Em pouco mais de dois anos, o site de classificados Keero, do Rio de Janeiro, foi um dos que mais cresceram com a oferta de anúncios pela internet. No ano passado, a empresa faturou 5 milhões de reais, cinco vezes mais que em 2005. Agora, no entanto, cada vez mais jornais e sites de grande porte começam a lançar estratégias de olho no mesmo público que alimentou o crescimento do Keero -- pessoas e empresas que não têm condições ou interesse de comprar espaços nos jornais impressos. Neste ano, por exemplo, os jornais O Estado de S.Paulo e O Globo se uniram para lançar o próprio portal de anúncios, o ZAP. "A entrada de grandes marcas deve ter impacto no nosso mercado", diz Pedro Teixeira, fundador do Keero. "Com a entrada do ZAP, nosso crescimento deverá ser de 10%, em vez dos 30% pretendidos anteriormente."
Para continuar atuando num mercado mais competitivo, o Keero deseja aumentar a visibilidade de seus anúncios. Para isso, a empresa quer fazer parcerias com grandes portais, como UOL e Yahoo! Outra estratégia é transformar os potenciais concorrentes em aliados. A idéia é investir na aproximação com jornais que não contam com equipes próprias especializadas na criação e na manutenção de classificados online. A empresa já fechou parcerias com O Dia e com o Jornal do Brasil, no Rio de Janeiro, e prevê a entrada de mais um jornal ainda neste ano.
| Para juntar forças |
| Como a empresa planeja enfrentar os desafios |
| Na rede Buscar parcerias com grandes portais para aumentar sua base de anúncios e atrair mais visitantes |
| Fora da rede A chegada de portais de gigantes da mídia impressa obriga o site a tentar se unir a grandes jornais para não perder da concorrência |
O modelo de negócios da Keero segue o rastro de sucesso do Google, companhia americana que se tornou conhecida com seu sistema de buscas. O Google também tira boa parte de suas receitas de anúncios de pequenas empresas que não têm recursos para entrar na grande mídia. Um estudo recente do American Press Institute mostra que os classificados online movimentam atualmente 181 milhões de dólares ao ano na América Latina. Até o final da década, o faturamento desse setor pode superar meio bilhão de dólares. Embora os números indiquem muito espaço para crescer, eles também escondem grandes desafios para pequenas empresas, como o Keero. Assim como acontece na mídia convencional, a audiência na internet também tende a se concentrar em poucos canais. "O futuro do Keero vai depender da superação desses obstáculos", diz Christian Monteiro, da Thate, empresa de consultoria em internet.

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