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Consolidação no campo

| 08/08/2007

A Santa Elisa une-se a outras usinas, faz parcerias e trabalha para se tornar a maior produtora de açúcar e álcool do país

 

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Por Adriana Pereira

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No início deste ano, a usina paulista Vale do Rosário, sexta maior produtora individual de cana-de-açúcar do país, foi alvo de uma acirrada disputa entre dois gigantes. De um lado, a Cosan, o maior grupo de açúcar e álcool do país. Do outro, a Santa Elisa, o quinto maior grupo do setor. Em fevereiro, a Cosan anunciou sua intenção de comprar a Vale do Rosário e conseguiu angariar o apoio de acionistas que somavam 51% do capital da empresa. O negócio, porém, não foi concretizado, devido a uma ousada manobra da concorrente. Liderados pela família Biagi, controladora da Santa Elisa e uma das acionistas da Vale do Rosário, os donos dos 49% das ações restantes exigiram seu direito de preferência de compra, isto é, que as ações só fossem oferecidas à Cosan se eles não conseguissem comprá-las. Para efetivar a aquisição, esses acionistas saíram à caça de recursos. Conseguiram um empréstimo de 1,3 bilhão de reais do Bradesco e adquiriram as ações dos minoritários que pretendiam negociar com a Cosan. "A Vale do Rosário preferiu ser parceira de quem já conhecia", diz Anselmo Lopes Rodrigues, diretor-superintendente da Santa Elisa, eleita a melhor empresa do setor de energia -- e a Empresa do Ano de MELHORES E MAIORES de 2006.

O próximo passo dos sócios vitoriosos na disputa com a Cosan é oficializar a criação de um novo grupo, colocando sob o mesmo guarda-chuva a Santa Elisa, a Vale do Rosário e mais quatro usinas controladas por elas. Batizado de Santelisa Vale, o grupo, que tem também como acionista o fundo de investimentos do banco americano Goldman Sachs, já nasce como o segundo maior do setor no país, atrás apenas da Cosan. Com faturamento global da ordem de 2 bilhões de reais, tem uma capacidade de processamento de 18 milhões de toneladas de cana por ano -- metade da produção atual da Cosan. Mas a companhia até 2009 pretende praticamente dobrar sua produção, atingindo 35 milhões de toneladas. "É claro que todo mundo gostaria de ultrapassar a Cosan e ser o líder, mas não acredito que eles vão ficar parados esperando um concorrente alcançá-los", diz Rodrigues. "Neste momento, vamos nos concentrar em crescer."

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