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Competição no exterior

| 08/08/2007

Dona de 70% da produção brasileira de cobre, a Caraíba se prepara agora para disputar no mercado global com as gigantes internacionais do setor

 

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Por Lílian Cunha

exame

No final dos anos 60, o empresário Baby Pignatari, neto do conde Francesco Matarazzo que ganhou fama como playboy e industrial, fundou a Caraíba Metais com o objetivo de explorar a mina de cobre de Caraíba, no sertão da Bahia. Baby morreu em 1977, aos 60 anos, sem ver o empreendimento decolar. Desde que foi criada, a Caraíba mudou de dono várias vezes. Foi comprada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) nos anos 70 e depois privatizada e adquirida pelo Banco BBM. Deu lucro e prejuízo no mesmo ritmo em que trocava de mãos. Em 1996, foi encampada pelos fundos de pensão que formaram o Grupo Paranapanema. Hoje, é a mais lucrativa entre as empresas do grupo, do qual fazem parte também a Eluma (que fabrica tubos e conexões), a Mamoré (estanho e minerais industriais) e a Cibrafértil (fertilizantes). Em 2006, a Caraíba faturou 1,8 bilhão de dólares, 60% mais que no ano anterior -- a maior taxa entre as metalúrgicas --, e foi escolhida a melhor empresa do setor.

No Brasil, a Caraíba é a única produtora de cobre eletrolítico, o metal que vai dentro de fios e condutores elétricos. A demanda interna pelo produto é de 345 000 toneladas por ano. Cerca de 70% desse mercado está nas mãos da Caraíba, e os 30% restantes são atendidos por importações. O projeto da empresa baiana é, até 2009, elevar sua produção para 380 000 toneladas por ano. Como o consumo do produto no Brasil não irá crescer na mesma proporção, a companhia realiza esse investimento mirando o aumento de suas exportações. Com o crescimento mundial, a demanda pelo metal explodiu e o cobre teve uma valorização de 230% nos últimos três anos. Esse contexto de mercado ajuda a explicar o bom desempenho recente da Caraíba.

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