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"O Brasil tem o que a China mais precisa"

A executiva do Morgan Stanley diz que o interesse dos asiáticos no país tende a crescer ainda mais depois da crise
Divulgação
Wei Sun: "Os chineses estão em busca de energia, matéria-prima e produtos agrícolas"
 
Por Luciene Antunes | 29.10.2009 | 00h01

Em 2009, os investimentos diretos chineses no Brasil devem chegar a 200 milhões de dólares, ou 420% mais que em 2008. É pouco -- no presente. Mas e o futuro? A executiva chinesa Wei Sun Christianson, presidente do Morgan Stanley na China, fala do enorme potencial dos investimentos chineses no Brasil nos próximos anos.

1) Nos últimos meses, a China tem aumentado claramente o interesse no Brasil. Por quê?
A China necessita diversificar os investimentos de seu grande fundo soberano em países ricos em recursos. Por outro lado, o Brasil precisa compensar a queda das exportações atraindo mais investimentos estrangeiros. Cada país tem exatamente o que o outro precisa.

2) Essa aproximação se intensificou depois da crise?
Sim. Nos últimos meses, isso ficou evidente, com uma aproximação diplomática cada vez mais clara. Em junho, por exemplo, quando o presidente Lula esteve em Pequim, 13 acordos de cooperação foram assinados, entre eles um financiamento pelo Banco de Desenvolvimento da China de 10 bilhões de dólares para a Petrobras.

3) Quais são os setores de maior interesse para os chineses?
As áreas de energia, matérias-primas, produtos agrícolas e infraestrutura estão entre as prioridades do governo de Pequim. Esses são os setores de atuação das maiores companhias e relacionados ao crescimento do país.



 
 
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