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exame
Nas últimas semanas, o agronegócio brasileiro -- um dos setores mais importantes da economia do país -- mereceu as manchetes dos principais veículos de comunicação. Os fatos e as imagens eram desanimadores: produtores rurais obstruindo rodovias, protestos em bancos, tratores incendiados. Após anos de safras recordistas, exportações crescentes e ganhos impressionantes, o agronegócio brasileiro vive um ciclo de crise. Diante desse cenário, a pergunta que muitos podem fazer é por que lançar uma publicação ambiciosa sobre o setor num momento como este. A resposta revela muito de nossa missão editorial: nós, de EXAME, tentamos enxergar muito mais do que o hoje. Acreditamos firmemente que o agronegócio -- da produção rural a toda a indústria e a cadeia de serviços envolvidas -- é uma das grandes fronteiras de competitividade mundial do Brasil. E estamos falando em ir muito além da produção de commodities. Temos uma vocação inequívoca para liderar o setor. Por mais que desejem, outras economias não podem reproduzir nossas condições naturais. Nos últimos anos, avançamos nas áreas de pesquisa e desenvolvimento tecnológico aplicado à agricultura com resultados excepcionais do ponto de vista da produtividade. Nada disso se dissolve num ano difícil. Vivemos num mundo em crescimento, faminto e dependente de novas formas de energia renovável. Poucos países estão tão bem posicionados quanto o Brasil para suprir essas demandas. As oportunidades do presente, e sobretudo as do futuro, são incalculáveis. Os desafios que serão enfrentados pelos empresários do agronegócio, também. Vencê-los depende de informação.