Buscar

Olá, .

Sair

Para usar o Portal EXAME você precisa estar autenticado

Entrar
 
 

Degustação

Esta matéria é exclusiva para assinantes da revista Exame.

Se você é assinante e cadastrado no Passaporte Abril, preencha os seus dados aqui para ver a íntegra do texto:

Ainda não se cadastrou no Passaporte Abril?
Faça isso agora

Assine a Exame e tenha acesso irrestrito ao seu conteúdo na Internet.

O Imperador do software

| 04/05/2006

Com ações na bolsa e uma sucessão de aquisições, Laércio Cosentino tem agora o desafio de montar o quebra-cabeça da Totvs

 

Publicidade

Por Sérgio Teixeira Jr.

exame

Era um lance que muitos davam como certo, mas que ainda assim surpreendeu pela impetuosidade. Pouco mais de um mês após abrir o capital, a Totvs, a maior produtora de software de gestão do país, anunciou a compra de uma de suas principais concorrentes, a RM Sistemas, de Minas Gerais, por 165 milhões de reais. A aquisição fez da holding fundada e comandada pelo empresário Laércio Cosentino a líder absoluta no país entre as fornecedoras de sistemas corporativos para pequenas e médias empresas, o segmento que mais cresce em todo o mundo. O negócio também representa um divisor de águas na história da indústria nacional de tecnologia. Marca a coroação de Cosentino, empreendedor precoce que fundou sua primeira empresa aos 22 anos e hoje, aos 45, comanda a única companhia de software da América Latina com ações negociadas em bolsa. Além disso, cria uma potência tecnológica brasileira que pode ter a escala e os recursos necessários para concorrer de igual para igual com gigantes como Oracle e SAP. Isso, é claro, se forem superados todos os desafios da integração de mais uma companhia -- e eles não são poucos.

Totvs, em latim, significa totalidade, e a pronúncia correta do nome é "tótus". A empresa nasceu em 2004, com a fusão da Microsiga, a empresa criada por Cosentino no início da década de 80, com a Logocenter, uma companhia catarinense. Assim como a recém-adquirida RM Sistemas, são especialistas nos complexos programas corporativos conhecidos como ERPs, que unem em um único pacote todas as informações básicas de uma companhia, da contabilidade à organização da produção e o controle de estoques. Apesar do nome, a Totvs tem uma estratégia singular. Sob o guarda-chuva de uma holding, essas três marcas vão continuar existindo. Terão canais de vendas exclusivos, estratégias comerciais de marketing próprias e -- mais importante -- seguirão com suas plataformas tecnológicas inalteradas. Para Cosentino, isso não significa que os ganhos de eficiência serão menores. "A melhor comparação é com a Ambev", diz Cosentino. "Eles têm três marcas grandes, com seus públicos distintos. Queremos fazer o mesmo."

Trata-se de uma aposta corajosa de Cosentino. No mundo do software, aquisições de empresas buscam maximizar os ganhos de produtividade no desenvolvimento e na assistência técnica, duas atividades que consomem o principal capital humano desse tipo de companhia. Isso, porém, só se consegue à força. Os produtos da empresa comprada deixam de ser atualizados. Depois de algum tempo, os clientes da companhia adquirida são obrigados, como se diz no jargão tecnológico, a migrar para um novo produto. No caso de um sistema complexo como um ERP, a dor de cabeça é enorme, e abre-se um flanco para a concorrência. "Não podemos correr esse risco", afirma Cosentino. "Se obrigássemos nossos clientes a trocar seus sistemas, na prática eles teriam a chance de mudar para um produto concorrente."

null
Por favor, informe seus dados na caixa à direita para ler o restante do texto.
 
Petrobras: pesquisas sobre pré-sal
 

FINANÇAS O analista que mais acertou indicações de ações

NEWSLETTER A hora da verdade para as construtoras

BOLSA BM&FBovespa e Redecard entram no Ibovespa

Links Patrocinados

 
 
 

Copyright © 2008, Editora Abril S.A. -
Todos os direitos reservados. All rights reserved.