Buscar

Olá, .

Sair

Para usar o Portal EXAME você precisa estar autenticado

Entrar
 
 

Avalie a reportagem:

 

  •    
  •    
  •    
  •    
  •    
Fraca
Boa
Excelente

Média dos usuários

Fraca
Boa
Excelente

Ele finalmente chegou ao Brasil

 | 17.04.2008

O Craigslist, maior site de classificados gratuitos do mundo, lança versão em português

 

Justin Sullivan/Getty Images

Craig Newmark, o fundador: nem aí para o dinheiro

Publicidade

Por Sérgio Teixeira Jr.

EXAME 

Uma das empresas de internet mais famosas dos Estados Unidos é o classificado online Craigslist. Seu endereço na web termina em .org, domínio reservado para entidades sem fins lucrativos, e não é à toa. O site recebe 30 milhões de visitantes e publica um número quase idêntico de novos anúncios a cada mês, mas a imensa maioria deles é gratuita. Com exceção de anúncios de emprego em 11 cidades e uma taxa simbólica para quem quer vender imóveis na cidade de Nova York, o Craigslist não tem outra fonte de receitas. Mas isso, aparentemente, não é um problema. A empresa tem capital fechado e, portanto, seus números são apenas estimados pelo mercado. O faturamento teria sido de 55 milhões de dólares em 2007 e, neste ano, deve chegar a 81 milhões de dólares. Apesar do tamanho relativamente pequeno, o modelo de negócios do Craigslist -- ou a falta dele -- causou uma ruptura nos jornais americanos que têm nos classificados uma fonte importante de receitas. Agora, o Craigslist e outros serviços semelhantes começam a avançar no Brasil.

O Craigslist é dividido em cidades. São Paulo e Rio de Janeiro já estavam na lista havia bastante tempo, mas todo o site, e a imensa maioria dos anúncios, estava em inglês. No final de março, porém, as páginas das duas maiores capitais do país ganharam uma versão em português, junto com Salvador. Ainda há poucos anún cios, mas o fenômeno dos classificados gratuitos começa a se destacar em outros sites. Com um ano e três meses de vida, o site QueBarato! já atinge 1,8 milhão de internautas por mês e somente em março recebeu mais de 720 000 anúncios. "Esse crescimento surpreende especialmente porque aconteceu muito rápido", diz José Calazans, analista de mídia do Ibope NetRatings, instituto que mede a audiência na internet no país. Lançado pelo Buscapé, o QueBarato! atinge hoje uma parcela da população que não quer usar as alternativas pagas. Mas esse é apenas o movimento inicial de um fenômeno que vai se intensificar nos próximos anos, segundo Rodrigo Borges, diretor de produtos do Buscapé. "Com a entrada da classe C na internet, essa modalidade do classificado grátis tende a se popularizar."

 

FOI JUSTAMENTE POR ISSO que o Mercado Livre também lançou em março uma modalidade gratuita de seu serviço. Criado como um site de leilões no mesmo modelo do eBay, o Mercado Livre, na prática, já funcionava como um classificado: além do anúncio no site, os vendedores pagam uma comissão sobre o valor da venda. Com o crescimento do QueBarato! e a chegada de uma legião de novos consumidores, a empresa lançou em março o serviço Anúncio Básico, uma alternativa de publicação gratuita -- mas as vendas concretizadas por intermédio do site ainda acarretam o pagamento de uma comissão ao site. Segundo Stelleo Tolda, presidente da empresa, a idéia é atrair o iniciante que nunca vendeu na internet. Mas ele acredita que haja espaço tanto para os anúncios pagos quanto para os gratuitos. "Estamos atentos ao fenômeno dos classificados grátis, mas não perdemos o sono. Mesmo que o vendedor teste inicialmente todas as plataformas gratuitas de anúncio, ele vai voltar para aquela que lhe dê melhores resultados e mais rápido."

No mercado americano, quem mais sofreu com a ascensão do Craigslist, site que nasceu de uma pequena lista mantida pelo americano Craig Newmark, em 1995 -- e que desde então mudou muito pouco visualmente --, foram os jornais, especialmente os de circulação local. Por aqui, o impacto ainda não foi tão grande, mas as primeiras reações já começam a aparecer. Os grupos Globo e Estado criaram, em conjunto, um site de imóveis online no começo da década, o Planeta Imóvel. No ano passado, o site deu origem a outro serviço de classificados online, mais amplo, batizado de Zap. André Molinari, diretor-geral do Zap, acredita que a chegada dos sites gratuitos seja um bom sinal. "Eles fortalecem o segmento", diz Molinari. "Nessa próxima fase, com a popularização dos classificados gratuitos, haverá muita experimentação dos usuários." Mas, para Molinari, os anúncios gratuitos sofrem de um mal: falta de confiança. "Dificilmente um internauta confiaria nesse modelo para comprar coisas que demandam maior atenção, como um apartamento."

Essa, de fato, é uma crítica ao Craigslist. Uma das maiores áreas do site são os anúncios pessoais e eróticos. O site já foi criticado por publicar anúncios ligados a prostituição infantil. Outra questão diz respeito à veracidade das ofertas. Um caso recente que gerou muita discussão foi o de um morador do estado do Oregon, no noroeste americano, que teve sua casa saqueada: um anúncio publicado no Craigslist dizia que a propriedade seria abandonada e que tudo seria doado a quem fosse retirar no local. O problema é que o dono nunca publicara tal anúncio: este havia sido veiculado por um casal de ladrões, que roubara a casa e tentava encobrir o crime.

Quase uma ONG
O Craigslist, maior site de classificados online do mundo, só cobra por uma minúscula parte dos anúncios que publica. Veja alguns números da empresa
81 milhões de dólares de faturamento(1)
30 milhões de visitantes por mês
9 bilhões de páginas exibidas(2)
32 milhões de anúncios por mês
32 funcionários
Nome

Comentário
 

Links Patrocinados

 
 
 

Copyright © 2008, Editora Abril S.A. -
Todos os direitos reservados. All rights reserved.