
Em novembro de 2006, um contêiner de palmito pupunha cultivado de maneira ambientalmente responsável partiu da região do baixo sul da Bahia em direção à Europa. Até o início de 2007, outros cinco devem seguir o mesmo destino. O carregamento faz parte de um projeto de exportação que tem como objetivo abastecer mercados desenvolvidos com produtos cultivados no baixo sul -- região formada por 11 municípios do sudeste da Bahia conhecida por destinos turísticos como Morro de São Paulo e Itacaré. Essa é uma das ações do Projeto de Fomento ao Capital Produtivo, desenvolvido pela Fundação Odebrecht, instituição responsável pelas ações sociais da construtora Odebrecht.
O projeto é parte de um programa mais amplo -- o Programa de Desenvolvimento Integrado e Sustentável do Baixo Sul da Bahia, que procura proporcionar oportunidades de trabalho e renda para a população. Um de seus objetivos é identificar as vocações locais, formar "cadeias produtivas" como forma de gerar desenvolvimento econômico e levar tecnologia e conhecimento sobre gestão para o campo e para as regiões de pesca. Até agora já foram estruturadas as cadeias produtivas da mandioca, da pupunha, da piaçava e da aqüicultura. O projeto ajuda na criação de cooperativas e na adoção de técnicas limpas de produção. "Essas cadeias dão aos produtores locais a oportunidade de mostrar sua capacidade de produção", afirma Émile Machado, uma das coordenadoras da Cooperativa dos Produtores de Palmito do Baixo Sul da Bahia (Coopalm).
A cada ano, a Fundação Odebrecht investe 12 milhões de reais no Programa de Desenvolvimento Integrado e Sustentável do Baixo Sul da Bahia. Desse montante, 21% vão para o Projeto de Fomento ao Capital Produtivo. As cadeias produtivas beneficiam hoje mais de 2 000 famílias. Como cada núcleo familiar tem cinco pessoas, em média, calcula-se que existam 10 000 pessoas sendo atendidas. Antes do projeto, a renda familiar mal chegava a 200 reais. Agora, triplicou. "Com acesso ao conhecimento técnico, essas pessoas começam a transformar o potencial produtivo da região", diz Marcelo Walter, diretor do Instituto de Desenvolvimento Sustentável do Baixo Sul (Ides) e funcionário da Fundação Odebrecht. O modelo deu tão certo que o Ides vai assinar um acordo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) formalizando um repasse de 2,2 milhões de dólares para consolidar o programa.
| A prática | |
| Dados técnicos | |
| Início | 2003 |
| Investimento em 2006 (em reais) | 2,5 milhões |
| Pontos de destaque | |
| Orienta as comunidades em formas de produção ambientalmente corretas e economicamente viáveis Estimula a venda de produtos do baixo sul da Bahia para mercados internacionais | |