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No final dos anos 90, a Lojas Americanas parecia condenada ao fechamento. Não eram poucos os analistas que previam para ela o mesmo fim melancólico de grandes redes de varejo, como Mappin, Mesbla e Lojas Brasileiras. Hoje, alguns anos depois, a situação é bem diferente. Muitos analistas apontam a Lojas Americanas como a companhia do setor mais bem posicionada para crescer nos próximos anos, tanto no comércio eletrônico como nas lojas tradicionais. Os investidores também parecem apostar num futuro de lucros para a empresa. Nos últimos cinco anos, suas ações na Bolsa de Valores de São Paulo valorizaram-se mais de 3 700%. Pelo terceiro ano seguido, a empresa, que pertence ao grupo GP Investimentos, foi escolhida como a melhor do setor de varejo, com faturamento de 1,6 bilhão de dólares em 2006, um crescimento de 21,3% em relação à cifra de 2005. A taxa de rentabilidade do patrimônio (26,1%) é a maior entre as dez principais redes varejistas do país.
Qual foi o segredo da formidável transformação? A mudança começou a ser operada em 2001, quando a Americanas decidiu investir em tecnologia e na renovação de processos para tornar-se mais ágil. A centralização da distribuição e o corte no número de fornecedores aumentaram a eficiência. A redução de custos foi brutal. Desde o ano 2000, a participação das despesas em relação à receita caiu de 25% para os atuais 18%. "A Americanas é uma das varejistas no Brasil que mais rapidamente conseguiram migrar de um sistema de gestão familiar para um modelo de controle empresarial centrado em resultado", diz o consultor de varejo Marcos Gouvêa de Souza. "Só faltava acertar a estratégia de negócios, o que os sócios conseguiram há alguns anos. Por isso, a empresa está deslanchando."
