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Em ritmo de obras

| 08/08/2007

A indústria da construção puxa o crescimento das receitas, enquanto o setor de mineração lidera em rentabilidade e margem das vendas

 

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Por Ernesto Yoshida

exame

ENTRE OS 18 SETORES ANALISADOS POR MELHORES E MAIORES, a indústria da construção foi o que registrou maior crescimento das receitas em 2006 — 16% em termos reais. Com isso, a área conseguiu recuperar-se de três anos seguidos de crescimento nulo ou mesmo negativo. A retomada do crescimento ocorreu no embalo dos investimentos públicos e privados em infra-estrutura. De acordo com a Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústrias de Base (Abdib), as obras de infra-estrutura receberam no ano passado investimentos de 65,7 bilhões de reais, 13% mais do que o valor gasto em 2005. Poderia ter sido melhor. Segundo a Abdib, o montante representou apenas 75% do que o país precisaria investir anualmente para resolver seus principais gargalos nessa área. Outros setores que apresentaram crescimento expressivo em 2006 — em torno de 12% — foram o de serviços (que engloba desde administradoras de cartões de crédito até universidades e planos de saúde) e o de transporte (liderado pelas companhias aéreas). A surpresa ficou por conta das mineradoras. O setor, que havia registrado o maior crescimento em 2005, praticamente estacionou em 2006, em parte por causa dos efeitos da valorização do real. Mesmo assim, as mineradoras foram as campeãs em rentabilidade do patrimônio (31,6%), bem acima da média dos setores (13%). As mineradoras também obtiveram a maior margem das vendas (23,4%), um desempenho excepcional, levando-se em conta que a média dos setores foi de 4,1%. As piores margens das vendas, refletindo o aumento da concorrência, foram registradas pelos setores de varejo e telecomunicações (0,7%). Este último, porém, destacouse positivamente por ter ficado em primeiro lugar em riqueza gerada por empregado, com 487 000 dólares — oito vezes maior que a média dos outros setores. Veja tabela

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