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Nos últimos dois anos, mais de 2 milhões de famílias brasileiras compraram seu primeiro computador. As vendas foram impulsionadas por uma medida provisória de 2005, a MP do Bem, que isentou computadores de mesa de até 2 500 reais e computadores portáteis de até 3 000 reais do pagamento de PIS e Cofins. O benefício fiscal gerou queda de 9,25% nos preços ao consumidor. Outro fator que ajudou a reduzir os custos foi a desvalorização do dólar, já que quase todos os componentes desses produtos são importados. Resultado: o mercado brasileiro de PCs cresceu de 5,5 milhões de unidades vendidas em 2005 para 7 milhões em 2006 e deverá atingir a marca de 8,5 milhões ao longo de 2007. "Nos últimos anos, o consumidor da classe C conseguiu comprar quase todos os equipamentos eletrônicos que desejava", diz Helio Rotenberg, presidente da Positivo Informática, de Curitiba. "Agora seu maior objeto de desejo é o computador, que tem tudo para seguir a trajetória de sucesso dos telefones celulares."
Eleita pela segunda vez consecutiva a melhor empresa de um setor no qual concorre com grandes multinacionais, a Positivo tem sido uma das principais beneficiárias da explosão de vendas de PCs. No ano passado, comercializou quase 835 000 computadores, um aumento de 120% em relação a 2005 -- ante um crescimento médio de 28% do mercado. Em 2005, a Positivo Informática era a 25a maior vendedora de computadores no mundo inteiro. Em 2006, avançou para o 18o lugar. É a atual líder do mercado brasileiro, com 13% do total das vendas.
