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Apesar da onda antifumo que se alastrou pelo mundo e tem feito muita gente pensar duas vezes antes de acender um cigarro, a Souza Cruz teve ótimo desempenho financeiro no ano passado. A empresa -- líder no mercado nacional de cigarros, subsidiária da British American Tobacco (BAT) e um dos mais importantes fornecedores mundiais de fumo -- fechou 2005 com faturamento bruto 8% superior ao do ano anterior e lucro líquido de 693 milhões de reais. Os números, aliados aos investimentos em ações sociais e em sustentabilidade, foram determinantes para a escolha da Souza Cruz como a melhor do setor de alimentos, bebidas e fumo.
A companhia, criada no Rio de Janeiro há pouco mais de um século pelo imigrante português Albino Souza Cruz, exportou 117 000 toneladas de fumo no ano passado, crescimento de 4% em relação a 2004. Trata-se de um resultado surpreendente, sobretudo diante do cerco cada vez mais fechado ao cigarro, o que vem reduzindo mercados no mundo desenvolvido. Para atender à demanda dos mercados interno e externo, a empresa aumentou a produção em quase 10%. Segundo Andrew Gray, executivo que assumiu a presidência da Souza Cruz em março deste ano, o bom resultado é conseqüência do aumento dos investimentos na linha de produção e na melhoria da qualidade. "Temos uma cultura de liderança de mercado", diz Gray, que começou sua carreira na empresa como estagiário, antes mesmo de concluir o curso de economia na PUC do Rio de Janeiro.
