Buscar

Olá, .

Sair

Para usar o Portal EXAME você precisa estar autenticado

Entrar
 
 

Vôo sem turbulência

 | 28.06.2006

O espaço aberto pela Varig e passageiros de primeira viagem reforçam a ascensão da Gol entre as companhias aéreas

 

Gilberto Tadday

Constantino: repasse de ganhos de produtividade para os preços, altas taxas de ocupação e investimentos

Publicidade

Por Regina Rebello

EXAME 

Mais de 33 milhões de pessoas em 2005 elegeram o transporte aéreo como a melhor forma de chegar a seus destinos. É uma nova marca para o setor, cujo movimento cresceu quase 20% no ano. Parte desse fôlego veio do fortalecimento do real -- que estimulou o turismo doméstico, mantendo estáveis os preços das passagens aéreas -- e de promoções comerciais agressivas. Nesse período acima da média, pela terceira vez em seus cinco anos de existência a Gol foi a melhor empresa do setor de serviços de transporte. A empresa faturou 1,1 bilhão de dólares, 27% mais que em 2004, alcançou lucro recorde, de 167 milhões de dólares, e viu suas ações entre as mais negociadas na bolsa de Nova York.

As maiores
Classificação das empresas por receita operacional bruta — em US$ milhões
1 Varig 2 839,6
2 TAM – Linhas Aéreas 2 463,2
3 Transpetro 1 435,9
4 Gol 1 187,3
5 Aliança Navegação e Logística 940,1
6 MRS 854,1
7 Variglog 586,8
8 TBG 466,0
9 Libra 422,8
10 ALL 395,8

O modelo de negócios com custo e tarifa baixos repetiu no país o sucesso obtido nos Estados Unidos e na Europa e trouxe 41% mais passageiros para as asas da Gol. A empresa fechou 2005 transportando 13 milhões de pessoas, 10% delas passageiros de primeira viagem. A cada 1 minuto e 30 segundos, um avião da Gol decolou ou pousou em algum aeroporto do Brasil ou da América do Sul. "Nossa estratégia foi repassar ganhos de eficiência para os preços, manter altas taxas de ocupação, obter boa rentabilidade e reinvestir em processos e em pessoas", diz Constantino de Oliveira Júnior, presidente da empresa.

Além do câmbio favorável e de sua estratégia comercial, que levou para os aviões passageiros de menor poder aquisitivo, habituados a viajar de ônibus, a Gol aproveitou o espaço aberto pela crise da Varig. "Hoje, a Gol é a empresa mais rentável do setor e com a maior capitalização", diz André Castellini, sócio da consultoria de gestão Bain & Company.

No primeiro semestre de 2006, a companhia da família Oliveira continuava a crescer sem turbulências. De janeiro a abril, transportou 3,8 milhões de pessoas, o dobro de 2005, e manteve planos ousados. "Pretendemos fechar o ano com 60 aeronaves, novos destinos regionais, como Chapecó, Ilhéus e Imperatriz, e aumento na freqüência de vôos", diz Tarcísio Gargioni, vice-presidente de marketing e serviços. Até o fim de 2006, o número de funcionários deve crescer de 6 300 para 8 000 com a entrada em operação de 18 aviões e de um centro de manutenção. Para completar, começará a voar a primeira de 101 aeronaves 737-800, que consomem menos combustível, permitem vôos mais longos e operam em pistas mais curtas.

O ano de 2005 também movimentou os negócios das companhias ferroviárias, que transportaram um volume de cargas 7% superior ao do exercício anterior. Com a aquisição da Brasil Ferrovias, em maio de 2006, a América Latina Logística (ALL) passou a controlar a maior malha ferroviária do país -- totalizando quase 21 000 quilômetros de trilhos --, mas herdou o desafio de recuperar a operação. O faturamento da ALL alcançou 396 milhões de dólares, 13% superior ao de 2004. Na MRS Logística, maior transportadora de contêineres do país, o aumento das receitas, que somaram 854 milhões de dólares, passou de 16%. O crescimento foi obtido com boa rentabilidade. "Nosso lucro líquido subiu 64%, para quase 184 milhões de dólares em 2005", afirma Júlio Fontana Neto, presidente da MRS.

Para 2006, o setor ferroviário prevê aumento de até 11% no volume de carga transportada e investimentos de 2,3 bilhões de reais, mas a expansão esbarra na má qualidade da infra-estrutura, de acordo com Mauro Dias, presidente da Associação Nacional dos Transportes Ferroviários e diretor de comercialização de logística da Vale do Rio Doce. Os recursos não são suficientes para atender às necessidades de melhoria, e o mesmo ocorre no transporte rodoviário e no marítimo. O primeiro, responsável por 60% da carga movimentada no país, opera em estradas que geralmente oferecem condições precárias. Nos portos, as deficiências afastam os navios maiores e mais modernos. "Atualmente, o governo investe em transporte menos de 0,2% do produto interno bruto, sendo que há 30 anos investia 1,8%", diz Paulo Fleury, diretor do Centro de Estudos em Logística da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

 
Ricardo Amorim, diretor da Concórdia Corretora
 

PETRÓLEO

O estrago do petróleo barato para Petrobras

EUA

Montadoras pedem US$ 25 bi ao governo

EXAME PME

EXAME PME e Endeavor premiam os empreendedores do ano

Links Patrocinados

 
 
 

Copyright © 2008, Editora Abril S.A. -
Todos os direitos reservados. All rights reserved.