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Nesta edição, EXAME mostra que as empresas assumem cada vez mais o papel do Estado
e gastam dinheiro em serviços
que deveriam ser públicos, como educação e saúde.
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14 de novembro, 2007
Exame ousa mais uma vez quando aponta "uma verdade inconveniente" como esta: as empresas estão indo para um caminho perigoso. Os serviços públicos devem ser realizados pelo Governo. Nós pagamos, e muito caro, para que isto aconteça. O tema responsabilidade social se tornou um verdadeiro "oba oba" sem uma critica mais lúcida sobre o fenômeno.
Embora algumas empresas estejam realizando grandes trabalhos no referido campo, considero uma verdadeira aberração "reforçar e premiar" a inércia do Governo em campos como educação, saúde e segurança.
Marcos Simões, não divulgada
14 de novembro, 2007
Achei as afirmações do ex-secretário um tanto extremas. De onde surgiu o conceito de que a responsabilidade social não deve visar lucros? Independentemente dos propósitos de organizações que adotam essas práticas, deve-se levar em consideração que, no fim das contas, a sociedade é beneficiária. A sustentabilidade pela sustentabilidade é uma utopia, sim, mas entre empresas adeptas a essas ações (que se utilizam ou não do chamado marketing social) e empresas que não fazem nada (mas ao menos não são hipócritas), eu fico com a primeira opção.
Juliana Potiens, Londrina
14 de novembro, 2007
A colocação que o ex-secretário do Trabalho de Bill Clinton, Sr. Robert Reich, faz na matéria especial “Sustentabilidade”, está correta, ou seja, “as empresas não devem substituir a ação que os governos e nações devem prover à população”. Daí a afirmar que as empresas existem só para dar lucro, vai uma grande distância. As empresas fornecem produtos e serviços para o bem estar da sociedade, geram trabalho para a realização pessoal e sustento dos homens, recolhem impostos que são usados em prol do bem comum, se relacionam com seus clientes e comunidades a quem ofertam produtos com qualidade.
Sérgio Cavalieri, scavalieri@uol.com.br