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Aumentar as vendas em um mercado que sofre com as crises cíclicas do agronegócio é o que tem buscado a Syngenta Seeds, eleita a melhor empresa do setor de sementes. Uma das estratégias adotadas para alcançar esse objetivo é o investimento constante em pesquisa. A empresa lança novas variedades todos os anos e tem a meta de renovar 80% de sua linha de produtos em três anos por meio da criação de novos híbridos. Para isso, conta com dois centros de pesquisa no país, um em Cascavel, no Paraná, e outro em Uberlândia, em Minas Gerais. O centro mineiro é o primeiro de uma empresa privada no país que conta com laboratório de marcadores moleculares, tecnologia utilizada para o melhoramento genético das plantas. A Syngenta Seeds foi também a primeira empresa no Brasil a obter o certificado de qualidade emitido pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), o que lhe permite desenvolver pesquisas com plantas geneticamente modificadas em grandes culturas, como milho, soja e algodão. "Para crescer, é preciso inovar", diz Pedro Rugeroni, presidente da empresa.
As principais atividades da Syngenta Seeds são a pesquisa, o desenvolvimento, a produção e a comercialização de sementes de hortaliças, de flores e de culturas como milho, soja, sorgo, arroz e algodão. Segundo Rugeroni, no mundo inteiro o grupo anglo-suíço investe 2 milhões de dólares por dia em pesquisas. Um exemplo do resultado da estratégia é o que foi conseguido no mercado brasileiro de melancias, no qual, há três anos, a Syngenta tinha apenas 5% de participação. Com base em pesquisas, os técnicos da empresa descobriram que os agricultores gostariam de produzir uma fruta mais redonda e menos pesada. Criou, então, uma variedade de melancia com essas características. Com 7 quilos em média (em comparação com os 12 quilos de outras variedades), a nova fruta ficou com menos casca e ganhou polpa mais vermelha. Com ela, a Syngenta passou a deter 60% do mercado.