Buscar

Olá, .

Sair

Para usar o Portal EXAME você precisa estar autenticado

Entrar
 
 

Dinheiro é bom, mas não é tudo

 | 01.11.2005

Especialistas dizem que tão importante quanto salário justo é reconhecimento e coleguismo

 

Publicidade

Por Darcio Crespi

EXAME 

Baseado nos resultados de um levantamento que se prolongou por sete anos e em que foram ouvidos 2,5 milhões de trabalhadores mundo afora, The Enthusiastic Employee (Wharton School Publishing), escrito por uma trinca de consultores americanos liderados por David Sirota, desafia alguns dos mitos que rondam os modismos sobre motivação no trabalho. A principal conclusão da obra é que os funcionários de hoje aspiram, rigorosamente, ao mesmo que seus pais três décadas atrás: salário justo e benefícios, respeito e reconhecimento dos chefes por tarefas bem executadas e camaradagem no ambiente de trabalho. Como ressalvam os autores, cada uma dessas necessidades não pode ser substituída pela outra. Nesse sentido, a obra é um poderoso alerta contra decisões equivocadas de empresas que aumentam o salário de quem esperava ser promovido ou premia outros com treinamento sem lhes reservar projetos futuros. A pesquisa também demonstrou não ser verdadeira a rotineira observação de que os trabalhadores jamais estão satisfeitos com o seu salário. Eles indicaram ter a exata percepção sobre políticas salariais e sabem quando trabalham para empresas que remuneram bem ou quando estão servindo outras mais conservadoras nesse aspecto. A grande maioria dos funcionários quer ter orgulho de seu trabalho. Tanto é que uma das principais frustrações dos trabalhadores reveladas pela pesquisa é justamente a incapacidade de realizar um bom trabalho devido a obstáculos fora de seu controle, como equipamentos inadequados, falta de treinamento, burocracia e conflitos entre os departamentos da empresa. Mais surpreendente parece ser a constatação de que os funcionários ficam mais satisfeitos quando têm uma razoável carga de trabalho. Quando a sensação de contribuição é menor, isso acaba afetando a auto-estima.

Por fim, a pesquisa demonstra cabalmente que não há diferenças de opinião em relação aos três objetivos mencionados em função de setor, ocupação, idade, sexo, nacionalidade ou cultura. Pessoas em qualquer lugar e em qualquer estágio de carreira querem ser bem tratadas, ter orgulho do que fazem e para quem fazem e ter boas relações com seus colegas de trabalho. O levantamento faz cair por terra muito do que já foi escrito sobre diferenças de interesses entre gerações, nacionalidades, culturas e mesmo grau de educação. Onde reside, então, a virtual ameaça para a fórmula do tripé da felicidade no trabalho? Na gestão das pessoas. A incompetência em administrar coletivamente as necessidades dos funcionários é o fator de reversão do entusiasmo natural dos trabalhadores. É nesse ponto que estão as grandes oportunidades de melhoria de desempenho das empresas e onde mais se encaixam novos conceitos de gestão e a prática da liderança.

 
Ricardo Amorim, diretor da Concórdia Corretora
 

PETRÓLEO

O estrago do petróleo barato para Petrobras

EUA

Montadoras pedem US$ 25 bi ao governo

EXAME PME

EXAME PME e Endeavor premiam os empreendedores do ano

Links Patrocinados

 
 
 

Copyright © 2008, Editora Abril S.A. -
Todos os direitos reservados. All rights reserved.