Isso pouco importa para nós neste momento. Quanto maior a consciência dos cidadãos sobre suas responsabilidades e seus direitos no trânsito, seja como pedestre, seja como motorista, menores serão os números de sinistros e os custos dos seguros", diz ele. Neste ano, a empresa lançou outro projeto, batizado de Na Pista Certa, que também investe em educação no trânsito para crianças. Uma carreta de 12 metros de comprimento, transportando uma cidade cenográfica do tamanho de uma quadra de basquete, percorre as escolas atendidas pelo projeto Educação Viária. Nessa minicidade, os alunos têm chance de se divertir e de colocar em prática os conceitos discutidos em sala de aula. Os projetos de segurança viária, saúde e meio ambiente da Mapfre custaram à empresa 2,4 milhões de reais neste ano. A previsão é que em 2008 os investimentos cheguem a 4 milhões de reais.

O sucesso das iniciativas da Mapfre traduz-se hoje em mais de 25 parceiros públicos e privados. Um deles é o Consórcio Alumínio do Maranhão (Alumar), que estudava uma forma de reduzir o alto número de acidentes na rodovia BR-135, única ligação da ilha de São Luís com o restante do estado, e pediu ajuda à Fundação Mapfre, em 2006. A instituição forneceu, então, o material didático do projeto Educação Viária. Desde o ano passado, foram capacitados mais de 200 professores de 36 escolas no entorno da BR-135, totalizando quase 17 000 alunos. "O processo de conscientização, embora seja demorado, é o mais eficaz para reduzir acidentes", diz Graça Abreu, coordenadora de projetos comunitários da Alumar.

Avaliação da empresa
Pontos fortes
- Utiliza critérios sociais para qualificação, seleção e monitoramento de seus fornecedores de bens e serviços.
- Possui um sistema de gestão de riscos corporativos que considera aspectos socioambientais de curto,médio e longo prazos.
- Realiza campanhas de economia de água e energia elétrica entre os funcionários.
Pontos fracos
- Apenas 11 funcionários (menos de 0,5% do total) são portadores de deficiência. Conforme prevê a legislação, empresas com mais de 1000 funcionários devem reservar pelo menos 5% das vagas para profissionais com deficiência.
- Menos de 20% do material usado pela empresa é proveniente de reciclagem.
- Não existe plano de sucessão formalizado para o atual presidente da diretoria executiva.
 
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