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Incentivo ao trabalho

 | 30.11.2006

Ao investir no capital produtivo, a Odebrecht amplia a geração de renda no baixo sul da Bahia

 

Eduardo Moody/Divulgação

Integrantes da cadeia da aqüicultura: identificação das vocações locais

Por Katia Cardoso

EXAME 

Em novembro de 2006, um contêiner de palmito pupunha cultivado de maneira ambientalmente responsável partiu da região do baixo sul da Bahia em direção à Europa. Até o início de 2007, outros cinco devem seguir o mesmo destino. O carregamento faz parte de um projeto de exportação que tem como objetivo abastecer mercados desenvolvidos com produtos cultivados no baixo sul -- região formada por 11 municípios do sudeste da Bahia conhecida por destinos turísticos como Morro de São Paulo e Itacaré. Essa é uma das ações do Projeto de Fomento ao Capital Produtivo, desenvolvido pela Fundação Odebrecht, instituição responsável pelas ações sociais da construtora Odebrecht.

O projeto é parte de um programa mais amplo -- o Programa de Desenvolvimento Integrado e Sustentável do Baixo Sul da Bahia, que procura proporcionar oportunidades de trabalho e renda para a população. Um de seus objetivos é identificar as vocações locais, formar "cadeias produtivas" como forma de gerar desenvolvimento econômico e levar tecnologia e conhecimento sobre gestão para o campo e para as regiões de pesca. Até agora já foram estruturadas as cadeias produtivas da mandioca, da pupunha, da piaçava e da aqüicultura. O projeto ajuda na criação de cooperativas e na adoção de técnicas limpas de produção. "Essas cadeias dão aos produtores locais a oportunidade de mostrar sua capacidade de produção", afirma Émile Machado, uma das coordenadoras da Cooperativa dos Produtores de Palmito do Baixo Sul da Bahia (Coopalm).

A cada ano, a Fundação Odebrecht investe 12 milhões de reais no Programa de Desenvolvimento Integrado e Sustentável do Baixo Sul da Bahia. Desse montante, 21% vão para o Projeto de Fomento ao Capital Produtivo. As cadeias produtivas beneficiam hoje mais de 2 000 famílias. Como cada núcleo familiar tem cinco pessoas, em média, calcula-se que existam 10 000 pessoas sendo atendidas. Antes do projeto, a renda familiar mal chegava a 200 reais. Agora, triplicou. "Com acesso ao conhecimento técnico, essas pessoas começam a transformar o potencial produtivo da região", diz Marcelo Walter, diretor do Instituto de Desenvolvimento Sustentável do Baixo Sul (Ides) e funcionário da Fundação Odebrecht. O modelo deu tão certo que o Ides vai assinar um acordo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) formalizando um repasse de 2,2 milhões de dólares para consolidar o programa.

A prática
Dados técnicos
Início 2003
Investimento em 2006 (em reais) 2,5 milhões
Pontos de destaque
Orienta as comunidades em formas de produção ambientalmente corretas e economicamente viáveis
Estimula a venda de produtos do baixo sul da Bahia para mercados internacionais
 
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