Gestão & Idéias
| 01/05/2008
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exame
COMPRAS
Em busca de sinergias
Em abril, a operação brasileira do grupo Fiat reuniu numa única companhia todos os 300 funcionários responsáveis pelas compras de peças para as quatro empresas que mantém no Brasil. A idéia veio da matriz, que adotou o modelo no final de 2007. O objetivo é ganhar escala e poder de barganha com os fornecedores -- o que deve render ao grupo uma economia de 2 bilhões de euros até 2010. No Brasil, o responsável pela nova empresa, batizada de Fiat Group Purchasing, é Osias Galantine, até então diretor de compras da Fiat Automóveis.
MARKETING
Sensualidade em baixa
Ao longo dos últimos 30 anos, a americana Victoria's Secret se transformou na maior rede de lingeries dos Estados Unidos com o apelo "Nós vendemos sensualidade". Em 2007, porém, as vendas das lojas abertas há mais de 12 meses caíram 2%. O resultado fez a própria presidente da empresa, Sharen Jester Turney, questionar se a marca não teria ficado sexy e juvenil demais. Segundo a executiva, a Victoria's Secret teria perdido seu rumo ao se deixar contaminar pelo sucesso de uma de suas linhas, a Pink, criada em 2002. Voltada para mulheres mais jovens, a marca teria levado a empresa a exagerar no apelo erótico das campanhas de marketing, na decoração das lojas e no design das peças. Daqui em diante, para voltar a seduzir as mulheres -- e não tanto os homens --, a Victoria's Secret deverá ficar mais recatada.
PREÇOS
Custo não é tudo
Para as empresas brasileiras, o custo ainda é o principal critério para a definição de preço de produtos. É o que revelou uma pesquisa recente da consultoria Intelectas Brasil. O reflexo disso é que apenas 12% de 100 das maiores companhias do país estudam outras variáveis que poderiam influenciar no preço e aumentar a rentabilidade -- nos Estados Unidos, a parcela passa dos 50%. A Whirlpool, fabricante dos eletrodomésticos Brastemp, é uma das raras a fugir à regra. Ao estabelecer preços para varejistas, a empresa leva em conta até mesmo critérios como a facilidade para a entrega dos produtos.
INVESTIMENTOS
Chega de especulação
A Fama Investimentos está patrocinando, desde janeiro, uma disciplina do curso de administração da Fundação Getulio Vargas em São Paulo. O objetivo da cadeira, batizada de Fama Value Investing, é fazer com que os alunos aprendam a investir em companhias por um longo prazo e possam ajudá-las, por exemplo, a melhorar suas práticas de governança. "Quando estudei, só nos ensinavam a fazer investimento especulativo", diz Rodrigo Sancovsky, sócio da Fama e formado pela FGV em 2002.
IPO
Solução caseira
Os executivos da AleSat, distribuidora de combustíveis que faturou 3 bilhões de reais em 2007, enfrentaram recentemente um problema cada vez mais comum entre empresas prestes a estrear na bolsa: a falta de gerentes da área de relações com investidores. A saída foi formar um. "Consideramos candidatos que nem trabalhavam com finanças", diz o vice-presidente Juscelino Sousa. O escolhido, Fulvius Tomelin, de 28 anos, era responsável pela área de vendas de uma pequena empresa de tecnologia. Mestre em economia pela Universidade de Ohio, ele vai freqüentar cursos e participar (como ouvinte) de reuniões de conselho da Ale até a abertura de capital, prevista para o segundo semestre.
Edição: Ana Luiza Herzog aherzog@abril.com.br
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