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O executivo Antonio Maciel Neto, que há pouco mais de um ano deixou a presidência da Ford para comandar a Suzano Papel e Celulose, aguarda com ansiedade o mês de outubro. É quando está prevista a inauguração da segunda linha de produção de celulose da fábrica de Mucuri, no sul da Bahia. Resultado de investimentos de 1,3 bilhão de dólares, os novos equipamentos vão permitir que a Suzano aumente sua produção de celulose de 700 000 para 1,7 milhão de toneladas anuais. O ganho de escala é fundamental para a companhia atingir um de seus principais objetivos nos próximos anos: avançar da oitava para a segunda posição no ranking dos maiores produtores mundiais de celulose de eucalipto e fortalecer sua presença no mercado global. A número 1 do mundo nesse mercado é outra empresa brasileira, a Aracruz.
A ampliação da fábrica baiana da Suzano vem num dos melhores momentos do mercado. Em 2006, a demanda mundial por celulose de eucalipto cresceu 12% e provocou uma alta média de 9,7% nos preços. Isso ajudou a Suzano a fechar o ano com um faturamento de quase 1,5 bilhão de dólares, 7% mais do que em 2005. Na análise de MELHORES E MAIORES, a Suzano foi a empresa que teve o melhor desempenho do setor em 2006, com o melhor índice de liquidez corrente e a melhor média de riqueza gerada por empregado, entre outros indicadores.

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