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Máquinas de dinheiro

| 08/08/2007

Com o aumento das transações eletrônicas, a Visanet torna-se uma das campeãs em rentabilidade e fatura mais de 1 bilhão de dólares

 

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Por Luci Gomes

exame

Em 1996, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), o cartão de crédito era utilizado em 7% das transações de consumo privado no país. No ano passado, essa participação subiu para 20%. O volume financeiro envolvido nas transações cresceu 14% na década, atingindo 246 bilhões de reais em 2006. Esse avanço dos meios eletrônicos de pagamento transformou as empresas do setor em verdadeiras máquinas de ganhar dinheiro. Entre as 500 maiores empresas do país, a campeã em rentabilidade em 2006 foi a Redecard, com 87% de retorno sobre o patrimônio líquido. Nesse quesito a empresa ficou à frente da principal concorrente, a Visanet, que obteve o também impressionante índice de 65% de rentabilidade, a quarta melhor marca entre as 500 maiores empresas do país. Por seu conjunto de indicadores, no entanto, a Visanet acabou se destacando como a melhor empresa de serviços do ano, na análise de MELHORES E MAIORES.

null Num negócio em que a capilaridade faz toda a diferença, uma das principais preocupações das administradoras de cartões é ocupar cada milímetro do mercado. "O esforço das administradoras é levar o sistema eletrônico aos pequenos valores até que o consumidor possa adquirir pipoca ou jornal com cartão", diz Álvaro Musa, presidente da consultoria Partner. No caso da Visanet, que faturou pouco mais de 1 bilhão de dólares em 2006 e tem uma base de clientes formada por mais de 1 milhão de estabelecimentos comerciais espalhados por 5 345 cidades, a estratégia para aumentar a capilaridade é investir em tecnologia. A empresa desenvolveu, por exemplo, um terminal de cartão de crédito próprio para táxis -- o aparelho funciona ligado ao acendedor de cigarros do veículo. Criou também terminais especiais para cruzeiros marítimos, conectados via satélite com a sede da Visanet, para permitir que os passageiros paguem suas contas eletronicamente mesmo em alto-mar. Outra novidade é a tecnologia que possibilita a captura de transações por meio da internet ou do aparelho de celular -- o que facilita o pagamento, por exemplo, da pizza ou de outros produtos entregues em domicílio. São alguns exemplos de iniciativas que ajudaram a Visanet a realizar 2 bilhões de transações no ano passado, um aumento de 21% em relação a 2005. Para isso, foi necessário realizar pesados investimentos em tecnologia, que somaram 210 milhões de reais em 2006. "Criar constantemente novos serviços é vital para a sobrevivência nesse mercado", diz Antonio Luiz Rios, presidente da Visanet.

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