Esta matéria é exclusiva para assinantes da revista Exame.
Se você é assinante e cadastrado no Passaporte Abril, preencha os seus dados aqui para ver a íntegra do texto:
Ainda não se cadastrou no Passaporte Abril?
Faça isso agora
Assine a Exame e tenha acesso irrestrito ao seu conteúdo na Internet.
Em 2006, quando completou 30 anos no Brasil, a Fiat consolidou-se como líder do setor automobilístico no país. A montadora italiana assumiu o primeiro lugar em vendas no mercado brasileiro em 2001, desbancando a Volkswagen, que havia liderado o ranking durante três décadas. Desde então, só deixou escapar o primeiro posto em 2004, quando a General Motors tomou a dianteira. A Fiat recuperou a liderança no ano seguinte e confirmou sua posição em 2006, com 25,4% do mercado brasileiro -- à frente da Volkswagen e da General Motors, que empataram em segundo lugar, com 22,3% cada uma. O faturamento da Fiat atingiu 7,8 bilhões de dólares e o lucro bateu em 379 milhões de dólares. Por tudo isso, foi eleita a melhor empresa do setor de auto-indústria -- é a sexta vez que a montadora leva o prêmio de MELHORES E MAIORES.
Maior operação da Fiat fora da Itália, a subsidiária brasileira vem tendo um papel importante na recuperação financeira da matriz, sediada em Turim. Há quatro anos, o maior grupo empresarial italiano estava à beira da falência, atolado em dívidas que chegavam a mais de 8 bilhões de dólares. Em junho de 2004, o ítalo-canadense Sergio Marchionne assumiu o comando mundial da empresa e iniciou um processo de reestruturação, que incluiu a demissão de funcionários, a renovação da linha de produtos e o aumento da sinergia entre as plataformas das fábricas para reduzir os custos. O resultado é que a Fiat conseguiu rapidamente sair do vermelho. No primeiro semestre de 2007, seu lucro foi superior a 1,4 bilhão de dólares, um recorde em seus 108 anos de história. A ressurreição da Fiat contou com a participação decisiva da subsidiária brasileira, que responde atualmente por 28% da produção e por 15% do faturamento global da marca.
Para manter sua liderança no mercado brasileiro, a Fiat está investindo 1 bilhão de reais ao longo de 2007. A cartada mais importante será dada em agosto, com o esperado lançamento do Grande Punto, sucesso de vendas na Europa, onde está nas ruas desde 2005. O modelo vem disputar o mercado brasileiro no segmento de carros compactos premium, do qual fazem parte o Polo, da Volkswagen, e o C3, da Citroën. Outras novidades da Fiat neste ano são a remodelagem da família Palio, iniciada em fevereiro, e o lançamento do Linea, um sedã médio que deve ocupar o lugar do Marea. "A renda do brasileiro está crescendo. Por isso, a Fiat está apostando em novos nichos com produtos que atendam aos desejos desses consumidores", diz Cledorvino Belini, presidente da Fiat para a América Latina.

Brasil está diante de um de seus maiores desafios tecnológicos: tirar o petróleo do pré-sal.
FINANÇAS O analista que mais acertou indicações de ações
BOLSA BM&FBovespa e Redecard entram no Ibovespa
NEWSLETTER A hora da verdade para as construtoras