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A locomotiva da China vai prosseguir num ritmo de desenvolvimento forte na próxima década, mantendo a média de evolução do PIB perto da casa de 10% ao ano. O papel do gigante asiático será fundamental para o mundo no período em que os negócios nos Estados Unidos devem sofrer uma desaceleração, aproximando-se dos padrões de crescimento da União Européia. No geral, o futuro reserva um cenário de céu de brigadeiro para a economia mundial, sem grandes solavancos ou sustos, com a manutenção das atuais taxas de crescimento. Enquanto isso, o panorama previsto para o Brasil não é dos mais otimistas. O país registrará alguns avanços na área social e vai continuar evoluindo num ritmo constante, ainda que um pouco abaixo da média internacional e muito distante das marcas das estrelas emergentes China e Índia. Por outro lado, não será capaz de fazer reformas importantes, como a tributária, a trabalhista e a previdenciária. Velhos problemas, como a infra-estrutura precária, irão persistir. Se não bastasse, é altamente provável que passaremos por uma crise energética até 2015.
Essas são algumas das principais conclusões da pesquisa Tendências do Desenvolvimento das Empresas no Brasil, elaborada pela Fundação Dom Cabral e publicada com exclusividade por EXAME (veja quadros com os principais resultados ao longo da matéria). No trabalho, foram ouvidos 400 executivos de 88 empresas do ranking das 1 000 maiores do país, segundo MELHORES E MAIORES, de EXAME. O objetivo era medir os cenários com que os principais homens de negócios trabalham até 2015, relacionados a temas importantes para a economia brasileira e mundial. "Para os entrevistados, o processo de globalização é uma questão irreversível e que vai continuar gerando muitas oportunidades", afirma José Paschoal Rossetti, professor da Fundação Dom Cabral e um dos coordenadores do estudo.

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