BOLSA
O fenômeno Eike na Bovespa
De janeiro até o dia 26 de outubro, as ações da mineradora MMX, do empresário Eike Batista, tiveram valorização de 351% -- uma das maiores da bolsa brasileira. A título de comparação, o Ibovespa, que teve um desempenho surpreendente, subiu 73% no mesmo período. O que explica o fenômeno MMX? Primeiro, as ações da empresa foram uma das que mais caíram logo após o estouro da crise no ano passado -- como a MMX é altamente endividada, muitos investidores venderam os papéis temendo uma era do gelo no mercado de crédito. As piores previsões não se materializaram e os papéis voltaram a subir. Em segundo lugar, a alta foi impulsionada por rumores. Um dizia que Eike entraria no bloco de controle da Vale e o outro indicava que a empresa chinesa Wuhan compraria uma participação minoritária na MMX. Até agora, nem um nem outro se tornaram realidade. Mas o preço das ações se manteve alto. A maior parte dos analistas que cobrem a empresa acredita que o período de forte alta já ficou para trás, mas ainda vê uma possibilidade de valorização -- ainda que cheia de riscos. "As oportunidades da MMX são gigantes, mas dependem da entrada de recursos para desengavetar os projetos", diz Rodrigo Ferraz, gerente da Brascan Corretora.
