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As empresas de máquinas e implementos agrícolas enfrentaram em 2005 os efeitos da crise do agronegócio brasileiro. Líder do mercado de tratores, a AGCO teve faturamento bruto de 1,7 bilhão de reais em 2005, queda de 25% em relação ao ano anterior. Apesar da redução, o resultado foi comemorado pela empresa, já que as vendas do setor como um todo tiveram queda de 40%. "Diante de um cenário muito negativo para todo mundo, escapamos da tragédia e até conseguimos um pequeno saldo positivo nas exportações", diz Normélio Ravanello, vice-presidente da filial brasileira do grupo americano AGCO. Essa capacidade de geração de divisas, bem como a produtividade alcançada num ano difícil, fez a diferença para a escolha da companhia como a melhor do setor de máquinas e equipamentos.
Como o mercado interno de máquinas agrícolas sofreu um duro baque no ano passado, a AGCO direcionou o foco para as exportações. Nunca o peso dos embarques internacionais foi tão significativo nos negócios da companhia -- as vendas externas totalizaram 1,1 bilhão de reais em 2005, o correspondente a 65% do faturamento total. A operação brasileira da empresa, concebida originalmente para servir de base para as exportações da América do Sul, já responde pela remessa de tratores e colheitadeiras para 89 países. A meta é chegar a 100 mercados nos próximos dois anos. Principal marca da AGCO do Brasil, a Massey Ferguson manteve a liderança tanto no mercado interno quanto nas exportações e respondeu por 45% do total das vendas.