Buscar

Olá, .

Sair

Para usar o Portal EXAME você precisa estar autenticado

Entrar
 
 

Avalie a reportagem:

 

  •    
  •    
  •    
  •    
  •    
Fraca
Boa
Excelente

Média dos usuários

Fraca
Boa
Excelente

“A inovação virá dos emergentes”

 | 12.06.2008

O presidente mundial da Sun Microsystems diz que países como Brasil e Índia são mais que centros de baixo custo e podem gerar um novo Google

 

Marisa Cauduro/Valor

Schwartz: os emergentes são criativos

Publicidade

Por Camila Fusco

EXAME 

Em tecnologia, falar de países emergentes é sinônimo de falar em serviços de baixo custo. Mas essas nações, entre elas Índia e Brasil, têm mais do que mão-de-obra barata a oferecer. Da criatividade dos programadores desses países podem sair as próximas empresas inovadoras globais, diz Jonathan Schwartz, presidente mundial da Sun Microsystems.

1 - As empresas de tecnologia estão bem preparadas para enfrentar crises globais?
A tecnologia é uma forma de fazer crescer os negócios. Países emergentes, como Índia e o próprio Brasil, têm acreditado que a tecnologia gera novas oportunidades e têm apoiado o setor. Não é à toa que esses mercados continuam apresentando bom desempenho em TI enquanto outras regiões do mundo enfrentam desafios macroeconômicos. Mesmo com essas dificuldades globais, é possível nascer um próximo Google até mesmo no Brasil.

2 - Por que o próximo Google pode ser brasileiro?
O Brasil, especialmente, tem mostrado uma adoção impressionante do software de código aberto e um uso expressivo da internet. À medida que mais pessoas se conectam à internet, elas abrem um mundo de oportunidades. A rede tem a capacidade de conectar governos a seus cidadãos e pessoas ao mundo. Qualquer um que queira começar uma empresa precisa apenas conectar um cabo à internet para tornar-se um negócio global.

3 - Que tipo de inovação tem vindo dos emergentes?
Embora sejam olhados apenas como fontes de mão-de-obra de baixo custo, eles têm mais a oferecer em relação a atividades criativas. Indianos e brasileiros são fortes no desenvolvimento de código e em serviços que demandam intensa atividade intelectual.

4 - Os mercados emergentes estão fazendo a diferença para muitas companhias mundiais, inclusive as de TI. Quais são as oportunidades de negócios geradas por esses países?
Temos visto uma tremenda oportunidade de crescimento especialmente nos centros de grande população. Recentemente, criamos uma divisão só para cuidar das vendas em mercados emergentes. Ela vai atender regiões como América Latina, China, Índia, Europa do Sul e do Leste.

5 - Existe um grande interesse mundial por software gratuito. Como as empresas conseguirão manter o equilíbrio financeiro?
Existem muitas empresas que estabelecem um modelo de software gratuito e não têm nenhum modelo de negócios por trás que sustente sua receita. Nós temos um modelo de receita baseado nos serviços. Entregamos o código, mas vendemos serviços de apoio. E existe uma grande demanda por isso.

6 - De onde vem essa demanda?
O Brasil é um exemplo de país interessado nesse modelo alternativo. Muitas empresas de tecnologia já adotaram a combinação de software aberto, mas com modelo de receita baseado no serviço.

7 - Nenhum usuário estará disposto a pagar pelo software no futuro?
Nossa visão é que sempre existirão aqueles usuários que têm mais tempo do que dinheiro, como estudantes e desenvolvedores. Esses não esperam pagar por software, na medida em que constroem suas empresas em seus próprios dormitórios estudantis. Por outro lado, existem algumas companhias com mais dinheiro do que tempo — Petrobras ou Telefônicas do mundo, por exemplo — que sempre vão pagar por serviços e suporte.

Nome

Comentário
 

Links Patrocinados

 
 
 

Copyright © 2008, Editora Abril S.A. -
Todos os direitos reservados. All rights reserved.