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A plena capacidade

| 08/08/2007

Operando no limite, a Copesul ganha novos controladores e aguarda aporte de recursos para ampliar a produção e crescer

 

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Por Arlete Lorini

exame

Em 2006, ano em que comemorou seu 30o aniversário, a gaúcha Copesul obteve o melhor desempenho de sua história. Na área industrial, produziu 3,1 milhões de toneladas de petroquímicos básicos, utilizando 98,8% de sua capacidade instalada. A empresa também colheu bons resultados na área comercial, registrando vendas de 3,8 bilhões de dólares e lucro de 216 milhões de dólares. Tudo isso em um ano em que as margens do setor foram bastante pressionadas. A nafta, um derivado do petróleo e principal matéria-prima da Copesul, sofreu reajustes de 19% em dólar. Além disso, o mercado interno precisou absorver uma superoferta de produtos com a entrada em operação de um novo concorrente, a Rio Polímeros, com sede no município de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. "Tudo indicava que teríamos um ano bastante difícil", diz Alfredo Tellechea, diretor-superintendente da Copesul. "Não conseguimos repassar todo o aumento dos preços da nafta para nossos produtos, mas ganhamos ampliando o volume comercializado."

A Copesul é a central de matérias-primas do Pólo Petroquímico do Sul, instalado no início dos anos 80 no município de Triunfo, na região metropolitana de Porto Alegre. Seu principal produto é o eteno, que abastece as indústrias produtoras de resinas termoplásticas. Em 2006, a Copesul produziu 1,2 milhão de toneladas de eteno, 34% da oferta nacional da matéria-prima. A Copesul também exporta parte de sua produção. Em 2006, foram cerca de 400 000 toneladas, principalmente para países da América do Sul e para os Estados Unidos. As vendas externas geraram 322 milhões de dólares, um crescimento de 10% em relação ao ano anterior.

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