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OceanAir vai demitir 600 funcionários

 | 12.05.2008 | 13h25

Cortes fazem parte de um plano de reestruturação para ajudar a empresa a sobreviver à alta dos combustíveis

 

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EXAME 

A companhia aérea brasileira OceanAir anuncia nesta segunda-feira (12/05) uma série de medidas de reestruturação, para reduzir os gastos de operação e permitir que a empresa resista à fase de forte elevação no preço dos combustíveis, puxados pela alta mundial do petróleo.

Entre as principais medidas está a demissão de cerca de 600 funcionários, como forma de diminuir o custo da folha de pagamento, a redução no número de destinos atendidos, dos atuais 37 para 25, e a diminuição da frota de aviões, que passará de 16 para 10 aeronaves em operação

A aposta da companhia é de que a reestruturação ajude a otimizar o uso da malha, enquanto a empresa se prepara para receber, a partir de 2009, as primeiras aeronaves previstas no plano de renovação da frota. Com a troca dos atuais Fokker MK-28 por modelos mais econômicos, como os Airbus A319, A320 e A330, a OceanAir espera recuperar o fôlego e retomar o crescimento.

Os preços do petróleo têm gerado dificuldades para empresas aéreas no mundo todo. Somente neste ano, nove pequenas empresas do setor pediram falência. Até os gigantes têm sido obrigados a tomar medidas para enfrentar a conjuntura desfavorável. As americanas Delta e Northwest anunciaram no mês passado uma fusão que criou a maior empresa aérea do mundo. Isso pode ser apenas o começo. Segundo a rede de notícias CNN, a American Airlines negocia a união com a Continental e a United Airlines tenta chegar a um acordo com a US Airways.

No Brasil, o caos aéreo eleva os custos das companhias, agrava a situação e já levou as maiores empresas aéreas do setor – TAM e Gol - a operar no vermelho nos últimos meses. Para as empresas menores, como a OceanAir, há ainda um agravante: a concorrência pesada. O diretor financeiro do grupo Synergy (controlador da OceanAir), Raul Campos, afirmou, no final do mês passado, que os concorrentes cobram as tarifas mais baixas exatamente nos horários em que a empresa oferece vôos.

A situação pode ficar ainda mais difícil em 2009, quando deve começar a operar a Azul, do empresário David Neeleman. O fundador da JetBlue planeja oferecer no Brasil vôos regionais para escapar da concorrência de TAM e Gol. Mas o aumento da oferta de assentos pode reduzir ainda mais a ocupação dos vôos da OceanAir.

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