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Eleita a melhor empresa do setor de frigoríficos e couro, a Perdigão é um dos exemplos mais bem-acabados do sucesso alcançado por companhias brasileiras de agronegócio no exterior. A empresa ganhou musculatura e investiu na distribuição lá fora, atuando em mais de 100 países, principalmente no fornecimento de carne refrigerada de aves e suínos in natura. No ano passado, a Perdigão exportou o equivalente a 2,8 bilhões de reais, quase metade de suas vendas totais. O lucro chegou a 361 milhões de reais. O sucesso externo ajudou a fazer o número de empregados triplicar na última década -- hoje a empresa emprega quase 36 000 pessoas. "Crescemos em média 14% ao ano há 12 anos", diz Nildemar Secches, presidente da Perdigão. "Pretendemos continuar crescendo pelo menos 10% ao longo dos próximos cinco anos."
De fato, não apenas a Perdigão, mas também outras gigantes do setor de carnes têm-se expandido de forma impressionante. A participação do Brasil nas exportações mundiais de frango, por exemplo, passou de 18% em 2000 para 42% no ano passado -- o Brasil é o maior exportador mundial. O país é também o líder em vendas de carne bovina e ocupa a quarta posição em carne suína. Levando-se em conta o conjunto do setor de carnes, os frigoríficos brasileiros multiplicaram por 5 o volume exportado desde 2000, obtendo receita superior a 8 bilhões de dólares em 2005. Quando se olha para o futuro, no entanto, o cenário parece ser bem mais conturbado. Há alguns fatores capazes de atrapalhar os planos otimistas da indústria.

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