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A Aracruz Celulose é uma das três empresas brasileiras (as outras duas são o banco Itaú e a Cemig) a fazer parte da seleta lista do Índice Dow Jones de Sustentabilidade, indicador global criado em 1999 para avaliar algumas das maiores organizações do mundo. Foi exatamente a nota no critério de sustentabilidade o fator decisivo para sua escolha como a melhor empresa do setor de madeira, celulose e papel. A Aracruz obteve a pontuação máxima nesse quesito, que mede, entre outras coisas, os esforços na preservação do meio ambiente e nos investimentos em pesquisa.
A empresa capixaba -- cujo controle acionário pertence aos grupos Safra, Lorentzen e Votorantim e ao BNDES -- multiplica florestas plantadas de eucalipto com alta tecnologia. Nas últimas duas décadas, a Aracruz dobrou a produtividade -- e reduziu em 45% o consumo de água na produção. Além disso, a empresa investe na geração própria de energia com base na queima de subprodutos do processo de industrialização. "Todas as fábricas são auto-suficientes. Até mandamos energia para os vizinhos", diz Carlos Aguiar, presidente da empresa. Esses vizinhos também fazem parte do sucesso da Aracruz. Da madeira usada como matéria-prima, 15% vêm de 3 000 proprietários rurais com os quais a empresa mantém contratos.

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