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Os novos pólos de criação de empregos

| 08/08/2007

Pela primeira vez, empresas de serviços chegam ao topo do ranking de setores que empregam a maior força de trabalho no país

 

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Por Luciene Antunes

exame

A multinacional espanhola de telemarketing Atento tem mais de 50 unidades espalhadas por 13 países. Dentro desse universo, a filial brasileira se destaca. No ano passado, atingiu um faturamento de 564,5 milhões de dólares, o maior registrado entre todas as filiais. Com a sede instalada num prédio na zona sul da cidade de São Paulo, a Atento presta hoje serviços a clientes de grande porte, como a operadora de telefonia celular Vivo e o Unibanco. Com o crescimento dos negócios, surgiu também a necessidade de aumentar a equipe. Em 2006, a Atento superou a marca de 50 000 funcionários. É o dobro do número registrado há quatro anos. No período, foram contratadas quase 20 pessoas por dia. Com isso, a companhia aparece hoje como a terceira maior empregadora no Brasil, segundo o ranking de MELHORES E MAIORES. A campeã do levantamento é uma estatal, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (E.C.T.). Entre o setor privado, apenas a rede varejista Pão de Açúcar supera a Atento nesse quesito. "Nossas atividades continuam crescendo e devemos chegar ao fim de 2007 com um total de 60 000 funcionários", diz Agnaldo Calbucci, presidente da Atento no Brasil (no 279 no ranking das 500 maiores de MM).

A história da evolução da companhia de telemarketing não é um movimento isolado. De acordo com os dados de MELHORES E MAIORES, o conjunto de empresas do setor de serviços, que engloba hospitais, empresas de assistência médica e administradoras de cartões de crédito, entre outras, registrou em 2006 um total de 334 000 trabalhadores, ocupando pela primeira vez na história a posição de maior empregador do país. No ranking de EXAME, o mercado de serviços responde por quase 20% das vagas mantidas pelas 500 maiores companhias do país. As estatais são as maiores empregadoras dessa área. Entre as empresas privadas, as que se destacam nesse critério são as centrais de telemarketing, seguidas por companhias das áreas de alimentação, saúde e consultoria. Boa parte das ocupações paga salários de até 500 reais -- por isso, acaba preenchida por pessoas com ensino fundamental e médio. Mas já começa a aumentar a oferta de empregos que remuneram melhor, como os de profissionais de empresas terceirizadas de suporte técnico de informática. Segundo demonstram os dados de MELHORES E MAIORES, ao longo dos últimos três anos, o ritmo de evolução de vagas na área de serviços foi mais que o dobro do registrado no setor de varejo, que caiu para o segundo lugar no levantamento deste anuário, com 328 000 empregados.

Uma análise da evolução econômica das empresas do setor de serviços mostra que não é por acaso que elas subiram ao topo do ranking das grandes empregadoras. No ano passado, o conjunto das companhias da área apresentou uma evolução de rentabilidade de 5% para 13,6%, a mais significativa entre os 21 setores em que atuam as 500 maiores empresas do Brasil. Cinco das 31 companhias do setor de serviços analisadas neste anuário aumentaram os lucros em mais de 100% no período. A Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro, faz parte do grupo. Desde 2001, a Estácio de Sá vem se revezando com a concorrente Unip no topo do ranking das maiores instituições privadas de ensino superior. Em 2006, a Estácio fechou o balanço à frente da concorrente, com um total de 177 000 estudantes distribuídos por 54 unidades. Para manter essa estrutura, a empresa possui uma grande equipe de funcionários -- são 7 600 pessoas somente no corpo docente. Em julho, a Estácio de Sá abriu o capital na bolsa, arrecadando na oferta inicial de ações mais de 500 milhões de reais. Metade desse dinheiro será utilizada na ampliação da rede de ensino (no 281 no ranking de MM).

Por favor, informe seus dados na caixa à direita para ler o restante do texto.
 
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