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Um empreendedor precisa comprar copiadora e scanner para seu novo negócio. Noivos não têm dinheiro para a festa de casamento. Uma mãe solteira quer voltar a estudar e não tem como arcar com o custo da universidade. Em vez de recorrer a um empréstimo bancário ou assumir uma dívida de cartão de crédito, essas pessoas procuraram um novo tipo de serviço que começa a ganhar popularidade na internet: os mercados de empréstimos pessoais. Com diferentes níveis de sucesso, a web permitiu driblar intermediários, como agentes de viagens e corretores de seguros. Agora, é a vez dos bancos. Uma nova geração de sites, como o britânico Zopa e o americano Prosper.com, quer encurtar a distância entre quem precisa de pequenos financiamentos e quem tem recursos para emprestar. Trata-se de uma mescla do eBay, que criou um mercado global de compra e venda de todo tipo de produtos, com comunidades online como Orkut e MySpace. Chris Larsen, fundador do Prosper.com, é o primeiro a reconhecer que a idéia de emprestar dinheiro a um completo desconhecido pode parecer pouco convidativa a princípio. Mas ele aposta no poder das comunidades virtuais para difundir a idéia e criar confiança nessa nova modalidade de financiamento.
Tanto o Zopa, lançado há pouco mais de um ano, quanto o Prosper.com, que tem apenas cinco meses de vida, partem de duas premissas básicas. A primeira diz respeito às condições dos empréstimos. Quem toma dinheiro pode especificar quanto está disposto a pagar de juros -- taxas menores do que as tradicionalmente cobradas por bancos ou administradoras de cartões de crédito. Quem empresta costuma obter retornos mais vantajosos do que conseguiria numa aplicação conservadora, como caderneta de poupança. A segunda premissa desse novo tipo de negócio é a confiança. Nenhum dos serviços oferece garantias de que as dívidas serão pagas. Quem se registra num dos sites para requisitar dinheiro é submetido a uma avaliação de crédito por empresas terceirizadas e recebe uma nota, conforme seu histórico. Cabe ao dono do dinheiro avaliar os riscos de conceder o financiamento. Isso não seria suficiente para convencer a maioria das pessoas a emprestar dinheiro, é claro. E é aí que entra a força das comunidades.
