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60 milhões de reais em investimentos

 | 14.06.2007

Para ganhar espaço num mercado altamente competitivo, a engarrafadora modernizou suas fábricas e lançou produtos próprios

 

Divulgação

Linha de produção da Spaipa em Marília, no interior de São Paulo: faturamento de 1,26 bilhão de reais

Por Françoise Terzian

EXAME 

Para atender ao mercado brasileiro de refrigerantes, a Coca-Cola precisou fechar parcerias com 17 fabricantes, engarrafadoras e distribuidoras. Juntos, eles contam 32 fábricas espalhadas pelo país e abastecem um mercado que, no ano passado, faturou 17 bilhões de reais. Uma das maiores parceiras da Coca-Cola no Brasil (e também no mundo) é a Spaipa, responsável pela produção, pelo engarrafamento e pela distribuição das marcas da empresa no Paraná e no interior de São Paulo. Em 2006, ela faturou 1,26 bilhão de reais -- crescimento de 21% em relação ao ano anterior. Graças a esse desempenho, tornou-se o destaque do setor de bebidas deste anuário. A fórmula para o sucesso da Spaipa é simples: investimentos constantes na renovação da cadeia produtiva. Só no ano passado a empresa gastou 63 milhões de reais para a ampliação de duas de suas quatro fábricas. Em 2007 não será diferente. A engarrafadora disponibilizou 50 milhões de reais que serão usados na ampliação de uma fábrica, na modernização de três centros de distribuição e na compra de equipamentos utilizados em pontos-de-venda. "A Spaipa tem crescido por causa dos investimentos em infra-estrutura, tecnologia, processos e logística", disse Fernando Baialuna, da consultoria ACNielsen.

A estratégia de não economizar na hora de reformar seu parque industrial foi decisiva para garantir à Spaipa o primeiro lugar na lista das melhores engarrafadoras do país. Das fábricas que receberam recursos no ano passado, o destaque foi para a unidade de Marília, no interior de São Paulo. Nesse local, foram gastos 41 milhões de reais para a modernização dos processos. Isso fez multiplicar a capacidade de produção em 80% e, hoje, ela pode fabricar 680 milhões de litros por ano -- metade de toda a produção da Spaipa. Outra fábrica que passou por uma grande reformulação foi a da cidade paranaense de Maringá. Lá, os investimentos para produzir 400 milhões de litros ao ano (crescimento de 70%) chegaram a 20 milhões de reais. "Nos últimos anos, investimos em ampliações na área industrial", disse Neuri Pereira, superintendente de vendas e marketing da Spaipa. "Agora, o foco será em logística." A empresa já separou 25 milhões de reais para melhorar as condições dos galpões da empresa em Maringá e em Curitiba, no Paraná, e em Marília. Até o fim do ano, a Spaipa vai comprar 100 caminhões novos e, assim, aumentar em 40% a frota utilizada para distribuir seus produtos em 103 000 pontos-de-venda.

Fundada em 1995 da fusão de três franqueadas da Coca-Cola, a Spaipa tem quatro fábricas, cinco centros de distribuição e 2 100 funcionários. Com sede em Curitiba, tem como principal fonte de renda os refrigerantes, que respondem por mais de 80% da receita. O restante fica por conta de cerveja, água, suco, chá e bebidas energéticas. Para continuar crescendo, a empresa aposta agora em novos produtos, como água com sabor. "O consumidor quer ter opção na hora de fazer compras", afirma Daniel Herbert, presidente da Spaipa. "As vendas da Aquarius, água da Coca-Cola com gosto de laranja ou limão e zero caloria, estão bem acima do previsto." Outra aposta é numa marca própria de água, a Vittalev. Em 2007, a empresa vai investir 5 milhões de reais na ampliação da fábrica da marca em Bauru, no interior de São Paulo. Com isso, a capacidade de produção da Vittalev deve dobrar para 135 milhões de litros por ano.

Veja quadro

 
Benjamin Steinbruch, da CSN
 

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