Cercado de mangue e mar, o Terminal Norte Capixaba -- que armazena óleo da Petrobras --, localizado na praia de Barra Nova, no Espírito Santo, foi construído sem comprometer a desova de tartarugas marinhas do local. Realizado pela Promon, o projeto conseguiu atender à restrição imposta pelo Instituto Estadual do Meio Ambiente de que a praia não fosse iluminada para não atrapalhar a movimentação das tartarugas na areia durante a noite. A solução foi usar luminárias com uma cúpula e ângulo de inclinação para o piso a fim de que a luz não fosse dispersada para os lados. Ainda para evitar impactos ambientais, em vez de instalar geradores, a obra aproveitou a energia de uma linha de transmissão situada a 14 quilômetros de distância. A empresa também promoveu a qualificação gratuita da mão-de-obra local contratada para a construção do terminal.
O cuidado com aspectos sociais e ambientais do projeto é um exemplo de como a Promon alia o conceito de responsabilidade empresarial à sua estratégia de negócios. "Trata-se de uma preocupação presente em nosso dia-a-dia", diz Luiz Ernesto Gemignani, presidente da empresa. Todos os setores da companhia desenvolvem, anualmente, planos de ação em sustentabilidade, priorizados de acordo com as necessidades dos públicos envolvidos. Há um ano, foi criado um comitê de sustentabilidade, formado por representantes de todas as áreas de negócios, para centralizar as ações e facilitar o gerenciamento dos projetos. "Assim como não temos uma área de inovação, não temos uma área de sustentabilidade", diz Gemignani. "Essas iniciativas têm de estar em toda a empresa."
O departamento de análise de riscos define os impactos socioambientais de cada obra com base em pesquisas de mercado e com as comunidades locais, além de critérios da Fundação Nacional da Quali dade e da norma SA 8000, que abrange temas como trabalho forçado, saúde e segurança. A análise detalhada é apresentada ao cliente. Se ele não aceitar as alternativas propostas, a Promon avalia os danos e pode recusar o projeto. A empresa também está criando meios de sensibilizar e avaliar os fornecedores. Por enquanto, todos os contratos têm uma cláusula de compromisso quanto à não-utilização de trabalho infantil ou escravo, e os fornecedores precisam comprovar que cumprem as leis trabalhistas. Mas a companhia quer ir além na disseminação da gestão responsável. A primeira ação nesse sentido foi realizada em agosto de 2006, num encontro com 40 empresas parceiras. Em 2007, a área responsável pela seleção de fornecedores pretende realizar auditorias antes do início de qualquer contratação de serviços.
Criada em 1960, a Promon surgiu com uma estrutura inovadora: todos os funcionários são acionistas e são eles que elegem o presidente. O lucro é dividido entre empregados, acionistas e investimentos na própria empresa. Se alguém não estiver satisfeito com seu cargo ou salário, tem liberdade de fazer novas propostas. A gestão participativa permite que todos tenham acesso aos resultados e participem das ações de responsabilidade social, mas as informações ainda não chegam com a mesma eficiência aos demais interessados. Isso se reflete nas pesquisas realizadas anualmente com clientes, funcionários e fornecedores. Em 2006, ao investigar como as partes interessadas enxergam a política de responsabilidade social da Promon, constatou-se que 28% dos entrevistados não conheciam o Instituto Razão Social -- criado pela companhia em parceria com Gerdau, Gradiente, McKinsey e Camargo Corrêa para investimento em projetos de educação básica. Para ampliar o conhecimento sobre suas ações, a Promon planeja mudanças em seu balanço social e deverá utilizar, a partir de 2007, as diretrizes internacionais da Global Reporting Initiative (GRI).
| Ficha técnica | |
| Notas Desempenho nas duas etapas de avaliação |
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| Etapa 1 - Questionários | |
| Questionário Estratégia de Negócios (até 30 pontos) | 16,8 |
| Questionário Relacionamento com os Públicos (até 70 pontos) | 58,7 |
| Etapa 2 - Avaliação EXAME | |
| Avaliação da estratégia de responsabilidade social e do envolvimento dos funcionários com o tema (até 40 pontos) | 38 |
| Pontos fortes | |
| O departamento de análise de riscos define os impactos socioambientais de cada proposta feita aos clientes As práticas de responsabilidade social são gerenciadas por um comitê de sustentabilidade Todos os funcionários são acionistas da empresa |
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| Pontos fracos | |
| Não há visitas regulares para vistoria aos fornecedores O balanço social não inclui aspectos setoriais ou expectativas dos públicos de interesse Só planeja disseminar a idéia da sustentabilidade entre os clientes a partir de 2007 |
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