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Como as empresas foram avaliadas

 | 14.06.2007

Entenda os critérios de classificação e de análise das companhias citadas neste anuário

 

Pio Figueiroa

Loja da rede Wal-Mart: entre as 500 maiores do agronegócio

EXAME 

Este anuário traz a mais completa radiografia já feita do agronegócio brasileiro. Todas as companhias que fazem parte da cadeia produtiva do agronegócio foram consideradas. Estão contidos na relação, portanto, os produtores rurais, as empresas que fornecem insumos ou prestam serviços a esses produtores, as indústrias que compram o produto rural para processamento e as companhias responsáveis pela distribuição do produto até o consumidor. Trata-se de um conceito amplo de agronegócio, que pode levar à lista uma empresa cuja atividade central não seja ligada ao campo -- basta que ela tenha alguma área de atuação relevante no setor. No caso das indústrias que compram o produto do campo, são consideradas parte integrante da cadeia apenas as que estão na primeira etapa do processo de transformação -- caso, por exemplo, de uma empresa do segmento têxtil que use algodão para fabricar tecido ou roupa. Ficam excluídas as empresas que só entram nas etapas finais -- por exemplo, aquelas que compram o tecido já feito. Para realizar o anuário, EXAME contou com o apoio da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi).

A escolha das melhores companhias dos 17 principais setores do agronegócio foi realizada seguindo o conceito de excelência empresarial, que é obtida pela soma de pontos ponderados conseguidos pelas empresas em cada um destes sete indicadores de desempenho: crescimento das vendas (peso 10), liderança de mercado (peso 15), liquidez corrente (peso 15), liquidez geral (peso 10), rentabilidade (peso 25), reposição da capacidade produtiva (peso 15) e riqueza por empregado (peso 10). Em relação ao quesito rentabilidade, são atribuídos pontos apenas às empresas que obtiveram lucro. Em cada indicador, a escala de pontos iniciais vai de 10, para o primeiro colocado, a 1, para o décimo. Assim, o primeiro colocado em liquidez corrente obtém 150 pontos, ou seja, os 10 pontos iniciais vezes o peso 15. O maior peso atribuído ao item rentabilidade deve-se à premissa clássica de que a função primária de uma empresa é a busca do lucro para a criação de valor. Os itens reposição da capacidade produtiva e riqueza por empregado são considerados indicadores importantes da capacidade de geração de emprego e de renda.

Além dos pontos obtidos nesses sete indicadores, a empresa pode somar bônus por ter se destacado em outro anuário de EXAME ou demonstrar transparência na divulgação de suas demonstrações contábeis. Cada uma das dez empresas-modelo e os três destaques regionais do Guia EXAME de Boa Cidadania Corporativa ganham 50 pontos. As dez primeiras listadas no Guia EXAME -- As 150 Melhores Empresas para Você Trabalhar também levam 50 pontos e as outras 140 incluídas recebem 25 pontos. As empresas que não enviaram demonstrações contábeis não têm direito a bônus. No quesito transparência são atribuídos 30 pontos às empresas que publicaram balanços; 20 pontos àquelas que os enviaram à equipe técnica da Fipecafi mas não os publicaram; e mais 20 pontos às que apresentaram parecer de auditores independentes. Em caso de empate entre duas empresas, prevalece a que mais pontuou no quesito rentabilidade. Todas as concorrentes são selecionadas entre as 500 maiores empresas.

 

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