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exame
Uma das principais deficiências do agronegócio brasileiro -- a ausência de informações confiáveis sobre as empresas do setor -- começa a ser suprida com a edição deste anuário. Ao longo das próximas páginas, o leitor encontrará um panorama completo do conjunto de companhias ligadas ao campo -- são mais de 8 000 dados e quase 100 tabelas e quadros, além de uma série de reportagens sobre os diferentes aspectos da atividade rural. Trata-se de um esforço empreendido por EXAME para jogar luz num dos setores mais promissores da economia brasileira, responsável por quase 30% do produto interno bruto (PIB) do país -- mas que continua extremamente carente de informações de qualidade. Para realizar o anuário, a revista foi buscar o apoio técnico da FGV Projetos, braço de pesquisa da Fundação Getulio Vargas, uma das mais respeitadas instituições de ensino superior do país. Coube à equipe da FGV Projetos, comandada pelo economista e especialista em agronegócio Fernando Garcia, realizar todo o trabalho de coleta de informações, análise estatística dos dados e preparação da metodologia de avaliação das empresas que participaram da pesquisa.
O esforço dos técnicos da FGV Projetos dividiu-se em duas frentes. Numa primeira parte do trabalho, a equipe elaborou um ranking com as 400 maiores empresas do agronegócio. Somadas, essas companhias respondem por metade de tudo o que é produzido pelo setor no país. O critério utilizado pela FGV para definir as empresas que podem participar do ranking é o mesmo da Classificação Nacional das Atividades Econômicas, coordenada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo esse critério, todas as companhias que fazem parte da cadeia produtiva do setor estão dentro do agronegócio. Estão contidos, portanto, os produtores rurais, as empresas que fornecem insumos ou prestam serviços a esses produtores, as indústrias que compram o produto rural para processamento e as companhias responsáveis pela distribuição do produto até o consumidor -- interno ou externo. Trata-se de um conceito amplo, que pode levar à lista uma empresa cuja atividade central não seja ligada ao campo -- basta que ela tenha alguma área de atuação no setor. No caso das indústrias que compram o produto do campo, são consideradas parte integrante da cadeia apenas as que estão na primeira etapa do processo de transformação -- caso, por exemplo, de uma empresa do setor têxtil que use algodão para fabricar tecido ou roupa. Ficam excluídas as empresas que só entram nas etapas finais -- por exemplo, aquelas que compram o tecido já feito para transformá-lo em roupa.

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