Poucos assuntos despertam interesse maior entre os pequenos e médios empresários brasileiros neste momento do que o avanço da economia chinesa. A China é um lugar amaldiçoado por uma burocracia incontornável e habitado por concorrentes desleais? Ou deve ser vista como parceiro comercial que oferece um mercado fantástico para a expansão de negócios emergentes? Para os empreendedores, entender a lógica e a cultura dos chineses é uma condição necessária para descobrir as muitas oportunidades escondidas no país que mais cresce no mundo. Mergulhar em profundidade nesse universo complexo foi a tarefa delegada ao repórter Robson Viturino, de 28 anos. Ele encontrou donos de empresas brasileiras que prosperaram depois de achar bons parceiros na China. E, durante as várias semanas em que esteve com a cabeça literalmente no outro lado do mundo, Robson também ouviu histórias que não terminaram bem. Depois de investigar as razões por trás dos erros e dos acertos, ele formou uma opinião. "A China é um terreno fértil, mas traiçoeiro", diz ele. Sua reportagem mostra que, para desbravá-la, é preciso reservar uma dose extra de espírito empreendedor, paciência oriental e tomar muito, mas muito cuidado antes de fechar um negócio. Veja, na página 68, como pequenas e médias empresas estão encontrando a rota para a China.
As páginas sobre a China são as mais quentes desta edição. Mas a capa trata de um tema que sempre esteve, está e estará na agenda de toda pequena ou média empresa -- vender mais e com inteligência. Parece algo básico? "Vender é básico, mas muito difícil de fazer bem-feito", diz Juliana Borges, de 25 anos, a repórter encarregada de descobrir por que as vendas de produtos que têm tudo para dar certo podem não deslanchar. "Muitos empreendedores acreditam que um bom produto e vendedores talentosos bastam", diz ela. "Não dá, é preciso desenhar as estratégias corretas." Depois de ouvir pequenos e médios empresários que vêm sendo bem-sucedidos em seus modelos comerciais, Juliana preparou uma reportagem com cinco estratégias fundamentais.
Não queira, nos próximos dias, trazer a repórter Luciana Barreto, de 24 anos, de volta à realidade. Ela só quer saber se avatares com alto poder aquisitivo pagam impostos, como funciona a especulação imobiliária no mundo paralelo e que fatores macroeconômicos interferem no câmbio do linden, a moeda do Second Life, jogo que virou mania global. Às vésperas do fechamento, Luciana conseguiu uma entrevista exclusiva com o empreendedor Maurílio Shintati, da Kaizen, empresa que trouxe o Second Life para o Brasil. Para incluir essa história de negócios fora do comum nesta edição, ela trabalhou muito. Por isso, nesta página, o avatar de Luciana aparece descansando numa praia virtual.