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Revelar fotos em casa sempre foi considerado um hobby para iniciados. Até pouco tempo atrás, manter um laboratório doméstico exigia um quarto escuro, equipamentos como ampliadores e estufas e um arsenal de produtos químicos. Com a chegada da fotografia digital, veio também a possibilidade de jogar fora toda essa quinquilharia. No entanto, era necessária certa habilidade com o computador e com os softwares de impressão para atingir bons resultados -- isso sem contar o alto custo dos papéis e cartuchos de tinta necessários para imprimir imagens. Quase sempre o resultado era sofrível quando comparado com as imagens impressas em lojas especializadas ou mesmo quando comparadas às fotos tradicionais. A operação também era bastante lenta e a impressão de uma única foto levava vários minutos. Agora, uma nova geração de impressoras portáteis e de alta resolução começa a mudar essa história. Não é preciso ser um expert em informática para operar essas máquinas -- que já dispensam a intermediação do computador e podem ser conectadas diretamente a câmeras e celulares que tiram fotos. Algumas delas, como a Photosmart 375, da HP, imprimem uma foto em apenas 1 minuto e não requerem cabos nem conexão física com a câmera ou o celular. Todo o processo ocorre por meio de bluetooth, um dispositivo de transmissão de dados.
O custo de impressão, que era proibitivo no passado, tornou-se bem mais competitivo e em alguns casos até empata com os preços cobrados nas lojas especializadas e nos quiosques de auto-serviço. Uma boa impressora fotográfica custa hoje entre 300 e 650 reais. Em média, o valor de uma foto impressa em casa está variando de 99 centavos a 1,65 real (veja quadro abaixo). Nas lojas especializadas e nos quiosques de auto-serviço, esses valores variam de 60 centavos a 1,50 real por cópia. Se comparado com a fotografia tradicional, em rolo de filme, o custo de imprimir em casa já é bastante vantajoso. Em média, cada cópia produzida pelo método mais antigo custa cerca de 3,50 reais -- incluindo-se na conta o custo do filme, da revelação dos negativos e as cópias em papel. (Caso as impressoras domésticas se transformem de fato em bens de largo consumo, as empresas ligadas à impressão de fotos tendem a ter sérios problemas. Trata-se, mais uma vez, de uma ruptura tecnológica com potencial para construir e destruir negócios.)

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