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É nas prateleiras das redes de varejo que a cadeia do agronegócio chega a seu final. A competitividade do setor depende tanto da eficiência na produção quanto da variedade e do grau de sofisticação de sua distribuição. Nos últimos anos, o varejo brasileiro de alimentos vem ganhando contornos globais, com a supremacia de grandes redes, com brutal escala e poder de negociação com os fornecedores. Nesse cenário, o grupo Pão de Açúcar, líder no ranking das maiores redes de supermercados do país, ganha destaque -- tanto pelos resultados financeiros quanto pelas políticas de relacionamento com pequenos e médios produtores. (É preciso levar em conta a eterna queda-de-braço entre varejo e indústria, cada qual tentando defender suas margens.)
Em 2005, as redes brasileiras de varejo tiveram de administrar a queda de até 20% nos preços de vários itens importantes da cesta básica do consumidor brasileiro, como arroz, óleo de soja e farinha de trigo. No grupo Pão de Açúcar, os alimentos representaram 76% do faturamento de 16 bilhões de reais. Para manter a rentabilidade, só havia uma saída: aumentar a escala de vendas, trazendo mais clientes para as lojas com promoções específicas. Além dos resultados financeiros, o grupo comandado pelo empresário brasileiro Abílio Diniz se destacou nos critérios de sustentabilidade e responsabilidade social. Em 2005, o Pão de Açúcar investiu 42 milhões de reais em programas sociais próprios e de organizações não-governamentais. Na área ambiental, mantém há quatro anos uma parceria com a Unilever, responsável pelo recolhimento de 9 000 toneladas de material reciclável por meio de estações instaladas em várias cidades. Um programa de desenvolvimento de pequenos fornecedores incentiva a distribuição de produtos oriundos de comunidades e microempresas.
