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Para começar

 |  25.11.2008

 

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TURISMO
Depois de um sono bom, a gente levanta
Os cariocas Leonardo Rangel, de 28 anos, João Vergara, de 29, e Carlos Magno Cerqueira, de 30, estão tentando ganhar dinheiro com uma fórmula consagrada na Europa, mas que praticamente não existia no Brasil — o bed & breakfast, sistema em que o viajante se hospeda num cômodo da casa de um habitante local e toma café da manhã. Rangel, Cerqueira e Vergara são sócios da Cama & Café. Para organizar a rede, eles treinaram proprietários de 40 casas do bairro de Santa Teresa, um dos mais pitorescos do Rio de Janeiro. “Queremos oferecer bastante conforto e uma vivência do cotidiano local”, diz Rangel. Das diárias médias de 135 reais, 30% ficam com a Cama & Café — o restante é repassado aos anfitriões. Para divulgar o negócio, os sócios firmaram parcerias com órgãos de promoção do turismo e inseriram anúncios em guias estrangeiros. No ano passado, a Cama & Café inaugurou uma nova bandeira, a Rio Homestay, com 35 moradias em bairros com praia, como Copacabana, Ipanema e Leblon. Neste ano, os fundadores devem faturar 1 milhão de reais. “Quem explorar a atividade com profissionalismo, como está fazendo a Cama & Café, tem futuro”, afirma Alexandre Sampaio, presidente do Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes do Rio de Janeiro.



MINHA INOVAÇÃO
Empresa Acesso Digital
Onde São Paulo, SP

A idéia
Para lançar um serviço de gerenciamento eletrônico de documentos, Diego Martins, fundador da Acesso Digital, organizou as equipes de vendas por tipo de cliente. Um grupo foi treinado para oferecer o serviço a escritórios de contabilidade. Depois foram formados outros para concessionárias de veículos, escritórios de advocacia e bancos de investimento.

Pró
A especialização ajudou a descobrir a melhor forma de apresentar um mesmo serviço para setores com necessidades próprias.

Contra
O sistema exigiu um treinamento diferente para cada equipe.

Resultado
A produtividade aumentou. “A taxa de conversão de propostas em negócios fechados subiu de 5% para 33%”, diz Martins. “E algumas operações são fechadas em um dia.” A Acesso Digital espera faturar 2 milhões de reais neste ano — quase o dobro de 2007. 





DIVERSIFICAÇÃO
A rosa virou buquê
Fundada em 1929 para vender a tradicional loção que leva seu nome, a carioca Leite de Rosas passou por um período de vendas em queda que culminou na constatação de que era preciso ter novos produtos na linha para voltar a crescer. Antes, porém, foi preciso vencer um desafio que muitas pequenas e médias empresas familiares têm de enfrentar uma hora ou outra: profissionalizar a gestão. “Eu e meus irmãos até conseguíamos tomar decisões em conjunto”, diz Augusto Oliveira Ribas, neto do fundador, Francisco Olympio de Oliveira. “O problema estava na hora de colocá-las em prática.” Como diretores da empresa, Augusto, Eraldo, Mauro e Fernanda Ribas combinavam o mesmo poder de decisão com estilos diferentes de gestão. Em 2003, contrataram uma consultoria especializada em sucessão para colocar a casa em ordem. Um ano depois, deixaram o dia-a-dia da empresa. O comando da Leite de Rosas foi parar nas mãos de Patrick Mascarenhas, ex-executivo da Xerox. Os irmãos e a mãe foram para o conselho de administração. Desde 2006, Mascarenhas comanda uma reestruturação da política comercial da empresa e vem orquestrando a diversificação da linha de produtos, que agora conta com sabonetes, hidratantes e desodorantes que são, na verdade, variações do Leite de Rosas. “A estratégia é deixar de ser uma empresa com receitas e imagem ancoradas em um único produto”, diz Mascarenhas. Em 2008, a Leite de Rosas deve aumentar 20% o faturamento de 66 milhões de reais obtido no ano passado.





PESSOAS
Empréstimo em casa
Ter uma cooperativa de crédito para os funcionários dentro de uma pequena ou média empresa pode ser uma alternativa em tempos de dinheiro escasso também para eles. Veja como funciona e o que fazer para formar uma:

O que as cooperativas oferecem?
Crédito a juro até 2,5% menor que o do mercado. Também podem receber pagamentos, aplicações financeiras e depósitos à vista.

Quem pode participar?
Funcionários de uma empresa. Há também cooperativas para profissionais da mesma área ou grupos de pequenos e médios empresários.

Como é feita a adesão?
Pela aquisição de uma cota, com valor definido no estatuto. Pode-se cobrar mensalidades — com desconto em folha, no caso de funcionários. O dinheiro é aplicado no mercado financeiro.

O que é feito com o lucro das aplicações?
Pode ser revertido para os próprios associados — ou, então, ser utilizado para aumentar a oferta de crédito.

Como um empréstimo é pago?
Com o desconto máximo de 30% do salário. Os pagamentos podem também ser bimestrais ou acontecer no final de determinado prazo.

Como abrir uma?
Deve-se reunir um mínimo de 20 interessados, fazer um plano de negócios, um projeto de viabilidade econômica e submetê-los ao Banco Central. O processo leva até sete meses.






Elas já foram pequenas
A gaúcha Marcopolo iniciou suas atividades timidamente em 1949, em Caxias do Sul, produzindo carrocerias de ônibus de madeira. Cada uma levava, em média, 90 dias para ficar pronta. De lá para cá, a Marcopolo cresceu aceleradamente, até se tornar uma grande empresa, capaz de obter mais de 2,1 bilhões de reais de faturamento no ano passado. A Marcopolo é um exemplo acabado de expansão calcada na globalização da economia. Desde o início da década de 90, a empresa voltou-se para o mercado externo, fazendo investimentos para aumentar as exportações e abrir fábricas em diversos países. Até então, a produção da Marcopolo girava em torno de 7 000 ônibus por ano. No ano passado, 17 807 unidades saíram de suas fábricas, presentes na África do Sul, Argentina, Colômbia, Índia, México, Portugal e Rússia. Hoje, os ônibus da Marcopolo são vendidos para mais de 100 países.





Férias
Nas equipes reduzidas de pequenas e médias empresas, quase nunca é possível que várias pessoas tirem férias ao mesmo tempo. Que critérios devem embasar o desempate caso mais de um funcionário queira sair no mesmo período? Veja o que os especialistas recomendam:

Como proceder em caso de conflito?
O primeiro passo é explicar os problemas que a saída conjunta causaria aos negócios. Depois, deve-se definir um prazo para que os próprios funcionários voltem com uma sugestão de cronograma. Isso costuma resolver na maioria dos casos. Só é aconselhável intervir se todas as tentativas de um acerto estiverem esgotadas. Nesse caso, o empregador escolhe um critério de desempate. Considerar quem está há mais tempo sem férias ou recorrer a um sorteio são algumas alternativas. É importante manter a regra nas futuras decisões e alterá-la somente se a equipe pedir.

Quem deve ser priorizado?
Na maioria das empresas, funcionários com filhos em idade escolar e empregados cursando faculdade — nessa ordem — têm prioridade para escolher as férias nos meses de recesso das aulas. E o motivo é simples: eles não podem viajar em outra época do ano.

Oferecer incentivo a quem aceita tirar férias em períodos menos disputados é aconselhável?
Quem tem disponibilidade para sair em meses menos procurados já recebe vantagens do próprio mercado de turismo, como tarifas de hospedagem e passagens aéreas mais baratas. Se o funcionário faz questão de sair em determinada época, é porque só tem esse momento para estar com a família e outra solução não vai ajudar.

O que fazer com o funcionário rebelde?
Se o cronograma de férias seguiu a sugestão da maioria, é preciso que fique claro que ele não tem outra opção — a não ser esperar o ano seguinte para que seja a sua vez de ter prioridade na escolha.

A hierarquia pode ser um critério de desempate?
Na prática, é isso o que costuma acontecer. Mas os especialistas não recomendam. Dar preferência a quem tem um cargo mais alto é a maneira menos eficiente de resolver a questão, pois pode deixar todos os funcionários se sentindo injustiçados.





ESTRATÉGIA
Ao lado das grandes
Neste ano, a De Biasi, empresa paulista de auditoria, deve faturar 10 milhões de reais. É um bom resultado num setor no qual quem mais aparece são multinacionais como Ernst & Young e KPMG. Isso porque, como muitas companhias são multinacionais, suas matrizes solicitam que a auditoria de balanços das subsidiárias seja feita por empresas de renome internacional — em geral, a mesma contratada no país de origem. Sabendo disso, Arthur de Biasi, fundador e sócio da empresa, trilhou um caminho que não inclui as grandes companhias como clientes — mas que está ligado indiretamente a elas. A estratégia da De Biasi é descobrir, com os clientes das grandes auditorias, quais empresas de médio porte fazem parte de suas cadeias de fornecedores, procurá-las e oferecer seus serviços. “Grandes companhias preferem que seus fornecedores também sejam auditados”, diz De Biasi. Em busca de bons contratos, seus donos têm se interessado cada vez mais por tudo o que possa ajudá-los a mostrar que a governança está em dia — e contas auditadas é uma das credenciais mais importantes nessa hora.





FRANQUIAS
O que causa os conflitos
Por que muitas redes de franquia encontram dificuldade para crescer? E por que em tantas freqüentemente acontecem conflitos entre franqueados e a matriz? Para descobrir a resposta, 117 empresas que adotam o modelo foram acompanhadas pelos pesquisadores da consultoria Rizzo Franchise durante dois anos. O resultado foi um estudo que aponta os principais fatores. Veja quais são:

Veja quadro

 
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