Volta ao Mundo
| 12/06/2008
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exame
ALEMANHA
Um leilão de 10 bilhões de dólares
O transporte ferroviário de passageiros e cargas é um dos últimos serviços que permanecem nas mãos do Estado na Alemanha. Mas isso está com os dias contados. A Bundestag, Câmara dos Deputados do país, aprovou a venda de 25% da Deutsch Bahn, companhia que administra os pontualíssimos trens alemães. A expectativa é alcançar mais de 10 bilhões de dólares na privatização da companhia, que controla 34 000 quilômetros de trilhos no país. O leilão ainda não tem data definida para ocorrer. Inicialmente, o programa proposto pelo governo previa a venda de uma parcela maior dos serviços - 49%. No entanto, falaram mais alto o receio do impacto do corte de milhares de empregos e a pressão dos sindicatos, com seguidas ameaças de greve (algumas delas cumpridas ao longo da tramitação do projeto). O recuo estratégico do gabinete da primeira-ministra Angela Merkel foi fundamental para garantir a aprovação da idéia, com uma votação relativamente tranqüila: 355 votos a favor, 135 contra e três abstenções.
CANADÁ
Olimpíada de inverno aquece a economia
Na última estimativa das obras necessárias à realização da Olimpíada de Inverno de 2010, as autoridades da cidade-sede, Vancouver, no oeste do Canadá, divulgaram que irão investir 2 bilhões de dólares - oito vezes mais que a previsão original. Elas garantem que a conta salgada vai compensar, prometendo um retorno para a cidade de 10 bilhões de dólares com os Jogos, além da geração de 280 000 empregos diretos e indiretos relacionados aos dias da competição. (Em tempo: o Pan-Americano do Rio de Janeiro, em 2007, custou também oito vezes mais que o orçamento original, mas não deixou muitos dividendos econômicos para a cidade.)
ISRAEL
Crescimento contínuo
A economia israelense viveu por muito tempo em estado de semiletargia. Desde 2004, porém, engatou um dos maiores ciclos de crescimento contínuo do Oriente Médio, com evolução média anual de 5% no PIB. As exportações em alta do país, sobretudo no setor de tecnologia, e o consumo aquecido são os principais motores por trás da atual fase de desenvolvimento.
FRANÇA
Declaração fatal
A grife francesa Christian Dior retirou do mercado chinês uma campanha publicitária estrelada pela atriz Sharon Stone. O motivo? A musa do cinema insinuou que os recentes terremotos que mataram quase 70 000 chineses foram um castigo divino pelo tratamento que o país dispensa ao Tibete. "Carma negativo", disparou a bela. Do ponto de vista dos negócios, a declaração foi bastante infeliz. Em maio, algumas empresas francesas, como Carrefour e Louis Vuitton, já haviam sofrido boicotes na China depois que manifestantes fizeram protestos pró-Tibete na passagem da tocha olímpica dos Jogos de Pequim por Paris.
CORÉIA DO SUL
A virada das estrangeiras
O mercado de varejo da Coréia do Sul tem algumas particularidades difíceis de desvendar. Que o digam os gigantes Wal-Mart e Carrefour, que encerraram suas atividades por lá em 2006. Eles falharam. Mas outras redes globais de varejo estão prosperando no difícil ambiente coreano. A rede de supermercados inglesa Tesco teve lucro de 320 milhões de dólares em 2007. As vendas de brinquedos da rede americana Toys "R" Us subiram quase 35%. A aposta da Tesco foi em lojas mais centrais e menores que os grandes armazéns do Wal-Mart. A estratégia da Toys "R" Us foi caprichar na decoração dos pontos-de-venda, que ganharam atmosfera de parque temático.
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