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O jeito certo de demitir

É possível evitar erros comuns para que o momento da demissão se torne menos turbulento tanto para o chefe como para a equipe
Germano Lüders
Fábrica da Embraer, em São José dos Campos: o desafio da demissão chegou com a crise
 
Por Jack Welch | 26.11.2009 | 00h01

Ter de despedir alguém é horrível, tanto para a pessoa que está despedindo quanto, obviamente, para aquele que é despedido. Mesmo a maior parte dos bons executivos considera tal tarefa extremamente difícil. Para quem é despedido, trata-se do pior dia de sua vida profissional. Portanto, o que fazer para que esse momento seja o menos doloroso e turbulento possível? A resposta é bastante simples: é preciso que os executivos encarem a demissão como um processo que exige controle absoluto e estejam atentos ao que devem e não devem fazer.

Vamos começar pelos três erros mais comuns na hora de mandar alguém embora.

 

1. Precipitação
Veja o que aconteceu a uma amiga que trabalhava numa pequena empresa em crescimento na qual, a exemplo de muitas companhias do mesmo porte, o desempenho medíocre era geralmente tolerado em nome da boa convivência. Quando ela foi promovida a chefe de uma unidade com 60 funcionários, logo se deu conta de que "Richard", o sujeito encarregado da distribuição, não sabia lidar com uma logística cada vez mais complexa. Para piorar as coisas, ele desafiava constantemente sua autoridade. Minha amiga conversou com Richard sobre suas deficiências. Em vão. Por fim, um cliente importante ligou para se queixar de que sua entrega estava atrasada uma semana. Foi a gota d’água para minha amiga. Richard tinha de ser despedido.

Para muitos, inclusive para Richard, foi uma decisão inesperada. Alguns funcionários acharam que ele não havia sido suficientemente avisado, e se queixaram dizendo que não era mais possível confiar no chefe nem na empresa. Minha amiga levou três meses para restaurar o equilíbrio no departamento e pô-lo novamente nos trilhos.

2. Falta de transparência
Digamos que você tenha uma funcionária antiga que não consegue atingir sua cota de vendas por mais que se esforce para isso. Sempre que tenta dizer a ela que seu desempenho está aquém do desejado, você a encontra sempre tão bem disposta e tranquila que acaba escondendo seus sentimentos negativos atrás de uma mensagem ambígua sobre a necessidade de "trabalhar de forma mais inteligente".

A situação piora de vez quando ela realmente mete os pés pelas mãos e você, num impulso, decide demiti-la. Chocada, ela faz questão de lembrar uma série de feedbacks positivos que você lhe deu ao longo dos anos. Por fim, ela vai embora amargurada e revoltada.

Talvez esta não seja a última vez que você terá notícias dela. Todo empregado que é demitido continua a representar sua empresa. Durante os próximos cinco, dez ou 20 anos, ele vai falar mal ou vai elogiá-la.



 
 
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