Buscar

Olá, .

Sair

Para usar o Portal EXAME você precisa estar autenticado

Entrar
 
 

Degustação

Esta matéria é exclusiva para assinantes da revista Exame ou usuários que compraram a revista na banca.

Se você é assinante e cadastrado no Passaporte Abril, preencha os seus dados aqui para ver a íntegra do texto:

Se você possui a revista, informe aqui a palavra-chave que pode ser encontrada na página sobre o Portal Exame, e veja a íntegra da edição:

Ainda não se cadastrou no Passaporte Abril?
Faça isso agora

Assine a Exame e tenha acesso irrestrito ao seu conteúdo na Internet.

A nova fronteira do etanol

| 22/07/2008

Minas Gerais se transforma em umas das principais áreas de expansão da produção sucroalcooleira com a implantação de 31 usinas

 

Publicidade

Por Fabiane Stefano

exame

Quem costuma percorrer as estradas do Triângulo Mineiro pode notar a rápida transformação na paisagem local. No lugar de pastos e lavouras de grãos, surgem agora canaviais. Nas rodovias, caminhões transportam gigantescos equipamentos que seguem para as obras das usinas de açúcar e álcool. Tradicional centro de pecuária de leite e de corte, a região tornou-se uma das principais fronteiras do setor sucroalcooleiro do país. Cidades como Uberaba, Ituiutaba, Santa Vitória, Canápolis e Carneirinho vivem uma fase de euforia graças à expansão global dos biocombustíveis. Hoje, 31 unidades estão em implantação em todo o estado. Outros 15 projetos se encontram em discussão com o governo estadual. “Estamos analisando as regiões que podem receber essas usinas, pois o Triângulo Mineiro está quase saturado”, diz Maurício Cecílio, diretor do Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais (Indi), órgão do governo que analisa os investimentos no estado. De acordo com o Indi, Minas Gerais deverá receber 10,1 bilhões de reais em investimentos no setor sucroalcooleiro até 2016, recursos que deverão gerar cerca de 65 000 empregos diretos e um número três vezes maior de indiretos.

Há vários fatores que impulsionam os investimentos de usineiros no estado. Além de possuir clima e regime de chuvas apropriados à cultura de cana, Minas tem custos muito inferiores aos da produção de São Paulo — sobretudo em relação ao arrendamento da terra. A vizinhança com os paulistas também facilita a administração, a logística e o treinamento de funcionários das unidades de grupos instalados em ambos os estados. O conjunto de vantagens impulsionou o setor sucroalcooleiro de Minas e gerou uma mudança profunda no perfil de seu agronegócio. Somente no ano passado, quase 70 000 hectares de pastagens ou de terras ocupadas por soja e milho foram convertidos em canaviais no estado, área equivalente à da cidade de Belém. No total, Minas tem hoje 467 000 hectares plantados de cana-de-açúcar (veja quadro acima). Naturalmente, os preços da terra aumentaram na mesma velocidade. Segundo a consultoria FNP, especializada em agronegócio, as áreas dedicadas ao cultivo de cana na região de Uberaba, por exemplo, subiram 30% nos últimos três anos. A valorização acabou contaminando também as áreas de pasto e de lavoura de grãos. Hoje, o estado é o terceiro maior produtor de cana do Brasil, na briga para tomar o segundo lugar do Paraná. Ambos, porém, estão longe de alcançar São Paulo, que concentrou 60% da cana moída no Brasil na safra 2006/2007.

O avanço do setor sucroalcooleiro em Minas provocou uma disputa local por investimentos. Os municípios que ainda não conseguiram uma usina brigam para ter uma unidade em seu perímetro. Na cidade de Santa Vitória, por exemplo, localizada na região do Triângulo, a população aguarda a confirmação de um dos mais disputados projetos do setor sucroalcooleiro no Brasil: o pólo alcoolquímico da Dow e da Crystalsev. Será o primeiro centro produtor de polietileno à base de cana-de-açúcar do mundo. Com investimentos estimados em 1,5 bilhão de reais, a usina demandará 8 milhões de toneladas de cana para a produção de 350 000 toneladas de plástico biodegradável para a confecção de embalagens. Os executivos das duas empresas já visitaram várias vezes Santa Vitória para avaliar a infra-estrutura agrícola e logística. “As estradas na região são ruins e podem pesar contra a cidade na decisão final”, diz Diego Donoso, diretor comercial de plásticos para a Dow América Latina, que avalia opções também em Goiás e em São Paulo. Ele confirma, porém, que entre as alternativas estudadas a cidade mineira é a favorita.

Por favor, informe seus dados na caixa à direita para ler o restante do texto.
 
Petrobras: pesquisas sobre pré-sal
 

FINANÇAS O analista que mais acertou indicações de ações

NEWSLETTER A hora da verdade para as construtoras

BOLSA BM&FBovespa e Redecard entram no Ibovespa

Links Patrocinados

 
 
 

Copyright © 2008, Editora Abril S.A. -
Todos os direitos reservados. All rights reserved.