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Um comitê para a ética

 | 30.11.2006

Representantes de diversas áreas do Banco Real debatem a sustentabilidade no dia-a-dia

 

Pisco Del Gaiso / Divulgação

Reunião do conselho do Real: discussão de estratégias socioambientais

Por Daniella Camargos

EXAME 

Até recentemente, Fábio Barbosa, presidente do Banco Real, ficava incomodado com a vista de seu escritório, localizado no terceiro andar da sede do banco, na avenida Paulista, o centro financeiro de São Paulo. Voltada para a alameda Rio Claro, rua lateral que dá passagem apenas a pedestres, a janela de sua sala mostrava um cenário decadente: assaltantes e traficantes de drogas tomavam conta do local, protegidos pela falta de iluminação e de policiamento. Inconformado, Barbosa promoveu a revitalização do espaço, levando para lá, além de iluminação adequada, uma floricultura e uma cafeteria. Rebatizada de alameda das Flores, a rua passou a ser ponto de encontro na região da Paulista, com happy hours e shows de música ao vivo. "Um banco que prega valores éticos e compromissos socioambientais ao fazer seus negócios não podia fechar os olhos para a deterioração da rua ao lado", diz Barbosa.

O argumento ilustra os princípios que norteiam as atividades do Banco Real. Nos últimos anos, o banco vem procurando incorporar a preocupação com a sustentabilidade a seus produtos, serviços e processos internos. Para facilitar e consolidar iniciativas como a recuperação da alameda das Flores, foi criado, em abril de 2006, o conselho de sustentabilidade. Formado por 22 representantes de diversas áreas e liderado por Barbosa, o conselho se reúne uma vez por mês para discutir as estratégias e metas socioambientais do banco. "A sustentabilidade precisa estar infiltrada em todas as áreas da instituição", afirma Maria Luiza Pinto, diretora executiva de educação e desenvolvimento sustentável do Real. "Por isso achamos que fazia mais sentido ter um conselho com várias pessoas do que um departamento específico para isso."

Segundo Maria Luiza, a criação do fórum deixou os funcionários mais engajados em relação às práticas responsáveis. Tanto que alguns executivos pediram para fazer parte do conselho. Carlos Ronaldo Ferreira, superintendente executivo do segmento pessoa jurídica, é um deles. "Pedi para participar a fim de ganhar familiaridade com as questões da sustentabilidade e, assim, ter condições de oferecer estratégias eficientes a meus clientes", diz Ferreira. Em outubro, numa das reuniões do conselho, ele participou de uma discussão que poderá render novos projetos em sua área. "Estamos pensando em incentivar pequenos e médios hospitais a elaborar programas de tratamento de lixo hospitalar e destinação correta de produtos tóxicos", diz. A idéia é criar, em 2007, uma linha de financiamento com juros e carência favoráveis a projetos do gênero.

A prática
Dados técnicos
Início 2006
Investimento em 2006 (em reais) não há
Pontos de destaque
O conselho determina o acompanhamento mensal das estratégias socioambientais do banco
O fórum também funciona como espaço de mobilização dos funcionários
 
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